Fonte: Total Film

‘Viúva Negra’ traz Scarlett Johansson para mais uma aparição como Natasha. No entanto, ela não vai ser a única Viúva Negra do filme – Florence Pugh irá interpretar Yelena, a irmã de Natasha e igual. Muitos fãs esperam que Florence (que se lançou com ‘Midsommar’ e ‘Lutando Pela Família’) assuma o manto de Viúva Negra.

Em conversa com a Total Film para a nova edição, Scarlett Johansson falou aleatoriamente sobre suas esperanças da personagem de Florence assumir a franquia. “Eu definitivamente me senti desta forma desde o início,” Scarlett diz que quando perguntada sobre dar o nome de Viúva Negra para outra pesoa. “Ela é completamente independente. Ela é forte e diferente. Ela é tão diferente da Natasha.”

“Você também vê a diferença de gerações também em como elas reagem às coisas e com o que elas são tão cuidadosas ou descuidadas,” ela continua. “É tão fresco o que ela faz. É muito representativo e confiante por si só e curiosa, corajosa e emocionalmente corajosa – muito mais do que eu sequer fui. E todas essas coisas aparecem, é maravilhoso sentir que você está tipo testemunhando alguma coisa ótima acontecer.”

Florence é um pouco menos aberta sobre seu futuro como Viúva Negra. “Se você for convidado para participar de um filme da Marvel e participar dele foi tão emocionante, divertido, então é claro, sua cabeça fica: ‘Ai meu Deus. Se é assim que as coisas são, então o que vem depois?'” ela diz. “Se isso acontecer e eu tiver sorte suficiente de as pessoas gostarem do meu personagem, essa é uma estrada muito empolgante de se trilhar. Eu seria boba não ficar empolgada com isto. Eu acho que fazer parte do clube da Marvel é uma honra enorme. Mas nós vamos ver se as pessoas gostam da Yelena antes.”

Quando nós discutimos os filmes da Marvel, nós falamos sobre o humor, a ação e a escala pura de tudo que está acontecendo. ‘Viúva Negra’ parece que mudará isto. O filme que está por vir, dirigido por Cate Shortland, oferece um olhar sério o emocional, físico, abuso psicológico e tortura severos dos personagens.

“Uma das coisas mais interessantes no filme é o quão longe a Cate o levou,” Florence Pugh, que intepreta Yelena Belova conta para a Total Film pelo telefone. “Este filme é sobre o abuso das mulheres. É sobre como elas passam por histerectomias involuntárias aos oito anos. É sobre garotas que são roubadas pelo mundo inteiro. É tão doloroso e tão importante.”

“Parte da empolgação para mim é que mulheres e garotas do mundo inteiro irão assistir isto e irão ver uma história de abuso que realmente foi desafiada por suas próprias vítimas. Para um filme da Marvel, alcançar todos esses níveis é tão empolgante. A melhor parte disto é que não é disposto com esta cor de cinza. Você vê todas essas mulheres lutando e sendo fortes e elas são assassinas – e ainda assim elas precisam discutir como elas foram abusadas. É uma obra incrivelmente poderosa.”

De acordo com o Collider, ‘Don’t Worry Darling’ é situado em 1950 e irá estrelar Florence Pugh como uma esposa infeliz que lentamente começa a questionar sua própria sanidade quando começa a perceber acontecimentos estranhos em sua comunidade pequena e utópica no deserto da California. Harry Styles irá substituir o anteriormente anunciado Shia LaBeouf e irá interpretar o perfeito marido de Florence, que a ama profundamente, mas está escondendo um segredo sombrio dela.

Chris Pine irá co-estrelar como o líder de um site de empregos misterioso. Todos os homens são empregados fora da cidade e o personagem de Pine é reverenciado por todos seus empregados e suas esposas, quase como se fosse um culto. Enquanto isto, Dakota Johnson irá interpretar a vizinha de Florence, que começa a exibir um comportamento estranho e paranóico e tenta avisar Florence de que tudo na comunidade deles não é o que parece ser. Olivia Wilde, que irá dirigir o filme, também irá interpretar um papel coadjuvante importante.

Após fazer sua estreia na direção com a aclamada comédia adolescente ‘Booksmart’, Olivia irá dirigir de um roteiro de Katie Silberman, a copista de ‘Booksmart’ que reescreveu o roteiro original de Carey e Shane Van Dyke. Wilde e Silberman também irão produzir ‘Don’t Worry Darling’ com Roy Lee e Miri Yoon da Vertigo, enquanto Van Dykes será produtor executivo com Catherine Hardwicke. Os executivos da New Line, Daria Cercek e Celia Khong irão supervisionar o projeto para o estúdio.

Há uma chance muito real de que ‘Viúva Negra’, de Cate Shortland, seja o último filme da Scarlett Johansson na Marvel Cinematic Universe com esta personagem, a super espiã astuta / uma mulher do exército Natasha Romanos. O que seria uma pena. Porque, enquanto é a oitava viajem de Scarlett no carrossel da MCU desde que ela apareceu pela primeira vez em ‘Homem de Ferro 2′, em 2010, é a primeira de Florence Pugh, como antiga colega soviética e espiã, antagonista e meio que irmã, Yelena Belova, em uma prequela aparentemente projetada para doar o manto de Viúva Negra para ela – agora que Natasha está morta, aparentemente sem volta, em um planeta alienígena. E se a química fácil, engraçada e faiscante que a as atrizes americana e britânica demonstram em uma chamada com a Empire no início deste verão for traduzida nas telonas, a Marvel deveria tentar colocá-las juntas em cada oportunidade. Preaqueças, spin-offs, sitcoms, qualquer coisa que der certo. Ainda assim, como alguém disse uma vez, o futuro não está definido e durante uma entrevista para a Empire, Scarlett e Florence falaram sobre o presente, o passado e o caminho que guiaram a Marvel à fazer um filme com protagonista e direção femininas que almeja destruir tudo…

