Fonte: Entertainment Weekly

Florence Pugh está nas nuvens após conseguir sua primeira indicação ao Oscar por seu papel coadjuvante em ‘Adoráveis Mulheres’, mas tem sentimentos fortes em relação a omissão da Greta na categoria de Melhor Diretor.

“É incrivelmente triste,” ela disse ao EW na segunda-feira após as indicações serem anunciadas. “É uma vergonha que isso ainda seja um tópico de discussão.”

Florence estava dormindo quando seu nome foi anunciado junto com outros cinco para ‘Melhor Atriz Coadjuvante’, mas deixou o celular com o volume alto “caso alguma coisa acontecesse”. Após ser acordada às 05:20 da manhã, ela prontamente gritou de excitação. “É incrível: eu ainda estou meio em choque sobre fazer parte desse calibre de filme, de qualquer forma,” ela disse. “Foi tão longe e as pessoas amaram tanto.”

‘Adoráveis Mulheres’ conquistou um grande ano para Florence, de 24 anos; ela também guiou os filmes aclamados pela crítica ‘Midsommar’ e ‘Fighting With My Family’ no que nós chamamos em um ano de ascensão. “É um sentimento amável saber que não apenas o meu trabalho está agradando, mas que está sendo reconhecido também,” ela disse antes de acrescentar, “E 2020 até então tem sido um ótimo ano!”

A indicação dela foi a primeira de seis indicações sólidas ao Oscar para ‘Adoráveis Mulheres’ a serem posteriormente anunciadas (…) Mas Greta não apareceu na corrida dos diretores, tendo sido também esnobada pelo Globo de Ouro e DGA.

Para Florence, a lista apenas de diretores masculinos reforça a urgência de ‘Adoráveis Mulheres’ de Greta. “Ela literalmente fez um filme sobre isto,” Florence explica. “Ela fez um filme sobre mulheres trabalhando e o relacionamento delas com dinheiro, o relacionamento delas com o trabalho e um mundo dos homens. Isto é literalmente o assunto principal de ‘Adoráveis Mulheres’, então isso apenas sublinha o quão importante isto é – porque está acontecendo.”

Fonte: TheWrap

Florence Pugh deu ao público uma nova perspectiva da birrenta Amy March de ‘Adoráveis Mulheres’ – e recebeu uma indicação ao Oscar por isto na segunda-feira.

“Você viu o quão mal humorada e poderosa ela era?” Florence disse ao TheWrap logo após sua indicação ao Oscar. “Nem nos meus sonhos mais loucos eu acreditei em ter uma indicação ao Oscar. Que personagem incrível para se conseguir e que avanço incrível para ela, para o livro e para Greta Gerwig – sem a Greta fazendo isto dar certo, não estaria acontecendo. A Amy teve uma nova chance e as pessoas gostaram disto.”

Florence foi indicada na categoria de ‘Melhor Atriz Coadjuvante’, ao lado de Kathy Bates (“Richard Jewell”), Laura Dern (“Marriage Story”), Scarlett Johansson (“Jojo Rabbit”) e Margot Robbie (“Bombshell”). ‘Adoráveis Mulheres’ recebeu ao todo seis indicações, incluindo Saoirse Ronan como ‘Melhor Atriz’, bem como ‘Melhor Adaptação Cinematográfica’. No entanto, Greta não foi indicada na categoria de ‘Melhor Diretor’.

“Eu estou simplesmente tão feliz que o Alexandre Desplat foi indicado – a trilha sonora dele realmente movimenta o filme,” Florence explica. No entanto, ela está tão triste por Greta não ser indicada na categoria de ‘Melhor Diretora’ quanto qualquer pessoa.

“Eu ainda não falei com a Greta, mas é triste que nós tivemos três meses de discussões para talvez mudar e eles não mudaram,” Florence disse. “Eu estou falando isso há um tempo: a Greta fez um filme sobre mulheres e relacionamentos com dinheiro e trabalhar em um mundo dos homens e isto só destaca isto. Eu não sei qual é a solução, eu não sei como resolver isto. Além disto, neste anos nós tivemos a maior quantidade de filmes escritos, dirigidos e produzidos por mulheres, então não é como se não tivesse nenhum conteúdo para indicar – tem sim. Nós temos que adaptar.”

Fonte: Deadline

‘Adoráveis Mulheres’ de Greta Gerwig talvez tenha uma chance do prêmio principal da Academia – Best Picture – já que com o anúncio das indicações ao Oscar nesta segunda-feira de manhã, com Saoirse Ronan e Florence Pugh indicadas por atuar, Jacqueline Durrant por Estilo do Figurino e Greta Gerwig por Adaptação Cinematográfica, mas ela não foi indicada por dirigir, um desprezo pungente tendo em vista os temas feministas de ‘Adoráveis Mulheres’.

Se Greta tivesse recebido uma indicação por dirigir, ela seria apenas a quinta mulher a receber tal indicação, e com a sua indicação de 2017 por ‘Lady Bird’, ela teria sido a primeira mulher da história a ser indicada duas vezes na mesma categoria. Apenas uma mulher venceu na história da Academia: Kathryn Bigelow por ‘Guerra ao Terror’ em 2010.

(…)

Florence, que interpreta Amy March, disse que a perda da diretora foi “realmente um saco, especialmente porque ela criou um filme que é tão a cara dela e tão único e simplesmente vem dela e é uma história que ela tem desejado fazer por tanto tempo.” Ela acrescentou, “Eu acho que todo mundo está bravo e com razão. Eu não acredito que isto esteja acontecendo novamente, mas eu realmente não sei como resolver isso. Eu não sei qual é a resposta, a não ser falarmos sobre isto.”

Florence aponta que este desprezo na indicação das diretoras apenas serve para fazer o filme de Greta mais relevante. “Eu acho que a coisa mais importante – e eu tenho dito isto há muito tempo, desde que começou o Globo de Ouro – é que a Greta fez um filme sobre mulheres e o relacionamento delas com dinheiro, o relacionamento delas com homens em um mundo dos homens. E isto apenas destaca o assunto. Está completamente sublinhado o quão importante é este filme e como este tema ainda existe hoje. Se nós pensarmos nisto desta forma, é uma benção estranha disfarçada e está apenas destacando a importância dessa história e a importância de homens e mulheres irem assistir ao filme.”

Fonte: Vogue

Não foi apenas mais uma segunda-feira para Florence Pugh. Nas primeiras horas do dia, a atriz recebeu sua primeira indicação ao Oscar por seu papel como Amy March na adaptação de Greta Gerwig de ‘Adoráveis Mulheres’.

A noda do Oscar é a continuação de uma temporada de premiação excelente para Florence; ela também foi indicada ao BAFTA e ao Critics’ Choice Awards por sua performance como a March mais nova. Na segunda-feira a tarde, a Vogue sentou com a atriz de 24 anos de idade para discutir a indicação e, é claro, seus planos de comemoração.

Parabéns! Onde você estava quando ouviu as novidades?
Eu estava na cama. (Risos) Eu não sou muito fã de acordar tão cedo assim.

Quem foi a primeira pessoa que você contou?
Eu liguei para a minha mãe e eu tentei ligar para o meu pai, mas quando eu estava prestes a contar para ele, o telefone dele acabou a bateria.

Você estava linda usando Prada ontem a noite no Critics’ Choice Awards. Você já pensou no vestido para o Oscar?
Temo não ter pensado tão longe quanto em vestidos ainda. Eu acho que eu preciso acelerar essa decisão!

Quais seus sentimentos sobre os recentes sentimentos de apreciação das pessoas para a Amy March?
Eu estou muito empolgada de ver as pessoas enxergando a Amy de uma forma nova. A personagem dela do livro tem sido contaminada por tanto tempo e eu estou tão feliz de ver as pessoas se identificando com a Amy agora.

Você tinha uma irmã March favorita enquanto crescia?
Todo mundo ama a Jo, mas quando a minha avó costumava ler os livros em voz alta para mim, eu realmente amei a Amy como esse personagem meio que ousado.

‘Adoráveis Mulheres’ recebeu indicações por ‘Best Picture’ e ‘Best Adapted Screenplay’, mas a Greta foi excluída da categoria de melhor diretor. Como foi receber essas notícias?
É triste, é claro, mas é incrível ver o quão fundo o nosso filme foi apreciado e reconhecido. Eu sei que a Greta está em êxtase com a atenção que o filme está recebendo.

Você e a Greta discutiram a esnobação?
Não, nós estávamos muito ocupadas comemorando.

Como você vai comemorar sua indicação hoje?
Eu estou prestes a comer massa trufada.

