Como já sabemos, Florence Pugh tem concedido várias entrevistas e comparecido a diversos eventos para promover seu novo filme ‘Adoráveis Mulheres’, Little Women, que estreia em janeiro de 2020 no Brasil. A edição de novembro da revista Entertainment Weekly conta com uma entrevista exclusiva de Florence. Confira a tradução e o scan da revista a seguir:

Amy não é exatamente a irmã March mais popular. Como você se sentiu inicialmente ao pegar o papel?
Eu nunca desgostei dela, então eu acho muito engraçado que as pessoas ficam tipo ‘Meu Deus! Você está interpretando a pior irmã!’. Há algo bem carinhoso sobre alguém que diz exatamente o que pensa. Eu colocando meus dedinhos ao interpretar tanto a versão mais jovem quanto a mais velha foi tipo ‘Ai meu Deus, o que vai acontecer?’

O relacionamento de Amy com Jo é muito mais focado nesta versão. Como você e Greta abordaram isto?
Eu imagino que as pessoas odeiam (a Amy) porque ela nunca foi tanto o foco. Você nunca entende de verdade o porquê dela e Laurie ficarem juntos; você fica querendo que fosse Jo e Laurie, então isso não faz muito sentido. Conforme um Conto de Fadas, esta não é a forma ideal: deixar a irmã malcriada ficar com o garoto. Mas ao fazer este trabalho, sempre foi muito claro que este elenco era muito unido e Greta realmente queria contar a história destas garotas, não apenas um lado. Foi muito fácil trazer isto à tona (para Amy). Ela merece um pouco do holofote e eu espero que as pessoas a vejam e pensem “Eu entendi. Agora eu entendo ela”.

Você, Saoirse Ronan, Emma Watson e Eliza Scanien realmente parecem ser irmãs. Vocês também ficaram próximas fora dos estúdios?
Nós não estávamos fingindo nenhum daquelas lutas, discussões ou abraços. Nós estávamos vivendo (juntas); quando eu cheguei lá, nós tínhamos que nos situar e nos conhecermos bem rápido. Isto, para mim, foi fácil porque todos nós entendíamos umas as outras e temos o mesmo senso de humor. Nós jantávamos juntas: toda semana nós tentávamos fazer um jantar e tirar uma soneca juntas no fim da tarde. Naquele ponto, já estava ficando frio e confortável, então todas nós estávamos tomando vinho quente e cozinhando Bolonhesa. Foi muito puro.

Você também teve a oportunidade de contracenar muito com Meryl Streep (como Tia March). Você ficou intimidada?
Por incrível que pareça, não. Quer dizer, sim, obviamente. Mas quando você está com alguém que apenas respira e você fica fixado nesta pessoa, você sente uma paz. Não importa o que você faça; eles estão lá e eles farão magnificamente todas as vezes. Não tem nada melhor do que atuar com alguém que é incrível. Faz você se sentir incrível. Esta é a melhor forma de resumir atuar em uma cena com a Meryl Streep. (risos)

Por quê a versão de 2019 de ‘Little Women’ é importante?
Toda geração precisa. Eu não acho que nós vamos parar algum dia de fazer histórias sobre quatro mulheres em um tempo em que diziam para elas que elas não podiam fazer as coisas e, mesmo assim, elas fizeram.

A edição de dezembro da revista Empire traz uma entrevista exclusiva com as atrizes Saoirse Ronan, Emma Watson, Florence Pugh e Eliza Scanlen, que interpretam as irmãs March em ‘Adoráveis Mulheres’ (Little Women), filme que estreará em janeiro de 2020 no Brasil. A entrevista divertidíssima foi realizada por ninguém menos que Greta Gerwig, a roteirista e diretora do filme. Confira os trechos da entrevista em que Florence é entrevistada:

HOUVERAM MUITOS ASPECTOS EMOCIONANTES em fazer ‘Adoráveis Mulheres’ (Little Women) – a chance de dar vida a uma história e a personagens que foram tão próximos a mim, que eles quase pareciam que pertenciam à minha própria autobiografia, o desafio de me alongar em uma tela cinemática grande, construir o mundo dos anos 80, criar um grande ambiente para esta grande história para desdobrar, brincar intelectualmente com a interseção das mulheres, arte e dinheiro, que é sempre o que eu achei que fosse do que o livro verdadeiramente se tratava, para finalmente escrever um final que Louisa May Aleott talvez realmente fosse gostar. Mas tudo isso desapareceu em comparação à emoção final de trabalhar com o elenco genial que concordou em emprestar seus talentos para este projeto.