Qual foi a última vez que vocês viram uma a outra em carne e osso?
Scarlett Johansson: Eu te vi por volta da época do Oscar…
Florence Pugh: Mas nós fizemos refilmagens dois ou três dias após isto, lembra, amor?
Scarlett: Ah, é mesmo. Nós duas estávamos doentes.
Florence: Nós nos vimos muito durante a temporada de premiação, o que foi tão legal porque nós tínhamos acabado de finalizar um filme juntas. E então eu precisei ir cutucar a Scarlett nos tapetes vermelhos e ficar tipo “Está tudo bem, eu a conheço.” Mas sim, foi muito estranho não estar com ela. Nós começamos há mais de um ano, amor. Foi em maio (2019) que nós estávamos treinando juntas.
Scarlett: Antes de eu e você começarmos a trabalhar nisto juntas, eu tive um ano ou dois de desenvolvimento das coisas. Foi tão longo. Já fazem quase três anos, na verdade. Eu estava pensando nisto um dia desses. “Quando eu comecei essa discussão com significância?” Eu lembro quando nós estávamos gravando ‘Guerra Infinita’, eu comecei a conversar com o Kevin Feige sobre isto como uma possibilidade de verdade e real. Isso foi há muito tempo. Faz uma eternidade.

Vocês se conheceram pela primeira vez há mais de um anos atrás, eu presumo que uma dando porrada na outra?
Florence: Literalmente. Eu nunca tinha feito um desses filmes antes, então eu estava muito ansiosa para chegar lá e começar a aprender a fazer as coisas, porque eu não sabia exatamente o quanto esperava, de alguém que estava entrando para um desses filmes. A coisa mais engraçada foi que nós começamos a fazer alguns ensaios de cenas, que eram adoráveis, mas na primeira semana das nossas gravações, eu e a Scarlett tínhamos uma das nossas maiores cenas de luta das nossas personagens, a que elas se encontram pela primeira vez após anos. E foi a primeira vez que nós nos conhecemos, então nós estávamos fazendo esses ensaios e eu ficava tipo “Certo, eu vou te enforcar agora e depois você vai me jogar na parede.”
Scarlett: É tipo um exercício de confiança muito agressivo. Como atores, geralmente você cai de volta na pessoa ou vocês encaram uns aos outros e dizem a mesma palavra por tipo 20 minutos. Apesar de eu ter que falar isto, foi muito efetivo. Apenas como atores alguém teria a oportunidade de fazer algo como isto. É insano. É um trabalho tão engraçado e estranho, em que você pode conhecer a pessoa pela primeira vez em um ensaio e um dia e meio depois você está gritando e chorando uma com a outra, segurando uma a outra e você tem meleca escorrendo pelo seu rosto e você expôs toda a fragilidade da sua criança interior.
Florence: A parte mais legal disto é quando você conhece alguém que está tão empolgado com este tipo de coisa como você. Faz toda a experiência um pouco mais divertida. Não é todo mundo que gosta de ser jogada no chão o tempo todo, mas eu e a Scarlett amamos.

Scarlett você deve estar sempre espancando as pessoas em segundos após conhece-las já faz um tempo agora.
(…)
Florence: Quando nós estávamos fazendo a nossa primeira luta, eu estava muito preocupada com uma acrobacia que eu tinha que fazer e eu estava basicamente tentando mergulhar no ar enquanto cortava as pernas dela e então eu rolava. Para uma pessoa normal isso é praticamente impossível. E eu lembro de ficar preocupada com isso: Eu não sei se eu vou conseguir fazer isto.” A Scarlett ficou tipo, “Amor, tem um motivo para você ter alguém que é igualzinha à você do seu lado. Ela é uma atleta e ela sabe como fazer isto e vai ficar ótimo.”

Há coisas que você não tem dublê para fazer: a atuação. Vocês podem falar sobre isto e como trabalharam neste relacionamento entre essas personagens para ser fraternal, mas com um limite disto?
Florence: Foi uma completa alegria. Mas também, eu realmente cheguei para um enredo que eu não fazia parte e eu precisava que me educassem. Eu sei um pouco porque eu assisti os filmes anteriores, mas foi muito incrível ter a mulher com quem eu estava trabalhando não sendo apenas a rainha desta terra, mas ela sabia tudo. Foi ótimo chegar e encarnar este relacionamento complicado, seja havendo muito amor uma pela outra, mas também muita dor por trás deste amor que realmente leva um filme inteiro para que elas se abram uma com a outra.

O filme é uma prefácio. Há um grande motivo para isto, que é pela Natasha estar morta agora no MCU. O que é um grande choque – Florence, eu presumo que você viu ‘Endgame’?
Florence: (risos) Eu assisti, não se preocupe.
Scarlett: Alerta de spoiler.

(…)

Florence, você tem assistido o MCU com olhos de águia e o progresso da Scarlett como Natasha durante a última década ou algo do tipo?
Florence: Eu não era fanática. Sem ofensas, Scarlett. Eu não sei todas as informações sobre todos os personagens, mas eu me lembro de assisti-los na minha época de adolescente. Eu definitivamente me mantinha atualizada. Tanto que eu fiquei muito triste – eu lembro dos primeiros vazamentos sobre a morte da Natasha e eu lembro que foi muito injusto porque ela era a mulher mais legal. Eu lembro de ficar chocada. mas é engraçada ter trabalhado em um filme que as pessoas tem torcido por décadas e poder trabalhar ao lado e assistir a Viúva Negra.
Scarlett: A Florence fala todas essas coisas, mas ela tem muito integridade e a personagem dela tem muita integridade. Ela realmente é independe.te A personagem é tão cheia de vida e tão fiel à si mesma. Todas são qualidades que a Florence possui. É realmente fresco. É uma performance tão empolgante e fresca de se assistir.