Fonte: Vogue

Florence Pugh é a capa da edição de fevereiro da revista Vogue!! Flo compartilhou sua felicidade através de uma foto postada em seu Instagram com a seguinte legenda:

Quando eu era pequena, eu pensava que as mulheres das revistas eram tão maduras quanto pareciam. Eu me jogava na minha mãe e parecia que eu tinha vencido quando eu encontrava uma amostra gratis de perfume dentro da revista, cremes faciais noturnos ou vouchers para um feriado bem distante.
@voguemagazine era a mais pesada, a maior e a de gente mais adulta. Eu folheava pelas páginas enquanto eu estava em qualquer sala de espera que tinha a revista. As cores, as roupas, as poses, tudo eram coisas que eu ficava encarando e inspecionava tudo super impressionada.
Eu estou completamente chocada em dizer que eu sou a garota da capa da edição de Fevereiro. QUE FRASE PARA SE DIZER!!! Obrigada a todos na @voguemagazine que tiveram um papel nisto.
Agradecimento especial para esses maravilhosos abaixo que me deram um dia incrível de super diversão, que eu tenho certeza que vocês podem ver pelas fotos!
Fotógrafo – @studio_jackson
Editor de Moda – @jordenbickham
Maquiagem – @susiesobol_makeup
Cabelo – @estherlangham

E finalmente, mas não menos importante, o homem principal @sergiokletnoy. #vogue

Além disto, confira a matéria publicada no site da revista e as fotos em nossa galeria clicando nas miniaturas ao final da tradução:

No último abril, a atriz britânica, estava visitando Nova Iorque com suas irmãs quando ela passou em frente a uma loja de tatuagem. Ela não sabia o que queria. Então ela soube.

“Certo, eu quero uma abelha,” ela disse.

“Que tipo de abelha?”, perguntou o tatuador.

“Eu quero com uma vista aérea. Bem matemática. Não parecida com a vida real,” ela respondeu.

O tatuador sorriu. “Para alguém que não sabia o que queria,” ele disse, “você sabia exatamente.”

“Sim,” disse Florence, mais surpresa do que qualquer pessoa. “Isso é estranho.”

Ela me conta essa história em uma tarde em Londres, olhando para a pequena linha desenhada em seu pulso e franzindo um pouco a testa, confusa, por impulso. O conto de sua primeira e única tatuagem parece contar exatamente a forma que Florence opera. Ari Astar, que a dirigiu no filme apavorante do último verão, ‘Midsommar’, sugere que ela é “alguém que realmente precisa confiar em seus próprios instintos,” e que é importante que as outras pessoas confiem nisto também “porque seus instintos são extremamente confiáveis.” Isto dá a ela uma mistura sedutora de confiança e modéstia, de comprometimento sem uma ambição impetuosa.

O símbolo que ela incorporou ao seu corpo é, acabou sendo, uma abelha trabalhadora.

“Eu sei,” ela diz quando eu sugiro que isto é adequado, “e eu não tinha nem ideia.”

Com apenas 24 anos, Florence tem trabalhado como atriz pelos últimos sete anos, evitando rotas previsíveis para a fama e escolhendo papéis intrigantes sem ostentações. Em 2018, ela estrelou na adaptação para televisão de Park Chan-wook de ‘The Little Drummer Girl’ de John Le Carré – uma performance que ela realizou tão completamente que inspirou o próprio Carré a colocar um personagem chamado Florence em seu romance mais recente. No ano passado, ela estrelou em uma comédia de luta, ‘Fighting With My Family’, feito por Stephen Merchant, cocriador de ‘The Office’; em ‘Midsommar’ e, mais notavelmente, na adaptação de ‘Adoráveis Mulheres’ de Greta Gerwig. Este ano ela irá interpretar Yelena, a ajudante atlética de Scarlett Johansson, no filme da Marvel, ‘Viúva Negra’. Tudo isso fez de Florence, meteoricamente de alguma forma, uma artista de Hollywood de amplo alcance, com um poder não convencional – e uma pessoa que aparenta saber exatamente o que quer.

Quando nos conhecemos, Florence tinha acabado de chegar a Londres do Marrocos, após passar meses lutando com Scarlett no set. Nós estamos em um restaurante do Oriente Médio em uma esquina quieta do Borough Market, que é movimentada por açougues, padeiros e fabricantes de alcaçuz, com fornecedores de trufas e guardiões de queijo de alta classe. A avó materna de Florence, a indomável matriarcar Vovó Pat, costumava trazê-la aqui de Oxford quando Florence era criança, e elas costumavam experimentar a comida antes de ir ao cinema.

Hoje ela senta do lado contrário de mim usando uma blusa preta vintage com dois escorpiões aplicados, e mistura vodka com refrigerante durante o almoço. Ao lado dela, está uma jaqueta preta que ela comprou em uma loja de caridade quando ela tinha oito anos de idade e usa desde então. A voz dela é tanto mundana quanto alegre, com uma rouquidão que ela atribui a doenças de infância – ela me conta mais tarde.

“Eu não sabia exatamente o que seria envolvido em um desses filmes,” ela disse da franquia da Marvel. “Obviamente, você precisa ser capaz fisicamente, porque este é o ponto central,” ela acrescenta com ironia, “é por isso que você é um super herói.” Mas o resto, foi dito a ela, que dependia dela. Florence foi direto para o armazém onde o pessoal da acrobacia estava. “Aprender com eles foi a minha parte favorita,” ela disse. Embora ela tivesse dois dublês, ela queria saber fazer tudo – e como diretora de ‘Viúva Negra’, a cineasta australiana Cate Shortland, conta que Florence fez a maioria das acrobacias: “Ela é assustadora pra caramba. Ela é feita de aço. Ela com certeza não vai desistir. Ela tem uma quantidade saudácel de raiva para uma pessoa, com as injustiças que ela ver à volta dela.”

Mais do que tudo, foi o “bom soco” do filme que surpreendeu Florence. Com Shortland – aparentemente selecionou entre 70 candidatos à direção – no comando e influenciada em grande parte pela própria Scarlett, ‘Viúva Negra’ é apenas o segundo filme do universo da Marvel (após ‘Capitã Marvel’ com Brie Larson) a focar em mulheres. Ademais, detalhes do filme não podem ser relevados até o filme ser lançado em maio, Florence diz que a história “lida com algumas coisas bem difíceis. É cru, doloroso, emotivo e engraçado e não é de forma alguma… Feminino. É sobre mulheres quebradas recolhendo seus pedaços.” Shortland acrescenta que ela, juntamente com Florence, Scarlett e Rachel Weisz, que também estrela no filme – “queriam fazer algo íntimo dentro do universo da Marvel. Nós criamos relacionamentos femininos com carne e sangue. Elas não precisavam interpretar de leve.”

Florence entrou para a indústria por uma ponta bem particular: uma época em que as mulheres podem dar ordens (pelo menos algumas). Seu primeiro papel foi em ‘The Falling’, uma meditação hipnótica em histeria, que se passa em uma escola só para garotas e dirigida por Carol Morley. Seus dois projetos mais recentes – ‘Adoráveis Mulheres’ e ‘Viúva Negra’ – também foram dirigidos por mulheres. Ela tem estado em uma posição para tomar como certa essa força feminina e para seguir em frente sem medo.

Se o biotipo da ingenuidade ensinua algo de uma jovem, mulheres impressionáveis cujas ascenções dependem de papéis em favor de seus superiores (em sua maioria homens), Florence talvez ofereça uma alternativa, um novo tipo de estrela em ascenção que está emergindo em uma época em que diferentes dinâmicas de poderes são possíveis. Olhando para a carreira dela até então, um otimista talvez pense que o antigo modelo talvez tenha uma influência menor. Florence lembra de ler sobre a Jennifer Lawrence receber menos do que seus colegas homens e pensar, “Oi? Não é possível que existe isto.” Mas ela sabe que isto que está acontecendo agora é o resultado de uma conversa mais longa. Conforme ela coloca: “Eles na verdade estão criando motivos para as mulheres falarem nos filmes agora. Quando uma mulher fala, ela vai ter algo para dizer.”

Florence cresceu em uma família de hospedeiros: seu pai possui restaurantes em Oxford; seu avô trabalhou em mercados de frutas e tinha um pub. “Nós éramos uma família que vivia comendo,” Florence diz com uma risada rouca. Sua mãe ensinava dança e Florence se identifica com tudo isso – a boa comida e a companhia exuberante – para se apresentar. “É tudo grande, amoroso e parece um lar,” ela explica. Até hoje, ela acha que fazer comida para alguém é “uma das formas mais simples e mais maravilhosas de se ter um encontro.” Quando nós passeamos, após o almoço, em uma barraca de queijo no mercado, Florence pergunta para a vendedora perguntas tão específicas que ela instantâneamente recebe uma proposta de emprego.

“Eu sempre fui uma pessoa muito barulhenta,” Florence diz. “Tipo, quando eu era mais nova, eu sempre vestia as coisas mais brilhantes. Eu amava pintar meu rosto. E porque eu era tão boa com isso, eu acho que meus pais não se ofendiam.” Quando adolescente, Florence frequentemente trabalhava como babá para uma turma visitante de domingo. Com uma tropa pequena aos seus pés, ela fazia fantasias, servia chá em xícaras de brinquedo e inventava uma peça que inevitavelmente incluía uma protagonista para si mesma. “Eu ficava tipo: ‘Não, esse é o meu papel. Eu vou interpretar a mulher em luto que perdeu o marido.’”