Como você descreveria ‘Adoráveis Mulheres’ (Little Women) para alguém que acabou de chegar de outro planeta? Presuma que você não tenha que explicar o que são irmãs ou o que uma família é, mas eles não sabem de mais nada.
Há quatro irmãs e cada uma delas são incrivelmente diferentes. Objetivos diferentes, interesses diferentes, jornadas diferentes. Tirando isto, todas elas amam e respeitam o fato de elas terem esta vibrante e alta vida em casa. Elas brigam, elas batem, elas beijam e abraçam. Repita.

O que o seu personagem estaria fazendo se ele estivesse vivo hoje? Quer dizer, tipo, não se eles tivessem 200 anos de idade, mas se eles tivessem nascido nos anos 90, como vocês. (…) O que vocês acham? Quem as irmãs March seriam agora?
Eu imagino que a Amy seria completamente aterrorizante e incrível, da mesma forma que ela é no livro. Ela ainda estudaria artes, talvez atê cerâmica. Eu definitivamente acho que ela estaria no controle e se sentiria imponderada em ganhar seu próprio dinheiro. Ela jogaria o jogo da garrafa e saberia todas as regras e como encontrar brecha nelas. Ela odiaria Banco Imobiliário, porque Jo iria ganhar. Ela amaria e provocaria a Beth por suas péssimas escolhas por sapatos e sempre ligaria para a Meg, independente de onde ela estiver no mundo, para ela explicar demais o lado ‘dela’ de qualquer história, sabendo que a Meg ia acabar concordando.

Inversamente, me conte sobre um momento que você pensou ‘Eu arrasei!’. Ou se você for muito modesta para declarar vitória, conte algo que foi ridiculamente divertido gravar ou ensaiar.
Eu acho que não teve um momento específico que eu me senti “Arrasei!”. No entanto, em qualquer cena que a Amy tinha a chance de ser irritante, atrevida e deliciosamente graciosa eu AMAVA! Me empinar por aí em anáguas enormes por e irritar a Saoirse em uma cena eram definitivamente os melhores dias.

Qual sua maior semelhança com a sua personagem?
A excitação dela pela vida e pela criatividade. A honestidade com os sentimentos dela. A habilidade de Amy de rir apaixonadamente e chorar, tudo dentro dos mesmos 10 minutos. O amor total e completo por suas irmãs.

Qual o seu palavrão favorito de ‘Adoráveis Mulheres’ (Little Women) – bem como “capital!”, “Christopher Columbus!”, “minxes!”) Por favor, use em uma frase moderna de uma forma que assustaria a Tia March.
“Eu vou tomar uma xícara de chá e não vou usar o porta-copo na mesa, porque eu sou muito ‘atrevida’.”

Qual é o objetivo das saias de balão? Não, sério mesmo, para que serve o balão? Criar um perímetro definido? Porque mulheres que parecem um sino são sexy? Se você não sabe, por favor invente alguma coisa divertida.
O objetivo das saias de balão é acentuar a metade de baixo do corpo de uma mulher porque faria (eu acho) a sua cintura parecer maior e mais atraente. E é por isso que você tem um espartilho para colocar na barriga e um balão para alargar seus quadris. Para criar uma ilusão super sexy.

O que você aprendeu ao fazer o filme ou das irmãs que vocês interpretaram que você vai levar com você para sua vida verdadeira?
Não dói ser sincera, mas saiba quando parar. Não dói ser ousada, mas saiba que você pode ser fraca também. Está tudo bem aceitar que você quer algo diferente e está tudo bem ser egoísta quando descobrir o que quer.