(…)

Scarlett: Mas este filme vai felizmente não apenas elevar o gênero (feminino), mas vai ultrapassar os limites da Marvel e novamente forçá-los a sair da zona de conforto deles de uma forma completamente diferente. É uma oportunidade muito única de fazer um filme desta escala que possui uma mensagem muito comovente, profunda e poderosa por trás. Eu acho que nós alcançamos isto.
Florence: Sim. E você percebe isto nos dez primeiros minutos do filme. Você já é bombardeada com coisas maravilhosas que não estaria em um filme, em nenhum filme, há cinco anos atrás. Foi muito bom assistir.

(…)

Florence: É incrível. Eu preciso dizer: eu assisti uma versão, eu sentei no sofá e toda hora que acontecia algo que tinha qualquer ação eu ficava tipo “Vamos lá, Natasha! Vai! Vai!” eu fiquei tão empolgada por ficar gritando para a minha própria televisão.

Você faz isso em todos os filmes da Scarlett? Por exemplo, em ‘História de Um Casamento’? “Vai, Scarlett, vai!”
Scarlett: Sim, ela faz para todos eles. Ela amou a cena do divórcio no tribunal. Ela estava torcendo para mim.
Florence: Eu sempre estou torcendo para todos os personagens dela. “Vá se divorciar!”

Fonte: Empire

Quando os cinemas reabrirem e a indústria do cinema puder se reerguer, a MCU está pronta para entrar de cabeça na tão aguardada Fase 4 – levando a saga de super-heróis para um mundo empolgado pós mundo ‘Avengers: Endgame’. E o filme que irá estrear tudo é ‘Viúva Negra’, a aventura solo de Scarlett Johansson, que irá lançar a franquia para o seu futuro ao olhar para o passado. Ao falar com a Empire sobre o filme que está à venda no dia 09 de julho – a diretora Cate Shortland falou sobre a interessante dicotomia, dando dicas se ‘Viúva Negra’ é último suspiro para Scarlett, as coisas estão apenas começando para a Yelena de Florence Pugh.

“Kevin Feige percebeu que o público esperava uma história de origem então, é claro, nós fomos para a direção oposta,” Cate disse para a Empire. “E nós não sabíamos o quão maravilhosa a Florence Pugh ia ser. Nós sabíamos que ela iria ser ótima, mas nós não sabia o quão ótima. A Scarlett é tão graciosa, tipo “Ah, eu estou passando o bastão para ela.”. Então irá impulsionar outra história feminina ótima.”

Parece, então, que ‘Viúva Negra’ irá preparar mais coisas para a Yelena de Florence, também será uma chance do público processar completamente o sacrifício trágico de Natasha em Vormir. “Em Endgame, os fãs ficaram chateados pela Natasha não ter tido um funeral. Enquanto que a Scarlett, quando eu falei com ela sobre isso, disse que a Natasha não iria querer um funeral,” explica Cate. “Ela é muito privada e, de qualquer forma, as pessoas não sabem exatamente quem ela é. Então o que nós fizemos neste filme foi permitir que o final fosse o luto que as pessoas sentiram, ao invés de ser um derramamento grande e público. Eu acho que é um fim apropriado para ela.”

A Marvel divulgou na data de hoje a prévia do livro especial do filme de ‘Viúva Negra’. O livro ainda não possui data oficial para ser lançado, mas na prévia já há uma pequena entrevista com Florence, que você pode conferir traduzida a seguir:

Como você se sentiu ao entrar para o Marvel Cinematic Universe?
Com qualquer franquia sempre é levemente desafiador, por causa do quê você irá trazer e do quê você irá interpretar. Eu acho que para qualquer ator isto é automaticamente uma grande coisa, você pessoalmente assistindo a franquia ou não. Todo mundo cresce com os filmes da Marvel ou assistindo eles ou com algum irmão super fã que os ama.

Foi atraente o fato da MCU estar crescendo tanto?
Com certeza. O ato em si de eles colocaram a Cate Shortland na cadeira de diretora, quem eu nunca imaginei que iria dirigir um desses filmes, na frente de uma das histórias mais preciosas é incrível. Isso, por si só, está ramificando. O que nós estamos tentando explicar o tempo inteiro é que parece que a Cate está simplesmente dirigindo um dos filmes dela. Mas por acaso há uma dessas histórias enormes da MCU por trás. Eu nunca pensei nessas duas coisas tão próximas. Também, a história que nós estamos contando é bem horrível. É sobre mulheres que tem sido, essencialmente, abusadas e treinadas para serem máquinas assassinas. Como a Scarlett disse diversas vezes, esta é a época certa para ela contar a história da Viúva Negra. E nós não estamos nos distanciando do fato de que esta história é essencialmente sobre mulheres recuperando suas vidas. E é um filme da Marvel Studios também. Isto é bem raro e é muito excitante fazer parte disto.

Nos conte sobre a sua personagem.
Eu interpreto a Yelena, a irmãzinha mais nova irritante que diz tudo que surge na cabeça dela sem pensar nas consequências. Quando nós a conhecemos, ela meio que está descobrindo o mundo sob uma nova perspectiva. Ela está magoada e complicada e está escondendo. Quando ela encontra a personagem da Scarlett, Natasha, Yelena está meio que redescobrindo quem ela é após ter ficado na Red Room por tanto tempo. Então juntas elas percebem que ambas estão sofrendo de formas bem semelhantes. Há uma amizade adorável e única entre as duas, porque elas, no fim das contas, são irmãs de longa data. Elas consertam uma a outra e o buraco da vida da outra. No centro de tudo há esta jornada brutal descobrindo quem elas são e isto é algo que eu não imaginei que iria combinar com tantas explosões maravilhosas e armas e isto e aquilo. Há na verdade esta história bem triste por baixo de tudo.

Fonte: TheWrap

Awkwafina, Kaitlyn Dever, Cynthia Erivo, Beanie Feldstein, Brian Tyree Henry, Niecy Nash, Florence Pugh, Lakeith Stanfield, Olivia Wilde e John David Washington estão entre os 819 profissionais do filme que foram convidados a entrar para a Academy of Motion Picture Arts and Sciences, conforme anunciado pela Academia na terça-feira.