Mas antes disso, entre 3 e 6 anos, ela morou na Espanha com seus pais e irmãos, Arabella e Sebastian, que são 10 e 04 anos mais velho que ela, respectivamente. (Uma irmã mais nova, Rafaela, nasceu quando Florence tinha sete anos.) A mudança de Oxford para a Espanha foi para ajudar com os problemas de saúde de Florence: ela sofria com o que mais tarde foi diagnosticado como traqueomalácia – que é quando parte da sua traquéia entra em falência depois que ela respira – e quando bebê ela passou grande parte do tempo em hospitais. Agora ela tem apenas, como ela diz, “uma tosse bem assustadora,” e qualquer pessoa que a viu chorar em ‘Midsommar’ irá reconhecer a pontuação assustadoramente gutural em sua performance de luto.

Isso também a deixou com uma incomum voz para cantar madura. Quando Florence era adolescente, sua mãe começou a postar vídeos caseiros dela cantando no YouTube – sem perceber completamente, até ela perceber que qualquer pessoa poderia assisti-los. Você ainda consegue encontrar “Flossie Rose” usando um delineador forte, sentada de pernas cruzadas na cama, cantando covers do Oasis e acompanhando com o violão. Até então, ela cantou em algum de seus filmes e música é algo que ela gostaria de se aprofundar.

Cantar e performar virou o negócio da família. Sebastian, que usa o nome artístico de Toby Sebastian, lançou um EP em 2019 e sua carreira de atuação inclui interpretar Trystane Martell na quinta temporada de ‘Game Of Thrones’. Arabella (agora Gibbins) é atriz, cantora e professora de canto. Rafaela, que tem 16 anos e ainda está na escola, também atua. Os irmãos, com quem Florence passou a maior parte do tempo possível, tiveram uma função muito importante de manter uns aos outros sãos. Por exemplo, Florence me diz sobre ir assistir ‘Midsommar’ com sua família. ‘Midsommar’ é parcialmente um filme sobre perder sua família e tentar recriá-la em outro lugar – com resultados desastrosos.

Em uma das cenas de início, os pais e a irmã da personagem de Florence morrem inalando gás – o que não é exatamente divertido para toda a família, mas sua irmã de 16 anos de idade confessou estar desapontada.

“Eu não sei porque eles falam que esse filme é assustador,” Rafaela disse. “Não é nem tão assustador.”

“Hum, certo,” disse Florence. “Mais alguma coisa?”

Seis meses após nosso almoço em Londres, Florence e eu nos reencontramos em Los Angeles. Ela me pede para encontrá-la no local que ela acredita ser “o único lugar estranho e encaracolado” da cidade. Laurel Canyon foi – uma placa relembra seus visitantes – onde “o espírito de 1960 comunal e psicodélico uniu-se.” Perto da casa antiga de Jim Morrison, na ampla varanda de madeira da Canyon Country Store, com 100 anos de idade, Florence se senta no sol vestindo calças de cetim preto, sandálias, camiseta preta e com o cabelo preso com um cachecol de seda. Ela fez sete amigos em poucos minutos.

Florence nem sempre teve lembranças boas da cidade. Ela veio pela primeira vez à Los Angeles em 2015 para o papel principal em um episódio piloto chamado ‘Studio City’. Ostensivamente, era um sonho. Ela nunca esteve nos EUA; ela tinha 19 anos. Mas foi “horrível”, ela relembra, com seu peso e um tópico aberto da conversa. “Eu tive meio que uma crise,” ela disse agora. “Quando não foi para frente, foi quando eu percebi o quão aliviada eu estava.”

Logo em seguida, ela foi escolhida para ‘Lady Macbeth’, um filme indie sombrio do século 19 (baseado no romance de Nikolai Leskov de 1865, ‘Lady Macbeth of the Mtsensk Districk – o livro, por sua vez, inspirado por Shakespeare), no qual ela interpreta a entediada, recém aprisionada esposa do filho de uma dona de mina. A personagem de Florence irrita a todos e depois, mais violentamente, resiste às restrições impostas à ela. Esse papel incomum e poderoso, Florence diz, deu a ela o discernimento do tipo de atriz que ela queria ser. “Eu gosto de me sentir bruta. Eu gosto de me sentir nua. Toda vez que uma oportunidade de eu ser perfeita nas telas aparece, eu entro em pânico.”

Foi a vendo em ‘Lady Macbeth’ que fez Cate Shortland, Greta Gerwig e Ari Aster, todos quererem escolhê-la em seus respectivos filmes. Ari esperou por meses até ela terminar de gravar ‘The Little Drummer Girl’ e poder mandar uma filmagem para ele. Dani, a personagem principal e muito bruta em ‘Midsommar’, não foi um papel tão difícil porque ela tinha que “carregar o filme inteiro,” palavras de Ari. Dani também foi “um papel perigoso de se fazer. Ela poderia se tornar desanimada ou ficar com pena de si mesma. Foi maravilhoso vê-la evitar todas as armadilhas, sem abandonar tudo que o personagem exigia.”

A experiência de filmar ‘Lady Macbeth’ também fez Florence prometer a si mesma que nunca voltaria a Los Angeles “até saber quem ela era”. Dois anos depois ela voltou, interpretando a musculosa lutadora com cabelos tingidos de preto, maquiagem gótica e um sotaque do norte em ‘Fighting With My Family’, um filme baseado na história real de uma lutadora britânica. Da perspectiva de Florence, como seu corpo estava naquele filme era irrelevante; a questão girava em torno de ser forte. “E isto,” ela diz agora, “é uma coisa maravilhosa de se notar em si mesma e com todo o trabalho que você está escolhendo fazer.”

Agora, sentada em cima das colinas de Hollywood, ela olha perfeitamente para casa. “Esse é um cantinho bem especial,” ela diz, sorrindo. Ela está ficando com amigos e está lá há semanas para promover ‘Adoráveis Mulheres’. Florence foi atingida pelo “derramamento de amor” por ‘Adoráveis Mulheres’ – “porque é o livro da infância das pessoas, especialmente nos EUA.” Apenas uma semana antes, Meryl Streep – que interpreta Tia March – deu uma festa privada de exibição em uma casa no Mount Olympus Drive. (“Quer dizer, os nomes,” disse Florence.) Mais do que tudo, as pessoas parecem apreciar o fato de Florence ter feito a Amy (como ela mesma diz) “não apenas uma bebê chorona.”

A Amy de Florence é deliciosamente sem desculpas por seus desejos e na versão de Greta, seu interesse próprio se torna meio que uma sensibilidade. (Uma crítica prévia notou que a performance espirituosa de Amy deu “à esta personagem uma chance de lutar para ganhar a nossa simpatia.”) Florence nunca desgostou da Amy quando ela leu o livro. “Eu amo todos os personagens incrivelmente mimados,” ela me diz, “porque eles sempre representam aquela voz nas nossas cabeças. Amy basicamente diz tudo que ela quer dizer. Ela não se importa.” Florence sorri. “Então eu obviomente estava em êxtase por interpretá-la.”

O filme de Greta injeta material original ao roteiro, notavelmente um discurso feito por Amy em seu estúdio de pintura parisiense – uma adição de último minuto que Greta entregou à Florence 10 minutos antes de começarem a filmar. Encarando a câmera, a garota que aspirava ser “um ornamento para a sociedade” explica sua aparente estretégia não feministamente feminista. “Eu sou apenas uma mulher,” ela começa, “e como mulher, eu não tenho como ganhar meu próprio dinheiro.” Suas ambição são venais, em outras palavras; sua época as fez necessárias. “Não sente aí,” ela conclui, “e me diga que casamento não é uma proposição econômica.”

Greta me disse que ela pensou muito sobre a Amy recentemente. Amy, ela fala que ela “quer o que quer e ela vai descobrir como conseguir. Essa é a irmã que nós não gostamos. Exceto que agora parece haver um pouco de mudança: nós não odiamos mais essa garota. Talvez nós vemos que ela quer algo. Nós estamos mais confotáveis com garotas ambiciosas, talvez, o que me deixa um pouco esperançosa”, conclui Greta.

Fonte: The New York Times

Florence Pugh cresceu cercada de vigaristas; ela não acredita em conto de fadas. Mas houveram momentos na vida dela em que ela se sentiu como um personagem de um livro. Isso aconteceu uma vez quando ela tinha 9 ou 10 anos de idade e estava trabalhando no jardim com sua mãe em Oxford. Florence tinha uma doença respiratória que a mantinha distante da escola por grandes períodos de tempo. Em casa, quando ela não estava estudando ou tentando fazer piruetas no quintal, ela ajudava sua mãe com refrões pela casa, ou no jardim, mexendo em ervas daninhas e trocando lâmpadas.