Florence Pugh primeiro aprendeu que ela amava trabalhos com façanhas e coreografias com lutas enquanto interpretava a lutadora da vida real Paige, no filme desde ano, ‘Fighting With My Family’. Mas é seguro dizer que aparecer como Yelena Belova, a “irmã mais nova” da super heroína de Scarlett Johansson em ‘Viúva Negra’, levou as coisas para um outro nível.

“Essa foi a parte mais legal de fazer isto,” disse Florence. “As façanhas tinham essas duas assassinas que precisavam se mover incrivelmente e precisavam lutar uma com a outra.”

Quando nós nos sentamos para conversar com Florence, ela está no meio de um grande ano. Nós estamos conversando com ela após seu estrelato no filme de terror do Ari Aster com a A24, ‘Midsommar’, mas só em 2019 ela apareceu no supramencionado filme de luta e ainda tem a Greta Gerwig de ‘Little Women’ chegando em dezembro. Ela considera cada experiência uma oportunidade única para interpretar uma pessoa diferente e estranha. Mas entrar para os estúdios da Marvel realmente significa entrar em um novo universo, tendo em vista o quão sofisticada e estabelecida esta franquia multifacetada se tornou.

”Viúva Negra’ é outra grande e maravilhosa coisa que eu consegui alcançar, o que é totalmente louco,” disse Florence. “Eu tive um verão tão incrível com a Scarlett abrindo meus olhos para este universo todo… Nós nos divertimos tanto gravando e pareceu ser muito natural estar abusando dela e a amando, tudo na mesma frase.”

Ela sugere que Yelena e a Natasha Romanoff, de Scarlett, têm um vínculo tão forte quanto sangue, após as duas crescerem na ‘Red Room Academy’ na Rússia. No entanto, isso não significa que elas não irão se estranhar.

“Elas certamente têm um relacionamento de irmãs. Elas dividem as mesmas dores, compartilham as mesmas batalhas; elas irritam uma a outra, elas se amam; elas se movimentam da mesma forma; elas certamente interpretam uma a outra perfeitamente.” disse Florence.

Sobre gravar um filme da Marvel, Florence considera que isto seja um daqueles momentos de “me belisca” da vida, em que ela pode se sentir grata por passar um verão inteiro imergindo si mesma na fisicalidade de como super heróis são feitos. Isso inclui algumas façanhas incríveis e preparação para combate, como nós vimos no vídeo transmitido na San Diego Comic-Con no início do ano, que exibia Natasha e Yelena pegando suas armas uma para a outra e revertendo isto para uma briga em uma cena de luta que não ficaria deslocada em um filme de Jason Bourne.

“A coisa mais legal para mim foi que eles gostam tanto de você quanto você quer,” Florence explica. “Eu sabia que eu amava todas essas coisas desde ‘Fighting With My Family’, então logo que eu cheguei lá eu aprendi com estes incríveis lutadores e lutadoras. Basicamente, é o trabalho deles te ensinar como ser o melhor… Todas essas pessoas únicas que vêm do mundo inteiro que sabem artes marciais ou tem o dom de lutar com facas, e é bizarro e único.”

Ela continua, “Então eu estava no armazém por mais ou menos um mês, tentando aprender tudo que eu precisava e depois eu colocava em prática. É um trabalho muito duro, mas, acima de tudo, eles ficam tão empolgados com você quanto você mesma… E eles ficam lisonjeados se você sequer quer fazer uma estrela, deixar para lá se você quer se envolver com a luta.”

Fonte: Los Angeles Times

Florence Pugh está rapidamente deslizando o dedo em seu iPhone procurando por Pam.

“Espera um pouco, espera um pouco,” ela diz. “Eu vou achar. Cadê a Pam? Ai, isto está me matando.”