(…)

O número é um pouco menor do que os 842 novos membros que foram convidados no ano passado e do recorde de 928 que receberam indicações em 2018, mas marca o quinto ano consecutivo de grandes classes de membros, com um foco particular em trazer mais mulheres e pessoas pretas para a organização.

Dos 819 membros que foram convidados este ano, 367 são mulheres, 405 moram fora dos Estados Unidos e 294 são do que a Academia chama de “comunidades étnicas ou raciais sub-representadas”.

Nem todos que são convidados optam para entrar para a Academia, mas o AMPAS não revela os nomes daqueles que recusaram. Mas baseado no número de convidados e no número de membros acrescentados nos últimos anos, mais de 95% daqueles que recebem o convite, entram de fato.

Confira a lista completa dos membros convidados aqui.

Com a sua ascenção em 2018 e sua explosão em 2019, Florence Pugh chegou a ser indicada ao Oscar deste ano e, portanto, atraiu os olhares do mundo inteiro. Com isso, sua vida inteira e fotos antigas de suas redes sociais foram trazidas à tona e gerou algumas polêmicas que, de certa forma, já haviam sido esquecidas.

No entanto, recentemente, Florence fez questão de deixar claro que anda estudando e procurando entender melhor sobre questões sociais e se demonstra muito engajada no movimento #BlackLivesMatter, tendo aparecido em suas redes sociais exclusivamente para pedir ajuda e dar visibilidade ao movimento. Durante a tarde de ontem, Florence trouxe à tona as polêmicas antigas e pediu sinceras desculpas pelas fotos, admitindo que agiu de forma ignorante e que realmente cometeu apropriação cultural e pedindo desculpas, afirmando que estava aprendendo.

Ressaltamos que Florence tem apenas 24 anos e as fotos são de antes de ela sequer ser maior de idade e todos nós, como seres humanos, iremos errar, o importante é reconhecer o erro e aprender com o mesmo. Veja a carta publicada por Florence em seu Instagram e a respectiva tradução:

 

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To see change I must be part of the change.

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Essas últimas quatro semanas têm sido enormes. O mundo está tentando fazer diferença e eu estou aprendendo um maremoto de informações que, sinceramente, sempre estiveram ali mas eu não tinha ciência.
Eu dei o meu melhor para postar, aprender, repassar o que eu aprendi para os outros e, é claro, ecoar as vozes daqueles que não possuem uma plataforma para compartilhar a sabedoria deles.

Como muitas pessoas, eu li, escutei, assinei, doei, li novamente, silenciei a minha fragilidade branca e realmente quis rastrear instâncias na minha vida em que eu fui culpada.
Sejam grandes ou pequenas ações, nós TEMOS que olhar para nós mesmos e ver como nós estamos respondendo a este problema.
Uma parte que eu identifiquei nas minhas próprias ações foi apropriação cultural, que chamou a minha atenção quando um fã no ano passado apontou para uma foto que eu postei quando eu tinha 17 anos.

Eu ouvi pela primeira vez o termo apropriação cultural quando eu tinha 18 anos.
Eu conheci a minha amiga Holly (17 anos) que é uma fotógrafa de ensaios fotográficos em Londres.
Nós terminamos o dia tomando uma cerveja, quando eu, orgulhosamente, apontei para as minhas recentes “tranças africanas”. Aquele veral, tapetes vermelhos estavam cheios de pessoas famosas, mulheres brancas com um lado do cabelo raspado ou trançado. Eu lembro que em todas as revistas havia uma versão de “Como Fazer Sozinha”.
Eu perguntei para a Holly se ela tinha gostado das tranças, ela pausou e disse “Err… Na minha escola, você não tem permissão de fazer isto mais.”
Eu engasguei pensando que isto era tão injusto, “Por quê?”
Ela respondeu “É apropriação cultural. A escola viu a necessidade de bani-las.” Ela começou a me explicar o que era apropriação cultural, a história e a mágoa de como quando mulheres pretas fazem isto, elas são zoadas e julgadas, mas quando mulheres brancas fazem isto, só assim é visto como legal.
Era muito verdade. Eu conseguia ver como a cultura preta estava sendo tão obviamente explorada.
Eu fiquei na defensiva e confusa, a fragilidade branca surgindo em sua forma mais pura e simples.
Eu não quis magoar ninguém e fiquei perplexa com como eu nunca tinha ouvido aquele termo antes.

Quando eu tinha 8 anos de idade, eu fiz amizade com uma dona de uma loja indiana em Oxford, que eu visitava regularmente. Esta mulher vendia tecidos, incenso, henna, pulseiras, capas de travesseiro, joias, adesivos para o rosto, adesivos para o corpo… O sonho de uma criança de 8 anos de idade. Ela me dava as coisas de presente, me ensinava a usar Kohl, me ensinava a onde colocar os adesivos mostrando o dela, mostrando como ela usava henna nas unhas dela, porque era assim que as mulheres da cultura dela faziam.
Ela estava empolgada em compartilhar a cultura dela comigo e eu estava empolgada em aprender.
Não havia um verão em que eu não colocava henna nas minhas mãos, pés, nas mãos e pés da minha família, dos meus amigos – eu estava obcecada.
Durante o verão de 2017, adesivos e henna entraram na moda.
Toda loja no topo da rua estava vendendo as versões reimaginadas desta cultura. Eu lembro de ver grandes marcas de maquiagem vendendo adesivos e canetas de henna “Fáceis! Com secagem rápida” em grandes farmácias comerciais.
Até mesmo a arte de criar estes desenhos complexos estavam sendo simplificados.
Ninguém se importava com a origem, uma cultura estava sendo abusada por lucro.
Eu me senti envergonhada. Eu senti tristeza pelas pequenas lojas gerenciadas por famílias indianas do país inteiro, vendo a cultura e religião deles barateados em todos os lugares.
Eu pensei que era porque tinham me ensinado de forma diferente, então eu era uma exceção.
E aqui está o problema:
Na verdade eu não estava sendo respeitosa em COMO eu estava usando: eu usava esta cultura apenas nos meus termos, para festas, jantares. Eu também estava desrespeitando a beleza da religião deles que tinha me sido ensinada há alguns anos.