Um dia, a mãe de Florence, uma professora de dança, decidiu que elas deveriam ler ‘O Jardim Secreto’, que conta a história de uma garota doente, uma casa solitária e um jardim mágico. Por muito tempo depois disto, Florence sentiu que a sua vida também poderia ser mágica. Parecia quase como se ela tivesse entrado nas páginas dos livros ou talvez saído delas.

Durante os dois últimos anos, como uma atriz que agora mora em Londres, Florence, de 24 anos, tem tido o sentimento de conto de fadas novamente e de novo e de novo. “É estranho o que está acontecendo,” ela diz cuidadosamente, ao tomar chá em uma manhã úmida em Greenwich Village. E ainda estava, na verdade, tudo acontecendo.

Na primavera de 2018, por exemplo, Florence, que nunca tinha aparecido em um filme produzido pelos EUA, ouviu boatos de que “os reis e rainhas de Hollywood estavam se juntando para fazer um filme.” Esse filme era o novo remake de Greta Gerwig de ‘Adoráveis Mulheres’, que contava com suas co-estrelas de ‘Lady Bird’, Saoirse Ronan e Timothée Chalamet, Meryl Streep e três jovens atrizes de elite que seriam escolhidas.

Naquela época, Florence já estava comprometida com um trabalho bem diferente – no filme de terror pagão do ano passado, ‘Midsommar’ – e não se considerou elegível. Mas antes das gravações começarem, ela recebeu um telefonema dizendo que Greta e sua produtora, Amy Pascal, queriam conhecê-la. Logo em seguida, um convite real chegou.

Com três papéis reveladores em 2019 – incluindo ‘Adoráveis Mulheres’, ‘Midsommar’ e ‘Fighting With My Family’, um sucesso em que ela interpretou a garota britânica trabalhadora que se tornou uma estrela do WWE – Florence rapidamente ascendeu do anonimato virtual para seu atual status de uma das atrizes mais aclamadas de sua geração.

Em maio, ela vai interpretar uma super heroína em ‘Viúva Negra’, da Marvel, ao lado de Scarlett Johansson e Rachel Weisz. (Na trama bem guardada desse filme: “Além de grandes explosões, é uma história dolorosa bem pequena e única.”)

A curto prazo, Florence tem demonstrado um alcance impressionante. Assistindo os filmes seguidamente dela de 2019 – uma anti-trilogia de performances tão precisas quanto irreconciliáveis – é uma experiência desorientadora. O rosto aberto e em forma de coração de Florence, com um nariz e um queixo que ela empunha como instrumentos afiados, aparentam ser capazes de modulação infinita, deslizando por um vasto espectro de emoções humanas tão suavemente quanto girando uma roda.

Ari Aster, o escritor e diretor de ‘Midsommar’, em que Florence interpreta uma universitária em luto que renasce em uma viagem com um namorado ruim, me disse que ele ficou impressionado com a versitilidade que ela demonstrou no papel. “Para alguém que não é classicamente treinado, ela tem instintos formidáveis,” ele disse. “Eu acho que ela pode interpretar qualquer coisa.”

Por ela não ser ainda amplamente conhecida, o ato de desaparecimento que Florence alcançou em seus filmes algumas vezes enganou os espectadores, que falham em reconhecer o trabalho de uma única atriz.

“Eu já tive conversas sobre filmes que eu estava com pessoas que não tinham nem ideia,” Florence disse, claramente encantada. “Eu amo isso. Para mim, isso é atuar. É tipo: ‘Ok. Então deu certo.’”

Greta, que atrasou a agenda de gravações de ‘Adoráveis Mulheres’ para que Florence pudesse terminar ‘Midsommar’, me disse que ela precisava de alguém que pudesse incorporar a renovação da personagem que Florence interpreta no filme, Amy March, a irmã March mais nova e historicamente mais odiada das quatro.

Por 150 anos, Amy, que premia sua aparição e é clara sobre sua aspiração em se casar com alguem rico, tem sido retratada como a vilã da sentimental e rebelde Jo March, uma heroína literária de todos os tempos interpretada no filme por Saoirse Ronan.

O roteiro de Greta, como percebido por Pugh, muda essa dinâmica. Nós podemos ver a Amy muito diferente mas não menos admirável que uma heroína, uma que é determinada a capitalizar as cartas que ela precisa lidar.

“Eu encontrei evidências no livro de que Amy era igual à Jo, mas eu nunca a vi sendo explorada desta forma,” Greta disse. “Eu sabia que não havia outra pessoa que conseguiria fazer isto a não ser a Florence. Ela tem ‘estrela de cinema’ escrito nela inteira, mas ela também é uma atriz personagem, que é o melhor tipo de estrela de cinema.”

Florence cresceu sendo a segunda mais nova de quatro irmãos em uma casa “maravilhosamente barulhenta e criativa” que era cheia de artistas. Seu irmão mais velho, Toby Sebastian, apareceu em ‘Game Of Thrones’, como Príncipe Trystane Martell, e sua irmã mais velha, Arabella Gibbins, é uma atriz de teatro, comediante e professora de canto.

“Você precisava gritar para ter a sua voz ouvida,” Florence disse sobre ambiente. Se essas condições não a levaram para a primeira, agora a levam. “Eu sou bem teimosa e cabeça dura,” ela disse, com um meio-sorriso malicioso. Ela acrescentou que mais do que algumas pessoas na indústria a descreveu como sendo “mal-humorada”. Ela escolheu palavras diferentes: “Eu gosto de entrar em uma briga.”

Quando ela descobriu ‘O Jardim Secreto’, Florence já sabia que a única coisa que ela queria fazer era se apresentar. A primeira interpretação que ela se lembra de ter feito foi aos 6 anos, quando ela interpretou a Mary em uma peça da escola. Florence, seguindo sua musa, improvisou um sotaque Yorkshire para o papel. A plateia deu risada (no entanto, talvez não a diretora), e ela percebeu que ela gostava de cativar uma plateia.

Stephen Merchant, o escritor e diretor de ‘Fighting With My Family’, disse que ficou impressionado com a confiança inata de Florence enquanto filmava as cenas de luta do filme. Por causa das restrições de agenda, eles precisaram filmar o climax no terceiro dia de produção, o que significava que uma das primeiras cenas da atriz seria feita ao vivo em frente de 20.000 fãs de WWE.

Stephen estava nervoso de como iria ser, até ele ver a primeira tomada de Florence. “Você pensava que era o Dwayne no palco,” ele disse se referindo ao Dwayne ‘The Rock’ Johnson, o famoso ator e antiga estrela de WWE, um produtor do filme. “Eles tocaram a música tema e ela simplesmente foi andando em direção ao ringue, super tranquila e confiante. Foi deslumbrante.”

Na escola secundária em Oxford, Florence teve dificuldades em focar fora das aulas de artes como escrita criativa e cerâmica, uma fração pequena da sua carga horária. “Eu não acho que eu fui feita para a escola,” ela disse. “Eu só queria me apresentar, fazer músicas e vasos.”

Em seu tempo livre, ela gravava vídeos de si mesma cantando covers de violão no estilo acústico de seus artistas favoritos, incluindo Tracy Chapman e Damien Rice, e postava no YouTube com o nome de Flossie Rose. Nos vídeos, em que ela aparece usando um uniforme escolar – cabelos coloridos, delineado de gatinho nos olhos, pulseiras de miçanga – o olhar no rosto dela é impossivelmente cansado do mundo: parece mais uma veterana em busca da aposentadoria do que uma iniciante em busca da fama.

O pai de Florence, um antigo trabalhador de restaurantes se tornou dono e empresário, nunca duvidou das intenções criativas da filha – “Ele é igual a mim: Se você não quer fazer, não faça,” ela diz – mas ela prestou atenção ao conselho de sua mãe e terminou a escola. Naquela época, ela conseguiu seu primeiro papel em um filme, ao lado de Maisie Williams, no drama adolescente inglês ‘The Falling’ (2014) e nunca mais olhou para trás.

A diretora de elenco deste filme, Shaheen Baig, mais tarde escolheu Florence em mais dois filmes: o drama de época ‘Lady Macbeth’ (2017), em que ela estrelou como a recém casada insubordinada com apetites escondidos e ‘Fighting With My Family’.

“É raro você encontrar alguém desta idade que se sente tão confortável em sua própria pele,” Shaheen me disse. “Não há medo ou vaidade; não importa do que você jogue em cima dela.”

Não há nenhum conto de fadas que tenha trazido Florence até este momento, mas aqui está uma história de boa sorte e determinação. Quando Baig e a diretora Carol Morley estavam escolhendo o elenco para ‘The Falling’, elas conversaram com mais de 200 jovens para interpretar as duas protagonistas e as outras personagens no filme fictício adolescente. Ela inicialmente restringiram a busca para Londres, mas depois abrangeram para Oxford (onde uma filmagem estava prevista para acontecer), postando chamadas para audições pela cidade e em campus de escolas.