Pam não é o nome da amada cadela da atriz, nem de uma de suas três irmãs. Pam é o nome que Florence deu para sua colega de elenco, Saoirse Ronan, no set da adaptação de Greta Gerwig de ‘Little Women’.

Florence concedeu o alter-ego à Saoirse após gravar uma das mais memoráveis cenas do romance clássico de Louisa May Alcott: quando Jo March (Saoirse) revela que ela secretamente cortou suas longas tranças. Suas três irmãs ficam horrorizadas – “Meu Deus, Jo. Por que você fez isso? Sua única beleza!” chora Amy (Florence), a irmã mais nova – mesmo tendo Jo sacrificado seu cabelo para conseguir dinheiro para a recuperação do pai doente.

Entra Pam. Quando ela começou a filmar, Saoirse tinha cabelos loiros e longos que se enrolavam até quase a cintura. Após cortar o cabelo, no entanto, ela foi forçada a usar uma peruca horrorosa: é quase um moicano, mas mais uma trança com uma vibe desleixada de Owen Wilson.

“E foi aí que a Flo surgiu com esta personagem chamada Pam,” relembra Saoirse, 25 anos. “Pam é da Austrália e Pam tem muitas opiniões sobre o que está acontecendo.”

“A Pam faz tricô entre as gravações,” Florence, 23 anos, diz, repentinamente parecendo que ela é de Melbourne ao invés de Oxfordshire. “Saoirse ficava sentada com seus chinelos, tricotando os pés dela entre as gravações com essa roupa ridícula, e foi foda.”

Ela continua a deslizar por suas fotos, freneticamente procurando provas de Pam e parando apenas para dar mordidas em seu croissant de chocolate. Saoirse se senta em frente sua colega de elenco no ‘Chateau Marmont’ e após pedir um pastel para si mesma, rapidamente começa a responder a maioria das perguntas sobre ‘Little Women’.

(…)

Saoirse para quando Florence, finalmente encontrou a foto que ela estava procurando e mostra seu telefone empolgada.

“Ah, você quer só mostrar a Pam,” Saoirse diz, rindo. “Você não está nem aí.”

“Eu estou aí sim,” diz Florence. “Mas você está pronta para a Pam?”

Fica fácil, neste momento, entender o motivo de Greta ter escolhido as duas atrizes em seus respectivos papéis.

(…)

Florence, por outro lado, é essencialmente uma novata em Hollywood – acumulando créditos em uma velocidade rápida e ainda, relativamente, com a guarda baixa. Seu primeiro papel de protagonista, em 2016, foi na adaptação britânica de ‘Lady Macbeth’, que acabou dando à ela sua nomeação ao BAFTA e, pouco tempo depois, ela conseguiu o papel de protagonista no filme produzido por Dwayne Johnson de luta ‘Fighting With My Family’. Ela estava prestes a viajar para gravar o thriller ‘Midsommar’, quando Greta estava organizando ‘Little Women’ e enviou uma gravação para a diretora após a própria diretora pedir.

“Nós queríamos algo que nós pudéssemos mostrar para todo mundo, porque ela é menos conhecida,” disse Greta. “Eu precisava que ela estivesse na mesma categoria de peso que Saoirse – alguém que pode realmente ser igualmente formidável. E ela foi esta pessoa. Eu mudei as gravações por ela, porque eu queria muito que fosse ela.”

Saoirse diz que “cresceu” com a versão de 1994 de ‘Little Women’, mas Florence está mais familiarizada com o livro de Alcott. A avó dela lia para ela todos os finais de semana, criando vozes diferentes para todos os personagens.

“Ela odiava a Amy”, Florence diz. “Ela sempre dizia, ‘Que garota perversa!’ É tão fácil amar a Jo, porque ela representa tudo que nós queremos ser. Ela tem uma voz e ela sai por aí e não está nem aí. Mas lendo o livro quando eu estava mais velha, eu percebi que tudo que a Amy diz é perfeito. Eu amo uma pessoa malcriada em um livro. É a minha coisa favorita de se ver, alguém fazendo estragos. Todos nós queremos ser Jo, mas, realisticamente, eu definitivamente acho que há mais pedaços de mim na Amy.”