A fã que me expôs no Instagram foi devido à apropriação cultural do rastafari. Me lembraram de uma foto de quando eu tinha 17 anos. Eu trancei o meu cabelo e pintei um gorro com as cores da bandeira jamaicana e fui para a casa de uma amiga; orgulhosa da minha criação rastafari. E eu postei sobre isto no dia seguinte com uma legenda que parafraseava a letra da música ‘Boombastic’ de Shaggy.
Eu sinto vergonha de tantas coisas dessas poucas frases.
1) Eu tinha esquecido. Quão cruel. Por 8 anos eu não tinha ideia de quantas pessoas eu estava ofendendo.
2) Àquela época, eu sinceramente não achei que eu estava fazendo algo errado. Crescer como branca e privilegiada me permitiu chegar tão longe e não saber.
3) Nos comentários abaixo eu estava ainda mais orgulhosa de ter feito com o meu próprio cabelo.

Burrice nem chega perto, eu era ignorante. Eu era iletrada.

Eu cresci vendo os meus ídolos famosos do pop adotando culturas de formas parecidas, então eu não achei que eu estava errada ao fazer isto também. Agora eu preciso estar ciente de que as pessoas estão se inspirando em mim e eu devo assumir minhas próprias ações infelizes.
Culturas e religiões pretas, indianas, nativo americanas e asiáticas são constantemente usadas e abusadas em cada estação de venda.
Não é errado apreciar a beleza de uma cultura, mas revendê-las pelo bem de uma marca de moda e por dinheiro com certeza é.

Eu peço desculpas de verdade à todos vocês que se sentiram ofendidos por anos ou até mesmo apenas recentemente.
Eu não posso destituir as ações que eu tive há alguns anos, mas eu acredito que nós, que fomos cegados para estas coisas devemos reconhecer os nossos erros, as nossas ignorâncias e os nossos privilégios brancos e eu me desculpo profundamente que demorou tanto tempo.

A atriz Alexandra Shipp fez um lindo comentário na publicação feita por Florence:

Tão lindamente colocado! Eu estou constantemente apaixonada por você e pela sua habilidade não só de auto reflexão, mas de implementar as coisas que você aprendeu para educar. É algo que eu acho que todos nós temos dificuldades, mas especialmente agora, mas a sua eloquência e destemor apenas inspira e facilita o entendimento e a empatia. Eu te amo muito e eu sou muito grata por você existir! 💋

Fonte: DailyMail

 

A estrela indicada ao Oscar, Florence Pugh, “largou tudo” para narrar um documentário pesado da BBC sobre serviços médicos em um hospital italiano lutando para salvar vidas no início da pandemia.

“Eu mal consigo chorar”, diz a Dra. Francesca Mangiatordi, seu rosto assombrado encarando um notebook no Hospital Cremona em Lombardy, norte da Itália.

A documentarista Sasha Joelle Achilli foi sozinha de Londres para a sua cidade natal, onde ela não tinha permissão para visitar seus pais ou sua irmã por causa do lockdown.

Ela foi para filmar a Dra. Mangiatordi por alguns dias, mas, ao invés disto, ela ficou lá por três semana, já que o hospital inteiro se transformou exclusivamente para casos do Covid-19.

As poderosas gravações do ‘Italy Frontline: A Doctor’s Diary’ será exibido no BBC2 e no iPlayer no dia 29 de junho.

O diálogo é em italiano com legendas em inglês. Mas Achilli e seu produtor executivo Dan Edge sentiu que fosse necessária uma narração para sua transmissão no Reino Unido.

Então eles focaram as atenções em Florence Pugh, que apareceu em diversos filmes, inclusive ‘Adoráveis Mulheres’ – o qual ela recebeu uma indicação da Academy Award por Melhor Atriz Coadjuvante – porque “ela tem uma voz linda: acolhedora, jovem”, Achilli disse.

Eles enviaram uma versão com cortes praticamentes crus das gravações e receberam uma resposta rápida da agente dela: “Ela disse que a Florence iria fazer, sem fazer pergunta alguma,” Achilli me disse. “Ela largou tudo para fazer isto.”

Florence tem ficado em Los Angeles, onde ela tem um estúdio, no qual ela tem gravado faixas vocais para audio books e cinema virtual. Ela enviou um teste de áudio para Achilli e Edge para o papel da narradora. “Nós conversamos via Skype e nós a dirigimos,” Achilli disse.

Há algo em Florence que combina com a paixão e força demonstrados pela Dra. Mangiatordi no filme.

Fonte: The Guardian

Simon Armitage, o poeta premiada, juntou forças com a atriz Florence Pugh para um lançamento de caridade de seu poema sobre a crise do coronavírus. ‘Lockdown’, inicialmente publicado em março, foi transformado em música e será vendida para ajudar a levantar dinheiro para a instituição de caridade ‘Refuge’, sobre abuso doméstico.

O poema conta com Simon e Florence lendo as falas da música que começa ameaçadoramente e torna-se hipnótica e eufórica. Simon tem feito faixas de seus poemas com os colaboradores Richard Walters e Patrick J Pearson, coletivamente conhecidos como LYR, há alguns anos. O envolvimento de Florence – indicada ao Oscar e ao Bafta por seu papel em ‘Adoráveis Mulheres’ neste ano – foi maravilhoso, ele disse. “Ela traz tanta inteligência e crepitação”.

A faixa foi gravada remotamente durante o atual lockdown. “Nós estamos muito familiarizados com colaborações à distância,” Simon disse. “Nós já passamos tempo juntos em estúdios, mas nós estamos mais acostumados a juntar as coisas através da internet, então isto foi algo que nós conseguimos montar bem rapidamente.”

Armitage, um antigo oficial de justiça, disse que ele ficou orgulhoso de que o dinheiro iria para a Refuge. “Um sub-texto do poema é a dificuldade de comunicação durante situações estressantes. Nós temos estados especialmente conscientes do crescimento dos casos de abuso doméstico e violência contra a mulher e crianças durante as restrições do coronavírus.”