Muitas das amigas de atuação de Florence, que, como ela, nunca tinham feito uma audição para um filme de verdade antes, ficaram eletrizadas pela perspectiva de aparecer em um filme. Mas Florence, de forma contrária ao seu zelo habitual de se apresentar, ignorou as postagens. Ela aprendeu com a experiência de seu irmão que “eles sempre acabam escolhendo alguém famoso no fim de tudo,” ela disse.

No último dia para envio das audições, foi a sua mãe que interveio. Ela disse para Florence que ela deveria fazer a filmagem – não porque acreditava em milagres ou em finais felizes, mas para ganhar prática para si mesma.

“Você vai querer fazer isto um dia,” ela disse. “Por que não dá uma chance então?”

Confira as fotos do photoshoot exclusivo para o jornal clicando nas miniaturas a seguir:

Fonte: The Hollywood Reporter

Quando Florence Pugh tinha 07 anos de idade, a mãe da atriz disse para ela que ela estava grávida de outro filho. Florence, que era a mais nova de três irmãos até aquele ponto e gozava dos privilégios que vinha com esse status, ficou pálida.

“Eu abri a porta lateral, peguei um graveto e esmaguei ele no chão,” disse Florence, de 24 anos, relembrando o momento de Oxford, Inglaterra, acrescentando: “Eu não sabia lidar com aquela informação.”

É o tipo de reação que você esperaria ver de Amy March, a irmã mais nova de ‘Adoráveis Mulheres’, de Louisa May Alcott, e discutivelmente a maior mimada da literatura de todos os tempos. Florence interpreta Amy na versão mais recente da Greta Gerwig do romance de 250 anos de idade de Alcott sobre as quatro irmãs March, inspirando a personagem com uma nova nuance e vivacidade. “Eu sempre amei crianças atrevidas,” Florence diz. “Em todos os filmes que têm uma pentelha, eu fico tipo ‘Esse papel deve ter sido tão legal de se interpretar.’ Mas foi muito divertido passar pelo livro e perceber que na verdade esta mulher é tão inteligente, e ela é realista. Ela tem um cérebro.”

É manhã de novembro e Florence, segura de si e com olhos cintilantes, está usando propositalmente brincos diferentes, está recarregando as energias durante o café da manhã no Chateau Marmont após uma fase de trabalho exaustiva e emocionante. Amy March é uma das três personagens memoravelmente diferentes que a atriz interpretou em 2019 – ela també incorporou a lutadora Paige em ‘Fighting With My Family’ e a aflita Dani em ‘Midsommar’, cada performance se baseou no atletismo, desafio e inegável charme de Florence. Em 2020, ela irá fazer parte do Universo da Marvel em ‘Viúva Negra’, interpretando uma imagem fraterna para a personagem principal de Scarlett Johansson.

Durante a primeira reunião com a Greta Gerwig e a produtora Amy Pascal na casa desta última, Greta disse para a atriz que esta adaptação seria a para redimir a Amy March, que tem sido desprezada por gerações de leitores por suas interferências de irmãzinha e ciúmes mesquqinhos. “Greta disse: ‘Eu acho que todo mundo odeia a Amy e eles não sabem o por que de odiarem a Amy,” disse Florence. “Eles também não sabem o porque exatamente amam ela. Eu acho que esta é a vez dela de se explicar.’”

Greta tinha visto Florence interpretar a jovem insubordinada em ‘Lady Macbeth’ (2017) e tinha o pressentimento de que esta era a Amy dela, uma atriz que conseguiria dominar a ambição e astúcia da personagem de uma forma nova e compreensiva. Na primeira reunião delas, Greta disse, “Eu fui atingida pela confiança dela, solidez de si própria e sua própria arte. Ela é tão jovem, mas ela também é incrivelmente segura em sua própria pele. Sem mencionar que ela é incrivelmente talentosa.” Greta então teve que convencer a Sony a contratar Florence. O elenco de estrelas de ‘Adoráveis Mulheres’ inclui Saoirse Ronan, Meryl Streep, Timothée Chalamet e Laura Dern, mas o roteiro da Greta trata ‘Adoráveis mulheres’ de várias formas como uma via de mão dupla, com a Jo determinadamente independente de Saoirse Ronan lutando e reconciliando com a Amy de Florence; o sucesso do filme dependeria dessas duas atrizes sendo equiparadas em carisma e força. “Eu pedi para ela fazer uma gravação para que eu provasse para todo mundo no estúdio que ela era quem eu sabia que ela era: uma estrela de cinema consolidada, bem como uma atriz de primeira qualidade,” Greta disse. “A gravação que ela entregou foi essencialmente a performance que ela fez como Amy. Ela tinha entendido completamente.”

Em uma cena-chave com Chalamet, as falas de Florence comunica com o tema central do filme – que como uma mulher na era vitoriana, suas perspectivas para independência econômica são escassas. “Não sente aí e me diga que casamento não é uma proposição econômica, porque é sim,” ela disse. Enquanto filmava nos estúdios em Massachusetts, Florence ocasionalmente precisava demonstrar outros talentos, como quando a Amy caiu em um lago congelado enquando esquiava. Durante um período de dias, Florence mergulhava repetidamente em um tanque posicionado dentro do lago congelado, mantido apenas alguns graus mais quentes do que o ar de Dezembro, para evitar que a evaporação estragasse a cena; quando Greta falou “Corta”, Florence era levada correndo para uma banheira quente fora da cena. “Eu amo ficar suja e eu amo sentir frio,” Florence disse. “Isso apenas ajuda a sua performance, qualquer coisa que seja física. Eu não suporto fingir as coisas. Eu amo ter a oportunidade de fazer as coisas. Ter a oportunidade é tão importante. Quando alguém chega para você e diz ‘Ei, nós podemos te filmar saindo de um tanque de água 15 vezes enquanto você veste roupas molhadas?’ eu fico ‘Sim, eu posso fazer isso. Eu posso fazer isso, porque eu sou capaz e eu sou forte.’”

Florence ganhou muita experiência com desconforto enquanto filmava ‘Midsommar’, o filme de terror de Ari Aster, situado em um culto pagão na Suécia. O filme começa com a personagem de Florence, Dani, sofrendo com uma grande perda e reagindo quase que com uma tristeza animalesca. Florence, que acha difícil chorar do nada ou até mesmo na frente de qualquer pessoa, estava ansiosa em filmar a cena, que estava marcada para a última semana de gravações. “Quando eu li ‘Midsommar’, o ponto central da Dani é que ela está sofrendo com esta tremenda quantidade de luto e ansiedade e eu nunca cheguei perto de qualquer luto como este na minha vida,” Florence diz. “Então, quando eu estava lendo, por mais excitante que o roteiro fosse, eu estava bem consciente de que eu teria que estar sentindo dor, como ela estava. A única forma que eu consegui me colocar lá, para alcançar aquele chão e aquele vazio, foi simplesmente imaginar cada uma das pessoas da minha vida em um caixão. Eu tenho certeza que muitas pessoas conseguem fazer de outro jeito, mas eu precisei me colocar nesta situação. Eu acho que eu não vou fazer isso de novo em breve. Eu defintivamente saí do trabalho me sentindo um pouco triste.” Após a intensidade de gravar todos os dias, incluindo as cenas que ela vestia um vestido imenso de flores no verão quente do estúdio na Hungria, Florence disse que ela se recuperava durante a noite com metade de uma barra de chocolate Lindt e uma bloody mary.

O pai de Florence é dono de restaurantes e a mãe dela é dançarina e ela tem atuado em peças desde que tinha 6 ou 7 anos. Seu irmão mais velho, Toby Sebastian, apareceu em Game Of Thrones e sua irmã mais velha, Arabella Gibbins, é atriz de teatros. Quando criança, Florence tinha problemas com sua via aérea e asma e seus pais mudaram para a Espanha por três anos na esperança de que o tempo mais quente ajudaria – ela atribui sua voz rouca e diferente à esta condição. Antes disso, ela disse que a mãe dela deu uma aula para ela sobre profissionalismo quando Florence confessou que ela ainda não tinha decorado suas falas para a peça. “Ela sentou comigo e ficou tipo ‘Eu sei que você tem apenas 7 anos de idade e eu sei que essa é sua primeira peça, mas quando você faz uma peça, você está se comprometendo. Quando você sobe no palco, você sabe as suas falas. E você está essencialmente se entregando para uma performance. Então, não seja desleixada.’ Não foi severo ou cruel de forma alguma. Ela estava só dizendo que, como artista, se você está falando que vai fazer este papel, você está fazendo as pessoas confiarem em você e você precisa levar a sério. Eu carrego isso comigo durante toda a minha vida.”