O elenco chegou duas semanas antes das filmagens (…)

Florence, no entanto, – ainda no meio das gravações de ‘Midsommar’ – foi a única do elenco que perdeu o período de ensaios. Mas a diretora enviava mensagens de voz de como foi o dia de trabalho, para que ela não ficasse muito por fora, Florence, no fim, achou que a separação do resto do elenco foi útil.

“No início nós ficávamos ‘Ai meu Deus, ela não vai estar aqui,’ e parecia que todos nós precisávamos ficar juntos,” disse Saoirse. “Mas na verdade, você disse tudo quando você chegou lá, Flo – a Amy meio que anda em seu próprio caminho. A Amy e a Jo são bem parecidas, na verdade, neste sentido a Jo fica ‘Eu vou fazer isto’. E a Amy é tipo ‘Vão se foder, eu vou fazer isto sim.’ Elas querem coisas diferentes, mas as duas têm um espírito muito desafiador.”

“As duas tem personalidades insubordinadas,” acrescenta Florence. “Mas eu não acho que elas sejam inimigas ou rivais.”

“Eu acho que uma é tão feminista quanto a outra,” Saoirse continua, “porque as duas sabem o que querem e correm atrás.”

Fora das telas, o jovem elenco desenvolveu uma relação de irmandade também. Após uma semana de divulgação do filme para a imprensa e membros de corporações em Los Angeles, Florence disse que elas enviaram um vídeo para a Scanlen – que não podia estar lá devido a um conflito de trabalho – falando para ela “não ficar triste por não estar lá,” ou medo de estar perdendo tudo. E mesmo Florence dizendo que ela já pediu para Saoirse um guia de estudo para a temporada de premiação, a atriz mais velha diz que ela está orgulhosa de ver Florence navegar entre a agitação da atenção da mídia.

“Quer dizer, eu não penso em você como sendo tipo uma novata ou algo do tipo,” Saoirse diz. “Mas o que é empolgante de ver você fazer isto, Flo, é que eu acho que ninguém viu você deste jeito antes. Ela é tão engraçada neste filme e as pessoas ainda não viram isso.”

“É verdade, elas não viram,” Florence concorda. “Eu acho que as pessoas estão reagindo positivamente porque isto é tão diferente – eles ficam tipo, ‘O quê? Você pode ser uma criança agora?’ Nenhum dos meus filmes foi para o mesmo público.”

“Tem sido muito incrível ter você durante os painéis,” Saoirse diz. “E o que é legal disto é que alguns dos meus amigos me perguntaram: ‘Você acha que ‘Little Women’ vai até o fim?’ e eu digo para eles, ‘Quem sabe? Não dá para saber.’ Nós temos apenas que ficar juntas e ficar ‘Foi ótimo até agora.'”

Fonte: Den Of Geek

Florence Pugh está tendo um enorme 2019 com lançamentos que incluem ‘Fighting With My Family’, ‘Little Women’ e novas produções tão gigantescas quando ‘Viúva Negra’, da Marvel. Mas mesmo no meio da promoção massiva da história da super heroína, o poder de um outro lançamento de 2019 pode ser sentido. Os servos de ‘Midsommar’ é quase sobrenatural na Comic-Con, de todos os lugares, uma mão cheia de ‘Rainhas de Maio’ sentam na plateia aplaudindo.

“Todo mundo gosta de uma mulher levemente louca matando seu namorado em um templo, certo?” Florence ri.

Para um filme que foi lançado há apenas alguns meses, ‘Midsommar’, de Ari Aster e A24, tomou uma marcante vida própria. Há quem diga que há um culto se formando em volta da heroína Dani Ardor e da ‘Rainha de Maio’ que ela se transforma. Interpretada pela promissora Florence Pugh, Dani é tipo uma mistura de sentimentos bravos que, seis meses após uma tragédia, nunca se permitiu a se curar. O que talvez seja o motivo de tantas pessoas se identificarem com ela nos momentos finais do filme, quando ela reinvindica sua coroa de flores. Uma mulher enlutada e traída que tem uma decisão difícil para tomar.