O poema ‘Lockdown’, primeiramente publicado no The Guardian, vai do surto de peste bubônica em Eyam no século XVII, quando um fardo de pano de Londres trouxe pulgas carregando a praga para a vila de Derbyshire, até o poema épico ‘Meghadūta’, do poeta sânscrito Kālidāsa.

O poema tem um senso de otimismo e crença. “Eu não queria simplesmente escrever um dirge ou uma elegia, mas eu não queria escrever uma peça trivial de penugem também,” disse Armitage. “É algo que eu me orgulho muito. Eu senti um tipo de pressão para produzir algo e não é assim que eu geralmente trabalho e demorou um tempo para juntar tudo.”

A resposta ao poemta tem sido emblemático de um interesse mais amplo em poesia durante o lockdown. “Eu acho que as pessoas estão interessados em poesia, não apenas em escrever, mas em ler… Pode ser algo para se focar e manter tudo junto por um tempo.”

A faixa ‘Lockdown’, que também conta com Pete Wareham de ‘Melt Yourself Down’ no saxofone, será lançada digitalmente na quinta pela gravadora Mercury KX. O álbum de estreia do LYR será lançado no dia 26 de junho.

Sandra Horley, chefe executiva da Refuge, agradeceu ao Armitage e seus colaboradores. “Quase uma em três mulheres irão vivenciar abuso doméstico em algum ponto de sua vida; é o grande problema social que as mulheres e garotas precisam enfrentar neste país. O apoio público para serviços como os nossos é mais importante agora do que nunca. A linha de apoio do Refuge é crítica e os nossos refugiados continuam necessitando de apoio urgente e segurança para mulheres e crianças presas com seus abusadores durante o lockdown. A vida de mulheres depende disto.”

Leia o poema a seguir:

E eu não conseguia escapar do sonho acordado
de pulgas infectadas

na urdidura e na trama do pano encharcado
pela lareira do alfaiate

em vós velhos Eyam.
Então não podia des-ver

a Pedra da Fronteira,
aquele dado de olhos arregalados com seus seis buracos escuros,

dedais cheios de vinho vinagre
limpando as moedas atormentadas.

O que trouxe à mente a triste história
de Emmott Syddall e Rowland Torre,

amantes de estrelas cruzadas de ambos os lados
da linha de quarentena

cujo namoro sem palavras atravessou o rio
até que ela não veio mais.

Mas dormiu de novo,
e sonhou dessa vez

do yaksha exilado enviando uma palavra
para sua esposa perdida em uma nuvem passageira,

uma nuvem que seguia um mapa terrestre
trilhas de camelo e trilhas de gado,

córregos como colares,
pavões de cauda leque, elefantes pintados,

colchas bordadas
de prados e sebes,

florestas de bambu e picos nevados,
cachoeiras, riachos,

os hieróglifos dos guindastes de asas largas
e a brilhante flor de lótus depois da chuva,

o ar
hipnoticamente transparente, raro,

a jornada é pesada às vezes, longa e lenta
mas é necessariamente assim.

Veja o clipe e ouça Florence recitando (e cantando no finalzinho) a seguir:

Tradução/Adaptação: Florence Pugh Brasil

Florence Pugh está tendo um momento de prazer intenso. Vagarosamente, elegantemente, com a precisão tentadora de Nigella Lawson, ela desliza em uma bola brilhante de burrata. “Ai meu Deus! Você viu isto…” É colocado em frente à ela, chuviscado em pesto; o conteúdo está escorrendo no prato. “Foi bem sexual, não foi?” ela diz. Há uma pausa. “Não fale para todo mundo que eu disse que queijo derretido é bem sexual.”

Mas almoçar com Florence Pugh é uma experiência sensual. Talvez tenha a ver com a nossa tarde sendo recheada com sugestões de crescimento de sobrancelas (dela, não minha), ou o fato da risada de Florence – um rosnado de barriga cheia (ela chama de “risada de dinossauro”) – atravessa o restaurante de tempos em tempos. Ou talvez apenas o fato de Florente ser uma das grandes artistas sensuais – alguém liberta de relações públicas em excesso; possuidora de um apetite prodígio, opinião abundante e uma abertura rara que deixa qualquer pessoa que a conheça querer se exaltar em sua companhia.

Nós nos encontramos no Luca, um restaurante italiano em Clerkenwell, Londres. (Isso foi apenas algumas semanas antes de sermos forçados à ficar de quarentena pelo Covid-19.) Florence está naquele delicioso estágio da carreira em que ela ainda está disposta a oferecer a um jornalista mais do que uma conversa de uma hora durante o ensaio fotográfico da capa dela, então nós decidimos fazer um almoço. O pai dela era dono de restaurantes e ela possui secundariamente o hobby de testar receitas em seus Instagram Stories, então ela fica bastante em casa, arregaçando as mangas às margens da cozinha de um estranho. Quando ela chega, ela tropeça em uma mala quase tão grande quanto ela e diversas malas repletas de coisas que parecem todas as suas posses mundanas. Ela explica que ela passou os últimos meses em LA, mas acabou de chegar em Londres para ficar algumas noites antes de voltar para a casa de sua família em Oxfordshire.

Nós estamos a meia hora em nossa aula de fabricação de massas com o chefe de cozinha quando começa. Enquanto enrolamos nhoque em uma tábua para massas que parece um batente de porta antigo, Florence diz: “Quem decidiu pegar uma ferramenta para palmadas e dizer ‘Eu vou esfregar a minha massa nesse negócio?'” Lá vem a “risada de dinossauro” e um chefe de cozinha corado, que rapidamente encontra uma tábua com um formato diferente. Enquanto o chefe volta para o cômodo, que está cheio de massa, uma bandeja cheia de sobremesas, Florence fica como um filhotinho empolgado. ‘Errrr, quê?’ ela chora em uma montanha de Tiramisù. “Tiramisù é a minha sobremesa favorita. Você sabia disto?” ela pergunta ao confuso chefe. Ele conta que ganhou um pouco de peso desde que entrou para este trabalho. “Está tudo bem,” ela reassegura. “Você é um chefe de cozinha… Combina com você.”