Florence teve seu início na indústria aos 17 anos no drama adolescente ‘The Falling’ e rapidamente emergiu como protagonista em ‘Lady Macbeth’ e na minissérie britânica ‘The Little Drummer Girl’, na qual ela interpreta uma atriz que é sugada em uma carreira de espiã.

Em ‘Viúva Negra’, que irá estrear no dia 01 de Maio, ela irá conhecer seu maior público até então, como parte da máquina da Marvel. Mas Florence descreve o filme, dirigido por Cate Shortland, como distinto em relação aos filmes de quadrinhos que já existem. “Todos nós sabíamos que nós estávamos fazendo algo bem especial e único e algo que ainda não tinha sido feito nos filmes da Marvel antes,” Florence diz. “Essencialmente, é sobre essas duas garotas consertando a si mesmas. Essas garotas passaram por uma enorme quantidade de dor é sobre elas se juntarem e tentar consertarem uma a outra. Se você pensar em todos esses filmes e se você pensar em todos esses super-heróis, quando você vê dor e quando você ver o que é preciso para ser aquilo?”

Já que a produção de ‘Viúva Negra’ acabou em outubro, Florence diz que ela tem estado em um status deliberado. “Eu estou tirando um tempo,” ela diz. “Eu estou ciente de que eu estou sem parar por quatro anos. Eu vivo dizendo que eu preciso descansar por um segundo já fazem dois anos, mas eu sou tão ruim, porque eu vou ouvir que tem alguma coisa por aí e eu fico tipo “Ai meu Deus. Eu preciso fazer ‘Midsommar’. e eles ficam, ‘Mas Florence, você disse que queria tirar um tempo.’ Então isso é culpa minha. Mas eu vou tentar descansar por um tempo.”

Fonte: Junkee

A jovem atriz nascida em Oxford, definitivamente mais legal que você, ganhou mais atenção como a sedutora e cruel personagem principal em Lady Macbeth, de 2017. No início do ano passado, ela alcançou um status de meme mundial com seu papel no filme de terror de Ari Aster, ‘Midsommar’.

Mas me deixe ser claro: seu status de meme é bem merecido, considerando que ela passa a maioria do filme chorando ou se lamentando (é um tipo de humor). Quando eu falo sobre ela ser uma chorona excelente em nossa entrevista, ela parece lisonjeada:

“Eu acho difícil fazer qualquer coisa pela metade. Eu amo sentir tudo.”

No entando, não se engane em pensar que isso significa que ela não é uma das melhores, mais interessantes e excitantes jovens atrizes da nossa época, porque ela é. A Florence nos faz sentir tudo.

Um vídeo de Florence na nova adaptação de ‘Adoráveis Mulheres’ de Greta Gerwig, o clássico literário das quatro irmãs March (Meg, Jo, Beth e Amy) recentemente ficou rodando no Twitter.

No vídeo, a personagem de Florence como Amy, está de pé na neve, chorando como uma criança mimada. Quando o namoradinho da internet, Timothée Chalamet (que também está presente!) coloca a cabeça para fora da janela para perguntar o que está acontecendo, ela se apresenta falando sobre seus amáveis pés pequenos e de repente começa a se lamentar quando mostra sua mão sangrando, que foi batida por uma cana por seu professor da escola.

A atuação é fora do padrão, o nível emocional da cena é meio que absurdo, mas tudo da forma mais deliciosamente saborosa. Contas no twitter compartilharam o vídeo com as legendas “meryl streep foi para casa e chorou após testemunhar o alcance dessa atuação” e “o talento dela”.

A garota tem gama em espadas e seus personagens sempre são mulheres fortes e determinadas, independente de ser uma lutadora do WWE em ‘Fighting With My Family’, de 2019, ou uma atriz aspirante que é sugada em um mundo de espionagem na minissérie de 2018, ‘The Little Drummer Girl’.

“Eu realmente gosto de interpretar mulheres fascinantes e interessantes,” ela me diz. “Elas nem sempre precisam ser simpáticas. Eu gosto de mulheres que têm algo a dizer, que representam algo.”

Com ‘Adoráveis Mulheres’, Florence alcançou o quase imposível: os fãs devotos do livro de Louisa May Alcott gostam da Amy March agora?

Florence sempre gostou de personagens atrevidos.

“Durante toda a minha vida eu apreciei personagens levemente atrevidos ou danados em livros e filmes,” Florence me diz. “Eu acho que é um pedaço de nós que todos nós podemos aprecisar, porque eu acho que há uma criança birrenta interior em todos nós.”

A personagem de Florence, Amy March, não é uma personagem muito querida. Eu não digo isso entre o livro/filme, ninguém gosta dela. Quero dizer, em geral.

A irmã March mais nova, Amy, é egoísta e malcriada. Ela é nervosa e reacionária – queima o manuscrito da sua irmã Jo por vingança, vai para a Europa com sua tia rica, Tia March, e acaba com o garoto que ninguém quer que ela fique (a maioria dessas queixas são porque a Amy é uma frustração para sua irmã Jo, que geralmente é elevada à personagem mais amada das irmãs March por seus leitores há décadas).

Isso não assustou Florence: “Eu acho divertido e é um prazer fazer as pessoas relacionáveis, mesmo quando elas não são necessariamente pessoas legais.”

Ela interpreta Amy como uma mimada petulante. Com uma risada enorme e contagiante e um sorriso atrevido, ela pula por aí feliz em roubar a atenção (e a cena, e o meu coração) das irmãs dela. Cheia de energia ilimitada e trabalhando em um nível de 110%, Florence é uma diversão absoluta e se destaca em dar vida à Amy.

A apreciação de Florence pela personagem atrevida é obviamente hereditário. Ela cresceu com a sua avó lendo o livro para ela, que sempre apreciou a Amy. Quando a sua avó assistiu ‘Adoráveis Mulheres’ na première de Paris, ela disse para Florence “Ah, eu amava sempre que ela fazia algo ruim!”

Apesar de momentos memoráveis de maldade e vaidade, há muito mais da Amy March do que seu status no coração dos leitores como “Senhorita Vou Roubar Seu Homem”.

“A Amy era uma artista incrível,” Florence me lembra. “Ela tinha muita ambição e realmente queria obter sucesso. Apenas por causa da época e do estado que e as mulheres precisavam se submeter, eu acredito, que ela precisou desistir dos sonhos delas, o que é uma coisa enorme. Eu recebi uma oportunidade maravilhosa de dar à esta personagem algo mais.”

A Florence ama a Amy. O que é provavelmente o motivo de ela interpretar tão bem a personagem controversa. Ela fala sobre ela com uma afeição tão grande, como se a Amy fosse uma pessoa real, o que, eu acredito que de várias formas, ela é.

Apesar de Amy ser uma personagem fictícia de um romance escrito e situado na época da Guerra Civil em Massachusetts, a admiração de Florence pela personagem empresta uma autenticidade que demonstra uma incrível relacionabilidade, mesmo em 2020.

Onde há um atrevimento infantil, com a Amy adulta, Florence trás uma Amy mais calma e mais reservada – cansada do mundo e sábia sobre as duras realidades de ser mulher no mundo.

Em Paris para estudar pintura, ela discute seu amigo de infância Laurie (Timmy Chalamet) sobre casamento como uma posição econômica para as mulheres e o aspecto triste de desistir da pintura, sabendo que ela nunca conseguiria viver disto. É aqui que ela declara que quer ser “ótima ou nada”.

“O que é maravilhoso nessa cena é que eu certamente me senti dessa forma também,” Florence revela. “É claro que você quer ser a melhor. Você quer ser aquela que as pessoas apreciam, você quer que seu trabalho seja apreciado, e se não for, isso magoa.”

Uma fala direto do livro, Florence descreve esta cena como definidora das estacas para a Amy como uma mulher naquela época. Ela não pode simplesmente manter uma vida medíocre com sua arte e ao mesmo tempo se esforçar para obter o melhor resultado possível. Nós simpatizamos com uma mulher que precisa “desistir do seu ofício para sobreviver.”

Amy é uma mulher da época dela, mas também uma mulher desta época. Desistir da arte para um perspectiva mais econômica é algo que muitos artistas lutam contra todos os dias.

Como muitas garotas, Florence cresceu com ‘Adoráveis Mulheres’: “Todo o processo de descobrimento do livro com a minha avó foi um pedaço da minha infância que eu apreciava e amava.”

Eu menciono para Florence as nossas semelhanças na idade (recentemente completados 24 anos) e como muitos dos meus amigos estão tendo uma crise de um quarto de vida conforme vamos percebendo que nós estamos nos distanciando da nossa infância: “Eu entendo completamente isto!” ela exclama. “Eu acho que tudo é carregado por o quão bom era há muito tempo atrás. Eu sempre penso nisso. Eu sempre conto histórias da minha infância.”