Diante da escolha de deixar um estranho ou seu namorado Christian (Jack Reynor) ser queimado vivo, enquanto costurado em pele de urso, ela escolhe o segundo. Para ser justo, as duas metades do casal foi drogada com tantos psicodélicos que é plausível especular que nenhum deles esteja completamente consciente dos procedimentos. É um ponto que Florence faz quando nós tivemos a chance de falar com ela sobre ‘Midsommar’ no início desta semana.

O quão ciente você está sobre a crescente popularidade da ‘Rainha de Maio’?
Todos se curvem à Rainha de Maio! Sim, por favor! Eu não sabia… Bom, o fato de você ter me perguntado sobre isso deve significar que certamente está crescendo, mas, quer dizer, que ícone incrível para ter de inspiração. Quer dizer, ela tem vestidos bem fantásticos!

Ela parece está se tornando uma heroína folk para términos ruins.
Possivelmente, sim. (Risos) Eu acho que isto é muito empolgante. Eu acho que todo mundo gosta de uma mulher levemente louca matando seu namorado em um templo, certo? É um jeito estranho de terminar um filme e isto certamente cativou a atenção de todos. É muito legal. Eu acho que ela, Dani, merece toda a atenção. Ela têm sofrido por muito tempo. Então é excitante que as pessoas gostam do que vêem.

‘Midsommar’ é um filme sobre muitas coisas além de ser culto e ensolarado. Quais foram suas conversas iniciais com Ari sobre quem é a Dani e o que esta viagem significa para ela?
Então, nós nos mudamos para Budapeste umas duas semanas antes das gravações começarem e na maioria do tempo foi, obviamente, todos nós nos conhecendo e criando estas amizades e química entre nós. Então o resto do tempo foi nós tentando entender quem nós éramos. O tempo de ensaio é principalmente para os diretores entenderem quem são essas pessoas também.

Deve ser tão assustador ter escrito o roteiro e de repente todo mundo chegar para gravar o filme e você não conheceu todo mundo ainda. Estas são as pessoas que você escreveu. Então foi principalmente isto. Jack e eu passamos muito tempo juntos fazendo coisas tipo sessões de terapia em que o Ari era o terapeuta e nos perguntava como nós nos sentíamos em certas situações ou o quê nos fazia sentir. Então, quando nós fomos filmar, eu senti que todos nós já tínhamos um bom julgamento sobre quem nós éramos e o por quê de estarmos lá.

Em termos de viagem, eu não acho que esta seja uma viagem que ela queira ir. Eu acho que ela tem que ir, porque ela não tem ninguém. É quase como se ela tivesse que ir para se sentir normal e sentir como se ela estivesse com alguém e se sentir parte de algo. Eu não acho que nenhum deles realmente sabia no que estavam se metendo. Talvez Josh (interpretado por William Jackson Harper) sabia um pouco, mas eu acho que com ela, ela está apenas seguindo o namorado dela. O fato de que ela vai e que é recebida por uma comunidade tão amorosa que apenas quer ela para endereçar o que ela está sentindo e ser feliz é um grande passo na direção certa para ela.

Para este grande passo, como você entra na cabeça da Dani no fim quando ela está encarando o Christian em uma roupa de urso e ela precisa tomar uma decisão?
Bom, não foi necessariamente sobre entrar em uma cabeça. Eu acho que a coisa que sempre foi entendida, provisória e assustadora é que naquele ponto do filme, ela não está realmente ali; ela já teve sua quebra psicótica. E eu acho que este é o ponto do filme, para mim e para todos, para o Ari, foi o momento que nós não sabíamos se ela iria aparecer ou não. Se ela iria retornar.

Então quando ela essencialmente escolhe o Christian na roupa de urso (para queimar), a forma com que eu estava interpretando e a forma que eu coloquei na minha cabeça foi que parecia como se por um breve segundo ela sabia para quem ela estava olhando, ela sabia que ele tinha causado dor para ela, mas no fim, eu acho que ela se foi. Então aquela decisão toda, a forma que eu li originalmente no roteiro foi que ela não sabia exatamente o que ela estava fazendo.

Em termos de entendê-la naquela última cena, eu realmente queria que ela fosse o mais infantil e criança possível. Então quando ela está olhando para o templo sendo queimado, eu queria que ela quase se sentisse tão empolgada quanto se estivesse olhando para uma noite de fogueira e olhando para fogos de artifício no céu e realmente afastar qualquer forma adulta de ver o mundo. Ela está vendo apenas algo que brilha e está empolgada. Então foi meio daí que eu estava tirando e eu não queria que ela ficasse desconfortável quando nós acabássemos de filmá-la no fim. Eu queria que ela estivesse nova e empolgada e completamente inconsciente do que estava assistindo, o que eu espero ter conseguido transmitir.

Você ouviu diferentes opiniões nos últimos meses sobre o que aconteceu com Christian no fim?
É claro que sim. Este filme pega energia, velocidade e excitação. Tira tudo isto e nós estamos dando para alguém permissão para morrer. Nestas circunstâncias, de ele ser escolhido, não, eu não acho que ele mereça morrer. Sim, porque é um filme e sim, porque nós ficamos empolgados, e sim porque faz ela ser esta mulher que é no fim, obviamente, todo mundo está a favor disto. Mas, no fim, eu não acho que ninguém mereça morrer por ter traído outra pessoa. Sim, esta foi uma decisão muito ruim da parte dele. Mas ele não merece ser queimado em uma roupa de urso em um templo até a morte. Mas no fim nós estamos fazendo um filme do Ari Aster, então isto começa uma conversa. (Risos)

Eu acho que se tivesse qualquer pessoa normal naquela situação, a pessoa não escolheria que o namorado morresse. Eu não acho que ela estava consciente durante esta decisão, eu acho que ela estava olhando para um rosto familiar. Foi como eu interpretei, de qualquer forma.

Mas sim, muitas pessoas me falaram que possuem teorias e que acham que ela fazia parte daquilo tudo o tempo todo e que ela, na verdade, levou o namorado lá para morrer. Isso, em si, é excitante, o fato que as pessoas estão querendo pensar sobre isto que elas estejam querendo mudá-la e querendo ter suas próprias teorias. Fazer um filme que inspire criatividade desta forma é muito legal. Então eu amo os finais alternativos de todo mundo. Um dia desses eu estava pensando o quão legal seria se nós fizéssemos uma versão que ela fizesse parte disto? Ela acabaria o filme com uma simples risada (um canto de culto), porque eu acho que este seria um fim interessante também. Mas eu não sei. Não, ele não merece morrer. (Risos)

Você obviamente está tendo um grande ano entre isto, ‘Fighting With My Family’ e ‘Little Women’. Como você distingue cada experiência em sua cabeça para manter algo singular em cada um dos filmes?
Ah, eu não preciso tentar muito. Cada filme que você faz são dois meses da sua vida que você dedica seu sono, o tempo do seu dia. Eu não consigo confundi-los de forma alguma. Eu sou uma personagem diferente em cada trabalho e eu visto roupas diferentes em cada trabalho e eu incorporo pessoas completamente diferentes. Você está certo, eu tenho ido de formas consecutivas por um longo tempo, mas isso não significa que eu apago as memórias.

Eu acho que cada personagem que eu interpreto realmente significa algo para mim, e eu quero interpretá-la por dois meses e eu tenho que querer ser ela e lutar as batalhas delas e discutir por ela e pensar como ela pensaria. Não há nenhuma lembrança que se sobreponha à outra porque todas elas são tão diferentes e únicas e estranhas. Então eu não tenho problema nenhum neste aspecto. Especialmente não quando eu estou fazendo algo como ‘Midsommar’.