Florence está acostumada a criar camaradagem com estranhos. Ela atribui isto a uma família agitada, metade amante de comida, metade atores (seu irmão e irmã também são atores). “Eu cresci em uma família muito grande, onde comer, performar e conversar era uma coisa de todos os domingos,” ela diz enquanto nós sentamos para aproveitar a nossa massa. “Nós tínhamos almoços grandes com todos os tipos de pessoas do mundo inteiro – músicos, artistas, escritores – e era esperado que nós (crianças) falássemos e fossemos anfitriões.”

Quando Florence tinha 17 anos de idade, estudava em uma escola particular de Oxford e fez audições para o filme de Carol Morley, ‘The Falling’, sobre um grupo de garotas que misteriosamente ficam desmaiando. Florence, que era excepcional nas artes mas nunca na parte acadêmica, conseguiu o papel principal ao lado de Maisie Williams de ‘Game of Thrones’, que àquela época ainda era relativamente desconhecida. Apesar de nunca ter frequentado a escola de teatro, foi uma reviravolta para Florence, que interpretou uma adolescente promíscua que seduzia todos que a conhecia.

Durante as filmagens, Carol Morley não deixava as garotas se assistirem no monitor: “Eu acho que ela não queria que nós atuássemos por vaidade ou que soubessemos o que nós não gostávamos de nós mesmos na tela,” disse Florence. “Ela queria nos manter o mais ingênuas possível.” Este estilo de direção indubitavelmente ajudou a carreira de Florence a decolar. “Eu nunca me incomodei com coisas estranhas que acontecem na frente das câmeras, talvez por causa disto. Eu não me importo com a papada do meu pescoço, essa não é a parte da atuação para mim.”

No início deste ano, Florence foi indicada ao Oscar por Melhor Atriz Coadjuvante, por seu papel como Amy March ao lado de Saoirse Ronan e Emma Watson em ‘Adoráveis Mulheres’. Greta Gerwig, a diretora do filme, me disse que Florence trouxe para ela uma energia familiar e brincalhona ao set todos os dias: “Ela instintivamente sabe como estar em um grande grupo familiar. Ela sempre era a primeira de brincar de luta, a primeira a contar uma piada, a começar com as risadinhas, a comer os bolos do cenário. Ela tem essa energia borbulhante de uma irmandade.”

Esta proximidade de irmandade é algo que a Scarlett Johansson, sua colega de elenco no próximo filme da Marvel, ‘Viúva Negra’, também sentiu: “Eu não tenho uma irmã mais nova,” ela me disse pelo telefone de Nova Iorque. “Mas com a Florence, para mim, parece que há alguns elementos de irmã mais velha e irmã mais nova.” Com o mais recente filme da Marvel, Florence está deixando sua própria marca: seu novo status estrelar foi confirmado em apenas 30 segundos de um trailer exibido durane o Super Bowl, assistido por mais de 100 milhões de pessoas. No trailer, Florence recebeu o mesmo tempo de tela que sua colega de elenco e indicada ao Oscar, Scarlett Johansson.

No meio do sucesso dela, é fácil esquecer que Florence tem vinte e poucos anos. “Eu queria ser tão confiante quanto ela é quando eu tinha a idade dela,” disse Scarlett. “Ela é confiante com o corpo dela e tem muito respeito próprio. Ela me lembrou a mim mesma – quando eu a ouvi falar sobre relacionamentos com amigos, família ou com o parceiro dela – o quão importante é ter essa confiança em suas crenças e desejos.”

O parceiro de Florence é o ator Zach Braff, que também é 21 anos mais velho que ela. Muito foi feito com a diferença de idade (muitos expostos ao público) mas quando você passa um tempo com Florence, você se pergunta como um homem de 24 anos de idade conseguiria acompanhá-la.

A decisão dela de aceitar o papel de Yelena Belova em ‘Viúva Negra’ – uma espiã russa que, assim como a personagem de Natasha Romanova, tem sido treinada no programa da Viúva Negra – não foi fácil de se fazer. “Quando você pensa na Marvel, é grande e desafiadora. Especialmente sendo uma atriz relativamente pequena, olhar para isto e pensar “Ah! Eu vou fazer parte disto,” esta é uma grande decisão,” ela diz. Mas nada poderia ter preparado Florence, que admite que não era uma fanática da Marvel enquanto crescia, para a grande pergunta global. No último verão, o elenco foi revelado na San Diego Camic-Con, a conferência anual de super fãs. “Foi tipo um depósito cheio de gente,” ela diz. “Nós chegamos lá e eu nunca tinha ouvido um rugido como aquele. O que foi bem adorável foi que nós dissemos oi e depois fomos para a frente do público e assistimos a um trecho. Durante todo este tempo, a Scarlett marchava como se fosse a rainha deles,” Florence diz. “Ela é tão incrível e sem esforço. Então nós assistimos ao vídeo e eu estava com medo porque o meu sotaque russo iria estar ali e eu não sabia como iria soar. Eu também estou interpretando uma personagem que ninguém nunca viu, mas nós já lemos sobre ela’ eu não sabia se as pessoas iam me odiar. Nós duas ficamos lá de pé e eu instantaneamente fiquei com as mãos suadas e úmidas. A Scarlett segurou a minha mão e nós apertamos uma a outra e ela também estava com as mãos úmidas! Então eu fiquei tipo “Ah, não tem como se acostumar com isto. Isto também é muito poderoso para você e você é a lenda deles.”

A personagem de Florence em ‘Viúva Negra’ é descrita como estando “em seu pico de condição atlética”. Quando eu falo isto para Florence, ela solta uma risada rouca que parece vir não da barriga dela, mas do pé dela. “Essencialmente, você precisa se movimentar bem. Para mim, eu amei tudo isso porque eu cresci com muita dança e muito movimento. Eu sempre estava lutando com o meu irmão (ator e músico Toby Sebastian), então eu achei toda essa coisa de combate tão excitante. Uma vez que você coloca nas câmeras, você precisa saber como fazer certo e isto é uma coisa completamente diferente,” ela diz.