Com três irmãos mais velhos, (quatro no total, como as irmãs March) há muitas histórias para contar: “Não tem um dia em que nós não xingamos uns aos outros ou apertamos a bunda um dos outros,” Florence ri pelo telefone. “Minha irmã está no quarto comigo agora e quando eu disse ‘apertar a bunda uns dos outros’ ela apontou para a bunda dela.”

Diferente do livro ou das antigas adaptações de ‘Adoráveis Mulheres’, neste novo filme, a infância e a fase adulta são demonstradas lado a lado. Para mim, isso nos encoraja a refletir sobre como quem você é quando adulto é moldado pela sua infância. Para Florence, é um lembrete de que “as coisas nunca mais serão iguais”.

É um pensamento sóbrio. “Independente do quanto você tente, você nunca vai conseguir recriar a sua infância.”

Isso não nos impede de querer tentar: é isso que leva a irmã de Amy, Jo, a escrever um livro sobre a vida delas. De certa forma, isto é o que leva a qualquer adaptação de ‘Adoráveis Mulheres’ e Florence se divertir tanto com sua personagem.

“Eu acho que o que é tão maravilhoso sobre isso é que você é constantemente levado a um senso de nostalgia, que é o que direciona toda a nossa vida. É sempre um senso de tentar se sentir da forma que você se sentiu uma vez, mas no momento você não tinha ideia de que você estava tão feliz.”

‘Adoráveis Mulheres’ pode ser um carimbo na infância de muitas garotas – mas perceber que você nunca pode voltar a ser criança não é tão assustador nesta nova adaptação de ‘Adoráveis Mulheres’. Se o livro e qualquer outra versão do filme era o que você precisava quando era criança, esse filme é o que você precisa como um jovem adulto.

Pela vez humanizadora de Florence como a “desagradável” Amy, ‘Adoráveis Mulheres’ demonstra o que significa ser uma jovem mulher ambiciosa, mas de uma forma que busca entendimento e reconhecimento. “Nós sempre vamos precisar que esta história seja contada,” Florence decreta.

Fonte: IndieWire

‘Adoráveis Mulheres’ é desenhado nas linhas de batalha em 1868, quando Louisa May Alcott transformou sua própria família e infância em o que se tornaria seu romance assinatura. Alcott substitui Jo é a heroína primária do livro, uma ambiciosa e jovem escritora desesperada para seguir seus trilhos no mundo. A irmã mais velha Meg tem ideias mais tradicionais sobre como ela irá passar sua vida, enquanto a irmã do meio Beth é dedicada a se preocupar com os outros (assim como a mãe angelical delas, Marmee) e a amar a família dela o máximo que ela conseguir por mais tempo que conseguir.

E aí tem a Amy. A bebê dos March por muito tempo foi vista como a briguenta, caçula mimada que bate de frente com uma das possessões mais amadas de Jo (uma viagem para a Europa, treinamento em artes clássicas e primeiro amor Laurie). Enquanto ela tem sido interpretada por muitas atrizes atalentosas ao longo dos anos – incluindo uma performance memorável de Kirsten Dunst na versão de 1994 de Gillian Armstrong e, mais recentemente, por Kathryn Newton na minissérie de 2017 da PBS – ela se manteve bem difícil de se digerir.

Graças à versão reveladora de ‘Adoráveis Mulheres’ de Greta Gerwig, tudo isso mudou. Com mais uma performance ganhadora de Florence Pugh, a estrela de ‘Midsommar’ e ‘Lady Macbeth’ que parece destinada a ganhar o título de “revelação” em cada filme que ela estrela, nós finalmente temos uma digna correção de décadas de animosidade com a Amy.

“Eu lembro que quando eu falei para os meus amigos que eu ia interpretar a Amy, eles ficaram tipo, ‘Ah, essa é a que eu odeio’, o que está tudo bem, porque essa é a única coisa que nós sabíamos sobre ela,” disse Florence em sua recente entrevista para a IndieWire. “Nós não tivemos a oportunidade. Nós nunca a enxergamos com criatividade. Ela nunca precisou discutir e explicar o por quê de ela precisar casar com alguém rico.” A atriz, no entando, ficou intrigada para interpretar alguém que tantas pessoas tem um “amor-barra-ódio.”

Florence disse que Greta tinha grandes ideias para a Amy desde o início. “Quando eu a conheci, ela ficou tipo ‘Eu realmente quero que ela seja mais. Eu quero que ela seja mais do que a irmã mais jovem e bonita que é uma pentelha, queima o livro e consegue o cara,'” Florence disse. “Isso é o que as pessoas realmente sabem sobre ela. É tão fácil gostar e adorar a Jo, porque ela representa tudo que nós queremos ser como pessoa. Nós queremos ter a cabeça firme, nós queremos ser insubordinadas, nós queremos saber o que é certo, nós queremos ganhar nosso próprio dinheiro e nós queremos ser a primeira mulher a fazer isto.”

Quando o livro da Louisa começa, Amy tem apenas 12 anos de idade. Florence tinha 22 quando ela interpretou a personagem, mas ela conseguiu encarnar o espírito da Amy de uma forma que ela informa a adulta que ela se torna durante o curso do filme.

“Nós esquecemos que a Amy está nesse lugar doce de quase aparentar uma adulta, mas sendo uma completa criança e eu acho que todas as mulheres já passaram por essa situação, em que elas tinham provavelmente 12 anos, mas elas aparentavam ter 14, 15, então tudo o que é preciso é que você diga uma coisa e você parece ter 10 anos de novo,” ela diz. “Eu sinto que a Amy fica pulando constantemente entre isto. Ela está nessa posição de não saber lidar com as emoções dela, não saber como canalizá-las, não saber como dizer que ela está chateada.”

Florence começou a filmar ‘Little Women’ após interpretar outra clássica personagem que não sabe exatamente como dar voz às suas emoções no filme de terror de Ari Aster, ‘Midsommar’. E, sim, as personagens são MUITO diferentes, mas Florence as vê em relação uma com a outra.

“Eu fiz ‘Midsommar’ e eu me diverti muito gravando, mas foi obviamente um film e estressante de se gravar,” ela disse. “Foi simplesmente uma daquelas batidas que suga tudo de você. Eu fui direto para ‘Adoráveis Mulheres’, que eu fico feliz por ter feito, porque isso significou que eu poderia apenas ser essa criança por três meses. Eu sempre digo que a Amy foi a minha terapia depois daquele filme. Na verdade eu não tinha pensado exatamente no que eu estava fazendo, quando ‘Midsommar’ saiu e eu assisti pela primeira vez, eu fiquei tipo “Ah, é por isso que eu fiquei triste. É por isso que eu fiquei triste por um ano.”

Enquanto sua estrela está em ascenção, Florence foi forçada a pular de projeto a projeto com pouco tempo entre eles. A agenda foi tão curta entre ‘Midsommar’ e ‘Adoráveis Mulheres’ que ela precisou perder as primeiras semanas de ensaios do filme de Greta, aparecendo fresca da vibe de luto e culto do Ari Aster. Florence disse que uma das partes favoritas de seu trabalho é se conectar com uma nova “família” em cada projeto, e ‘Adoráveis Mulheres’ aparentou ser o tipo de coisa que somente iria dar certo se ela e suas co-protagonistas Saoirse Ronan, Emma Watson e Eliza Scanlen se tornassem uma família.

“Então, eu cheguei atrasada,” ela disse com uma risada. “Eles já tinham feito mais ou menos duas ou três semanas de ensaio. Eu perdi isto e eu fiquei tipo ‘Ai meu Deus, e se elas já são melhores amigas e eu ficar excluída?’ eu apareci, ‘Ei, duas semanas atrasada. Estava só matando o meu namorado em um templo!’ Dois dias depois, nós começamos as filmagens e eu lembro de ser bem normal, todo mundo estava muito feliz e quase pareceu que eu não tinha perdido nem um dia.”

A conexão foi imediata e Florence diz que a produção desenvolveu uma “irmandade natural” entre o grupo. Assim como o estilo de direção de Greta, que requereu que todo mundo soubesse todas as suas falas rapidamente, tudo para elevar o roteiro falante e cheio de camadas.

“Você precisava saber as falas de frente pra trás e de trás pra frente,” ela disse. “Você precisava estar pronta para ter a resposta na ponta da língua. Eu acho que ter esse padrão que fez todas nós chegarmos todos os dias com um jogo nota 10, porque não havia tempo para desperdiçar. Vocês instantâneamente se conectam umas com as outras e vocês estão instantâneamente criando a mesma coisa juntas. Não apenas impulsiona a moral, mas mantém todo mundo na mesma página.”

A Greta mesmo saiu da página – bom, da página da Louisa – algumas vezes durante o curso de elaboração de seu segundo filme. Enquanto Jo se aventura em sua carreira de escritora em Nova Iorque, uma Amy florescente é escolhida para acompanhar a terrível tia das garotas, Tia March (Meryl Streep) em uma viagem à Paris. É lá que ela continua a desenvolver suas próprias aspirações artísticas, agarra-se à possibilidade de se casar com um cavalheiro rico e é reunida com Laurie (Timothée Chalamet), o amigo de longa data da família March que ela já adorava.