Haviam grandes rumores de que as estrelas dos filmes da Marvel precisavam se submeter a treinamentos cansativos e dietas pesadas, o que é interessante tendo em vista que Florence falou anteriormente sobre experiências ruins de confiança com o corpo em Hollywood quando era adolescente. “Quando eu consegui o papel, eu queria saber qual era o regime,” ela diz, dando uma garfada de bacalhau. “Eu queria saber se era eles ou eu que estava no comando. Isto era uma grande coisa para mim Eu não queria fazer parte de algo em que eu era constantemente vigiada e que as pessoas se certificassem de que eu estava em “boa” forma. Essa não sou eu mesma.”

Ainda assim, ela diz que comeu bem, cozinhava de manhã e levava a marmita de comida feita em casa todos os dias. “A Scarlett tinha este cara maravilhoso que cozinhava coisas lindas para ela e para a equipe dela. Eu achei isso inteligente, porque você está tentando se manter saudável o tempo todo e você precisa ter alguém controlando o que você vai comer e os nutrientes que você está recebendo. Eu lembro que ela me perguntou ‘Por que você está cozinhando para si mesma? Nos deixe te alimentar!’ e eu fiquei tipo “Não”, ela diz, rindo com a memória. “Meu cérebro é tão “Pew, pew, pew,” ela diz, atirando lasers imaginários com os dedos. “Genuinamente, minha terapia é cortar ingredientes, cozinhar, mexer e experimentar.”

Uma das coisas que os fãs de Florence amam nela é sua abordagem franca da vida como atriz, especialmente nas redes sociais. Ela recentemente fez uma série de stories do Instagram repreendendo seu iPhone por automaticamente trocar um filtro em uma selfie que ela postou: “Isto deveria ser sua decisão,” ela diz, ainda visivelmente chateada com a experiência. “Eu não estou dizendo que eu quero exibir as minhas falhas, mas o ponto é que eu deveria decidir quais delas devem ser eliminadas, não o meu telefone ser automaticamente programado para tirar as coisas que fazem de mim eu mesma.”

Ela admite que ela aborda a vida online com um toque de diversão. “Quando eu estou fazendo marmelada, eu não tenho o cabelo bonito. Há momentos na minha vida que eu me arrumo toda e dois artistas incríveis vêm à minha casa e pintam, me puxam e me arrumam por duas horas. Depois eu vou para o tapete vermelho. Isso é um evento de duas horas, depois eu vou para casa e tiro tudo. Mas quando eu faço marmelada, eu estou normal,” ela diz.

Nas redes sociais também é onde ela responde as mensagens de ódio direcionada ao Zach Braff. Quando os paparazzis tiraram fotos deles de mãos dadas, os haters falaram para o ator de Scrubs: “Você tem 44 anos de idade,” Florence respondeu simplesmente com: “E ainda assim ele conseguiu.” Quando ela olha para trás, ela diz que foi “necessário”. “Porque as pessoas precisam perceber que isto é doloroso. Eu tenho o direito de andar, ficar e sair com quem eu quiser.” ela diz soltando uma risada nervosa.

“Eu sempre achei esta parte do que as pessoas fazem bem bizarra. Eu sou uma atriz porque eu gosto de atuar e eu não me importo se as pessoas assistem as minhas coisas, mas as pessoas não tem o direito de me educar na minha vida privada.” Ela está, no entanto, ciente de que namorar outro ator talvez atraia mais atenção: “Eu sei que parte de estar nos holofotes talvez invada sua privacidade e tenha opiniões sobre isto, mas é bizarro que pessoas normais são autorizadas a exibir ódio e opiniões em uma parte da minha vida que eu não estou colocando à vista. É um lado estranho da fama que você fica exposta para ser despedaçada por milhares de pessoas, mesmo que você não tenha colocado esta parte sua à disposição,” ela diz, repentinamente séria. “Eu não quero falar sobre isto, porque isto não é algo que eu queira destacar, mas o meu ponto para tudo isto é que não é estranho que uma pessoa desconhecida possa destruir complatemente o relacionamento de alguém e isto é permitido?”

Florence levou seus pais e não Zach ao Oscar. “Isto não foi um desrespeito para ninguém; eu precisava que eles estivessem ali,” ela diz. Ela achou a experiência tão “maravilhosa, tão estranha e tão esquisita”, mas ela levou lanchinhos para sobreviver à cerimônia de quatro horas.

“Em um ponto, todo mundo ficou de pé para aplaudir Martin Scorsese. Eu simplesmente peguei um pacote de M&Ms. Enquanto todos nós levantávamos, uma câmera surgiu bem na minha cara e eu estava balançando esse pacote de M&Ms. Então eu apenas tive que largá-lo… No chão. Eu pensei: ‘Eu não posso ser a garota que está comendo M&Ms enquanto está aplaudindo o Martin de pé.”

Nós estamos na nossa terceira tigela de massa e o tempo da nossa entrevista acabou. Há um motorista esperando para levar Florence para Oxfordshire. Ela educadamente pede para embalar as sobras para levar para casa. “A minha mãe adora um prato com sobras,” ela diz, obviamente ansiosa para o conforto de casa. Nós saímos do restaurante e eu pergunto se ela é reconhecida. Ela diz que a não ser que ela esteja com alguém (como a Scarlett) e as pessoas somem 2 + 2, ninguém para ela na rua; ela consegue se safar sendo uma “loira normal”.

Ela leva sua mala para o carro, enquanto faz malabarismo com diversas malas: “Uma semana no Oscar e olhe para mim agora!” ela diz enquanto nós nos despedimos. Mas enquanto ela é levada embora com a marmita em seu colo, eu não tenho certeza do quanto vai durar esta vida como uma loira normal.

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