Greta passou um tempo significante com a Amy durante essas experiências, um intervalo do romance de Louisa, e o resultado de uma exploração mais profunda da Amy, que Florence incorpora lindamente. Mais importante, ela dà a Amy uma nova voz e perspectiva. Em um certo ponto durante a cena final do filme, uma Amy conflitante luta com a realização de que a sua arte não irá pagar as contas e o melhor caminho de ação para ela é se casar com alguém rico. Não é bobo; é terrivelmente e dolorosamente realista.

“Como mulher, havia um caminho claro de ter uma vida segura e isso era se você tinha os vestidos e a aparência, então adivinhem só? Você deveria tentar casar com um cara rico, porque isso seria a opção mais segura,” Florence disse. “Seus filhos iam ficar bem e você iria ter uma vida boa. Eu acho que Greta apenas deu à Amy uma oportunidade de expressar isto. Você não poderia simplesmente ganhar seu próprio dinheiro e ser pintora. Não era assim que as coisas aconteciam. O que ela está fazendo era a coisa mais realista e mais sábia para uma mulher se fazer naquela época.”

As descobertas de Amy culminam em um discurso que ela faz para Laurie, que é tanto impaciente para fazer com que a Amy seja dele quanto desanimado que ela aparenta pensar que casamento é a única forma de ela correr atrás de uma vida confortável. Graças à Meryl Streep que pressionou Greta a escrever um monólogo tão pontual e eloquente para Florence, que administra tanto com raiva e aceitação duramente conquistada.

“Aparentemente, a Meryl falou para a Greta: ‘O que você precisa colocar nesse filme é que as mulheres não tinham direito à nada. Elas não tinham direito nem aos seus próprios filhos e que se elas tivessem filhos, eles pertenceriam ao marido delas,” Florence disse. “Para que todo mundo percebesse apenas o quão sombrio era e o quão injusto era, o que instantâneamente dà a Amy o direito de querer casar com um cara rico em um nanosegundo.”

Florence disse que a cena original foi escrita como “uma das suas maiores cenas”, mas Greta acrescentou o discurso bem antes de filmarem.

“No dia, a Greta disse, ‘Ei, tem essa coisinha aqui que eu quero que você diga,’ e aí ela me entregou este pedaço de papel escrito a mão que tinha essa coisa que era deste tamanho,” Florence disse. “Eu lembro de todas as tomadas que eu fiz. Chegou a um certo ponto que eu fiquei tipo ‘Não cometa erros, não cometa erros, não cometa erros, não cometa erros.’ É a primeira vez que ela prova que a Amy tem uma cabeça sobre os ombros e ela sabe do que está falando e não, ela não está apenas pensando nessa vida glamurosa em que ela pode vestir grandes vestidos. Ela está ciente do preço que ela pagará se ela não se casar bem. É muito necessário.”

Depois de ‘Adoráveis Mulheres’, Florence gravou o spinoff de ‘Viúva Negra’, de Cate Shortland, ao lado de Scarlett Johansson. À caminho, Florence disse que o filme da MCU é dirigido por muitos dos mesmos elementos que foi o combustível de ‘Adoráveis Mulheres’.

“A Cate foi tão boa em ser tão vigilante em manter esta história crua e dolorosa,” ela disse. “Gira em torno de emoções e é sobre essas garotas quebradas tentando se unir novamente e tentando consertar uma coisa que aconteceu. É sobre consertar si mesmo e como você faz isto. Como uma ideia para um filme da Marvel e como uma jovem mulher, é tipo “Ai meu Deus, isso é incrível”. As jovens mulheres irão ver isto e elas irão assistir a Scarlett em seu elemento e elas vão assistir esse enredo e isso é apenas uma coisa positiva.”

As reações ao primeiro trailer do filme têm sido muito positivas e até mesmo Florence confessa um certo alívio. “Como atriz, quando você faz um filme, as pessoas podem dizer como vai ser, mas até você ver, você não tem ideia se as pessoas estão tentando criar alguma coisa diferente,” ela disse. “Quando eu assisti apenas a luta, a forma que ela é tão corajosa, parece tanto um filme do Bourne, Jason Bourne! Assistir foi muito legal e eu dei tipo um soquinho poderoso. Eu pude assistir a própria viúva negra em ação.”

Florence disse que a sua família de ‘Viúva Negra’ foi tão maravilhosa quando a de ‘Adoráveis Mulheres’. Ela brincou que ela e seu colega David Harbour tem o tipo de amizade em que ele a vê cutucando o nariz “a maioria das vezes”. Aquele tipo de confissão excêntrica que não deve surpreender os fãs que seguem Florence em suas redes sociais. Em sua conta do Instagram, ela compartilha fotos e vídeos de tudo, desde ela se preparando para eventos até dançando em sua garagem. Ela não é uma pessoa fresca, mas é charmosa.

“Redes sociais são tão estranhas e eu acho que nós esquecemos que compartilhar apenas partes específicas da sua vida é a coisa mais esquisita,” Florence disse. “Este é o motivo número um de tantos adolescentes estarem deprimidos e eu estou completamente ciente disso, adivinhem o por quê? Isso me deixa deprimida. Então, se isso me deixa deprimida, então o que está fazendo com crianças que são simplesmente normais, crianças habituais? Ter uma irmã mais nova que cresceu com isto, eu sou tão cautelosa com o que isto está fazendo com ela e como isso nunca acaba agora quando ela acabar a escola.”

Florence não fica esbanjando palavras como “plataforma” ou “alcance”, mas é claro que ela entende crescente influência e quer elevar isto da melhor forma possível.

“A forma que eu vejo que é, eu preciso ser o mais real e mais pé no chão possível,” ela disse. “Está tudo bem sentir a si mesma algumas vezes. Está tudo bem postar uma foto maravilhosa, porque isso também é a vida. Mas você precisa mostrar os pontos e você precisa mostrar as peculiaridades, e você precisa mostrar a sua cara inchada, porque eu ia me sentir um pouco traidora se eu fosse fingir que isto é o normal. E não é.”

Ela não é rápida em se reconhecer como a garota do momento, independente de quantas pessoas gostariam de rotulá-la com esse apelido. Ela está focada no trabalho e se isso significa que mais pessoas irão ver, claro, a chamem de garota do momento.

“Ser uma ‘garota do momento’ significa diversas coisas para diversas pessoas em diversos momentos da sua vida por diversos filmes que você faça,” ela diz. “A forma que eu descreveria isto na minha cabeça é ‘Ah, uma certa quantidade de pessoas realmente respondeu ao trabalho que você tem feito e elas não sabem como resumir isto, então elas irão te chamar de a garota do momento.; As pessoas estão me vendo e as pessoas estão sentindo coisas com o trabalho que eu estou fazendo e, como atriz, esse é o melhor sentimento de todos. É isso que nós buscamos.”

Florence Pugh foi listada pela W Magazine como uma das melhores performances de 2020. Juntamente com Scarlett Johansson, Chris Evans, Adam Sandler, e outras estrelas, a revista divulgou uma rápida entrevista com Florence e duas fotos de um ensaio fotográfico exclusivo feito pelo fotógrafo Juergen Teller. Confira a tradução e as fotos a seguir:

“Eu sempre quis ser atriz, desde que eu tinha 6 anos. Naquela época, no caminho da escola, eu fingiu que a minha casa tinha pegado fogo e eu conseguia chorar uma lágrima até chegarmos à escola. Eu era uma criança bem dramática.

Você interpreta a Amy March, frequentemente rotulada como a mais malvada das irmãs em ‘Adoráveis Mulheres’.
Sim, ela é A vadia. Mas eu amo a Amy. Ela é tão sapeca e deliciosa. Nos livros, eu sempre me interesso pela criança malcriada, então interpretar a Amy foi uma diversão completa para mim e eu podia ficar comendo em todas as cenas.

Quando você começou a atuar, você tinha um look para audições?
Eu sempre tentava vestir alguma coisa brilhante e colorida. Eu ia vestindo flores enormes ou com um cabelo doido. Então, eles ficavam tipo “Ah, sim – lembra aquela menina do cabelo esquisito.”

Seu papel de sucesso foi em ‘Lady Macbeth’. Houveram muitas cenas de sexo.
Sim! Quando você assiste uma mulher desviar o seu caminho para encontrar sexo e curtir? Ela estava tão acostumada a ser amarrada e mantida trancada. Toda vez que ela está pelada, a plateia diz “Isso – vai, garota”.

Crescendo, você tinha um filme favorito?
Eu amo Romeu e Julieta. Eu já fantasiei casar com o Leonardo DiCaprio umas centenas de vezes. Mas principalmente, eu queria ser um menino. Por muitos muitos anos da minha vida, eu realmente queria fazer xixi em pé.

Confira as fotos clicando nas miniaturas abaixo: