Fonte: Sunday Express

Florence Pugh tem um papel de destaque em um dos maiores filmes do ano e já tem um dos solteiros mais elegíveis de Hollywood em seus braços.

Aos 24 anos, o futuro da atriz britânica aparenta ser garantidamente dourado… E hoje ela busca ofuscar alguns dos maiores nomes do mundo. A estrela nascida em Oxford irá andar pelo tapete vermelho do Oscar pela primeira vez em su carreira após conseguir uma indicação por atriz coadjuvante por sua performance como Amy no drama de época ‘Adoráveis Mulheres’.

Florence, que compareceu na sexta-feira a noite em uma Pre Party da Academia com seu namorado – o ator Zach Braff, 44 anos – estava claramente empolgada com sua grande noite que estava por vir.

Ela disse: “Eu vou ter que ficar comportada durante a cerimônia, sentada ao lado de muitos dos meus ídolos. Talvez eu precise ir para algum lugar mais quieto mais tarde para uma caminhada, para que eu possa gritar por um segundo e colocar tudo para fora.”

A atriz começou sua jornada para a fama no drama de John Le Carre, da BBC, ‘Little Drummer Girl’. Agora, ela irá estrelar ao lado de Scarlett Johansson no filme de super herói, ‘Viúva Negra’ – previsto para ser lançado em maio – e encara dura oposição em sua grande noite.

Florence esquivou das perguntas sobre sua escolha de roupa para o tapete vermelho de hoje a noite enquanto saía da festa na sexta-feira à noite, vestindo um maravilhoso tomara que caia vestido curto mostarda, com saltos pretos e com seu cabelo preso para trás em um coque estiloso. Ela aparentava lisonjeada quando a estrela de ‘Scrubs’, diretor e escritor, Zach abriu a porta do carro para ela enquanto eles saíam da festa.

O casal sobreviveu ao fogo atirado por haters na internet, por causa da diferença de idade deles, mas Zach responde: “Eles podem falar o que quiserem, eles não vão mudar nada.”

Em um ano cheio de momentos “me belisque”, no meio de 2019, Florence Pugh ainda não tinha processado sua ascenção meteórica.

“Eu acho que o que é mais engraçado é que quando você está naquilo, você está constantemente ansioso para a próxima coisa,” ela disse em uma entrevista para o Sun. “Você raramente para e dá uma olhada a sua volta para ver quem te levou até ali e como você chegou onde você está.”

Aos 24 anos, Florence foi indicada para o seu primeiro Oscar por seu trabalho coadjuvante como Amy March em ‘Adoráveis Mulheres’, de Greta Gerwig.

Há apenas três anos, Florence ainda não tinha aparecido em um filme de Hollywood, mas com três performances reveladoras em 2019 – incluindo ‘Adoráveis Mulheres’, o hit de terror ‘Midsommar’ e ‘Fighting With My Family’, que foi levemente baseado na história da estrela do WWE Paige – Florence foi praticamente do completo anonimato para um dos novos rostos mais promissores de Hollywood.

Em março, ela vai se unir ao Mundo Cinemática da Marvel como Yelena em ‘Viúva Negra’, ao lado de Scarlett Johansson, Rachel Weisz e David Harbour.

Ao ser perguntada sobre o enredo do filme em junho do ano passado, Florence foi esperta o suficiente para responder “Na verdade eu não sei o que eu devo dizer, então eu vou dizer: sem comentários.”

Mas a variedade de papéis que ela está disposta a aceitar demonstra que a atriz britânica quer ultrapassar barreiras e pisar em áreas que são estrangeiras para ela.

Ela admitiu não ser fã de terror, mas disse que o filme de Ari Aster, ‘Midsommar’, foi um conto que ela não pôde recusar. “Tem uma paleta de cores completamente diferente e um ritmo completamente diferente,” ela disse. “Não é visualmente estimulante e brinca completamente com todos os seus sentidos.”

A diversidade dela de gêneros deu à Florence uma qualidade parecida com a de um camaleão, que é algo que ela ama. “Quando você está emocionalmente investida em uma história, é realmente excitante assistir,” ela disse. “E certamente atuar em um desses filmes é excitante.”

Florence revelou que o desejo de atuar surgiu em uma idade jovem. A mãe dela é professora de dança e todos os irmãos dela trabalham na esfera criativa como atores e músicos (seu irmão mais velho, Toby Sebastian, interpretou Trystane Martell em ‘Game Of Thrones’). Então parecia que Florence foi destinada para o sucesso.

Quando jovem, ela também postava vídeos de si mesma cantando músicas de Damien Rice, Tracy Chapman, Oasis e Jack Johnson no Youtube sob o codinome de Flossie Rose. Nos vídeos, os quais ela atualizou a última vez há três anos, Florence é emotiva, dando pistas do seu futuro estrelato. Florence recebeu sua primeira aclamação por sua atuação em ‘The Falling’ em 2014. Isto levou a mais aclamações críticas por seu trabalho em ‘Lady Macbeth’, o qual estreou no Toronto International Film Festival em 2016. Ela seguiu com papéis pequenos ao lado de Liam Neeson em ‘The Commuter’, Chris Pine em ‘O Legítimo Rei’ e Alexander Skõrsgard em ‘The Little Drummer Girl’ em 2018.

Quando ela conversou com o Sun, nós a perguntamos qual versão mais nova de si mesma pensaria onde ela iria terminar. “Na verdade eu não sei qual Florence de quatro anos atrás pensaria,” ela disse.

Com ‘Viúva Negra’ – situado imediatamente após o filme de 2016 Capitão América: Guerra Civil – no horizonte, algumas pessoas especulam que o personagem de Florence, Yelena Belova, vai ter um papel maior na MCU. Porquanto, nos quadrinhos, Yelena se torna a segunda ‘Viúva Negra’.

Mas uma coisa é certa, Florence vai continuar se certificando que seu bom ano garanta que os blocos de construção da sua carreira que ela espera que seja cheio de escolhas desafiadoras.

“Meu pai me disse para lembrar de continuar cheirando rosas e ele me força a apreciar tudo até então,” ela disse. “Às vezes eu volto a lugares que eu tive grandes momentos e eu penso um pouco, me sento e dou a mim mesma um tempo para levar a mente para o passado. É bem legal fazer isso. É legal voltar e dizer a si mesma “Você está indo bem.”

Fonte: Mirror Online

Cabelo de cabeceira de cama bagunçado, uma complexão sem maquiagem e lençóis alinhados a volta dela precariamente enrolados.

Esse é o momento bem real de quando Florence Pugh descobriu que seus sonhos se tornaram realidade – ela foi indicada para um Oscar aos 24 anos.

Na cama, porque ainda era de noite em Los Angeles na hora, a estrela compartilhou o momento com o mundo, usando a palavra de quatro letras claramente dita, que relevou um pouco do quão pé no chão a atriz é.

É uma atitude bem pé no chão para uma atriz, que é mais conhecida em seu país natal por estrelar em ‘The Little Drummer Girl’ da BBC, mas à beira do estrelato.

Sua avó Patricia Mackin disse que ela é como sempre foi: “Ela é simplesmente a mesma garota que sempre foi, com os pés no chão – a mesma garota normal que nós sempre conhecemos e amamos.”

Seu pai dono de restaurantes, Clonton, disse este fim de semana que ela é bem especial também: “Florence é uma em um bilhão. Você não cruza com Florences com frequência.”

A retratação de Florence de Amy March em ‘Adoráveis Mulheres’ de Greta Gerwig a levou à prestigiosa indicação por melhor atriz coadjuvante, onde disputa ao lado de pesos pesados de Hollywood como Margot Robbie, Scarlett Johansson, Kathy Bates e Laura Dern.

Ela definitivamente é uma pessoa que devemos ficar de olho, não apenas indicada ao Oscar, mas a capa da edição de fevereiro da revista Vogue, estrelando no próximo filme de super heróis da Marvel, ‘Viúva Negra’ e há muito tempo chamada como a próxima Kate Winslet.

Ela foi uma das poucas pupilas que frequentava a St Edward’s School de 30.000 libras por ano, em Oxford, que fez audições para o filme de 2014, mas a única que chamou a atenção da equipe.

A diretora Carol Morley relembrou após tudo: “Todas as pessoas que fariam o teste estavam muito quietas e eu simplesmente disse “Vocês não acreditam que ela é maravilhosa?”

“E todos eles depois falaram ‘Nós ficamos arrepiados; foi tipo uma Kate Winslet jovem entrando na sala’.”

Florence diz: “Eu fiquei tipo, ‘Esta é a alegação mais ridícula. Incrível, obviamente.”

“Ela é o meu ídolo desde que eu reencenei Titanic e me apaixonei com o Leo. E é um privilégio ser chemada de a próxima qualquer coisa, mas eu suponho que ser a próxima você mesma é tudo que você pode fazer. Se eu puder apenas deixar um pouquinho a minha marca, então ótimo.”

Na escola, Florence era a palhaça da turma, com tendência a pegar a divulgação e fazer seus pupilos rirem.

Sua avó Patricia, de 81 anos, que mora em Oxford, diz: “Na escola ela sempre estava fazendo todo mundo da sala dela rir, coisa que ela ainda faz atualmente. Quando ela era mais nova, atuar nunca foi algo que nós necessariamente sabíamos que ela ia acabar fazendo, mas com o passar dos anos ficou claro que ela nasceu para fazer isto.”

“Nossa família é bem próxima. Florence vem para casa com muitas vezes ver a gente e é maravilhoso vê-la com tanta frequência. Não preciso nem dizer que estamos incrivelmente orgulhosos dela e de todos os nossos netos.”

(…)

Florence cresceu em Oxford com seu pai Clinton Pugh, um dono de restaurantes locais, sua mãe Deborah, uma professora de dança, e seus três irmãos, Sebastian, 27, Arabella, 34, e Raffie, 15.

A família se mudou para a Espanha quando ela era pequena porque ela tinha traqueomalácia, uma doença respiratória que é agravada pelo frio e tempo úmido.

A doença deixou sua voz com um tom áspero e profundo em sua voz, notável em seus filmes e às vezes “uma tosse bem assustadora”.

Ela frequentou a Sotogrande International School em Cadiz, mas ficou lá por apenas alguns anos porque o sistema educacional era pobre.

“Eu meio que esqueci como fazer contas ou escrever inglês,” ela relembra.

Eles voltaram para o Reino Unido quando ela tinha seis anos.

Foi depois disso que ela subiu ao palco pela primeira vez como Mary, em uma peça escolar nativa, decidindo sozinha que ia interpretar sua personagem com um sotaque de Yorkshire.

Florence disse: “Eu me lembro de subir ao palco e falar tipo “Oh, minhas varizes!” e todo mundo mijou de rir. Foi a primeira vez que eu oube o poder de estar no palco.”

Todos os quatro irmãos de Florence foram para o caminho da arte, de uma forma ou outra.

Seu irmão Sebastian é um ator e música, interpretando Trystane Martell em ‘Game Of Thrones’, enquanto sua irmã mais velha Arabella é professora de canto e atriz.

Florence brincou anteriormente: “Nós somos tipo os Von Trapps, mas não tão bonitos ou tão perfeitos.”

As peças escolares continuaram quando ela foi para a St Edward. Florence disse: “Eu realmente era uma dessas crianças irritantes que estava em todas as performances, fazendo cada dança, cantando em todos os shows de talentos,” ela disse anteriormente.

“Era óbvio que era isso que eu iria fazer – não de uma forma convencida, mas porque o que mais eu poderia fazer? Eu não era academicamente brilhante para ir para uma universidade. Eu sempre fui flexível – meu truque escolar costumava acontecer quando o professor saía da sala, eu subia na mesa, fazia com que a sala inteira contasse até três e pulava nas carteiras.”

Depois do filme ‘The Falling’ com Maisie Williams de ‘Game Of Thrones’, ela estrelou no filme artístico Lady Macbeth, ganhando aclamações dos críticos e muita atenção por tirar a roupa no filme.

Mas cenas de nudez não são um problema para a jovem estrela, até então feitas com gosto.

“Os EUA tem bastante medo de bundas e mamilos,” ela diz. “Meus pais foram muito tranquilos e se certificaram de que nós assistíssemos muitos filmes europeus enquanto nós crescíamos, então nudez nunca foi um problema para mim, contanto que feito de uma forma bonita.”

“Eu não acho que eu vá ser um símbolo internacional de sexo. Quer dizer, eu sei que eu não ver ser um símbolo internacional de sexo.”

Mesmo ela ainda sendo relativamente jovem, Florence tem uma atitude moderna #MeToo e é determinada a não ser pressionada por Hollywood.

“Já me disseram para emagrecer antes – já aconteceu, mas depende de você ouvir ou dizer não. Eu não estou ouvindo.”

“Quando você sai por aí com uma cara de neném, carne nova que está ansiosa em agradar, eles vão transformar você no que eles precisarem fazer você vender, essencialmente. Você precisa saber exatamente o que você está representando quando você vai a reuniões para se alguém disser ‘É bem legal você não fazer suas sobrancelhas’, você não dar a mínima, tipo, ficar morrendo e se lamentando.”

“Não, eu não quero cortar o meu cabelo. Não, eu não quero depilar o meu buço. Eu tenho um rosto e nascem pêlos dele. Por favor me deixem em paz.”

Fonte: Entertainment Weekly

Florence Pugh está nas nuvens após conseguir sua primeira indicação ao Oscar por seu papel coadjuvante em ‘Adoráveis Mulheres’, mas tem sentimentos fortes em relação a omissão da Greta na categoria de Melhor Diretor.

“É incrivelmente triste,” ela disse ao EW na segunda-feira após as indicações serem anunciadas. “É uma vergonha que isso ainda seja um tópico de discussão.”

Florence estava dormindo quando seu nome foi anunciado junto com outros cinco para ‘Melhor Atriz Coadjuvante’, mas deixou o celular com o volume alto “caso alguma coisa acontecesse”. Após ser acordada às 05:20 da manhã, ela prontamente gritou de excitação. “É incrível: eu ainda estou meio em choque sobre fazer parte desse calibre de filme, de qualquer forma,” ela disse. “Foi tão longe e as pessoas amaram tanto.”

‘Adoráveis Mulheres’ conquistou um grande ano para Florence, de 24 anos; ela também guiou os filmes aclamados pela crítica ‘Midsommar’ e ‘Fighting With My Family’ no que nós chamamos em um ano de ascensão. “É um sentimento amável saber que não apenas o meu trabalho está agradando, mas que está sendo reconhecido também,” ela disse antes de acrescentar, “E 2020 até então tem sido um ótimo ano!”

A indicação dela foi a primeira de seis indicações sólidas ao Oscar para ‘Adoráveis Mulheres’ a serem posteriormente anunciadas (…) Mas Greta não apareceu na corrida dos diretores, tendo sido também esnobada pelo Globo de Ouro e DGA.

Para Florence, a lista apenas de diretores masculinos reforça a urgência de ‘Adoráveis Mulheres’ de Greta. “Ela literalmente fez um filme sobre isto,” Florence explica. “Ela fez um filme sobre mulheres trabalhando e o relacionamento delas com dinheiro, o relacionamento delas com o trabalho e um mundo dos homens. Isto é literalmente o assunto principal de ‘Adoráveis Mulheres’, então isso apenas sublinha o quão importante isto é – porque está acontecendo.”

Fonte: TheWrap

Florence Pugh deu ao público uma nova perspectiva da birrenta Amy March de ‘Adoráveis Mulheres’ – e recebeu uma indicação ao Oscar por isto na segunda-feira.

“Você viu o quão mal humorada e poderosa ela era?” Florence disse ao TheWrap logo após sua indicação ao Oscar. “Nem nos meus sonhos mais loucos eu acreditei em ter uma indicação ao Oscar. Que personagem incrível para se conseguir e que avanço incrível para ela, para o livro e para Greta Gerwig – sem a Greta fazendo isto dar certo, não estaria acontecendo. A Amy teve uma nova chance e as pessoas gostaram disto.”

Florence foi indicada na categoria de ‘Melhor Atriz Coadjuvante’, ao lado de Kathy Bates (“Richard Jewell”), Laura Dern (“Marriage Story”), Scarlett Johansson (“Jojo Rabbit”) e Margot Robbie (“Bombshell”). ‘Adoráveis Mulheres’ recebeu ao todo seis indicações, incluindo Saoirse Ronan como ‘Melhor Atriz’, bem como ‘Melhor Adaptação Cinematográfica’. No entanto, Greta não foi indicada na categoria de ‘Melhor Diretor’.

“Eu estou simplesmente tão feliz que o Alexandre Desplat foi indicado – a trilha sonora dele realmente movimenta o filme,” Florence explica. No entanto, ela está tão triste por Greta não ser indicada na categoria de ‘Melhor Diretora’ quanto qualquer pessoa.

“Eu ainda não falei com a Greta, mas é triste que nós tivemos três meses de discussões para talvez mudar e eles não mudaram,” Florence disse. “Eu estou falando isso há um tempo: a Greta fez um filme sobre mulheres e relacionamentos com dinheiro e trabalhar em um mundo dos homens e isto só destaca isto. Eu não sei qual é a solução, eu não sei como resolver isto. Além disto, neste anos nós tivemos a maior quantidade de filmes escritos, dirigidos e produzidos por mulheres, então não é como se não tivesse nenhum conteúdo para indicar – tem sim. Nós temos que adaptar.”

Fonte: Deadline

‘Adoráveis Mulheres’ de Greta Gerwig talvez tenha uma chance do prêmio principal da Academia – Best Picture – já que com o anúncio das indicações ao Oscar nesta segunda-feira de manhã, com Saoirse Ronan e Florence Pugh indicadas por atuar, Jacqueline Durrant por Estilo do Figurino e Greta Gerwig por Adaptação Cinematográfica, mas ela não foi indicada por dirigir, um desprezo pungente tendo em vista os temas feministas de ‘Adoráveis Mulheres’.

Se Greta tivesse recebido uma indicação por dirigir, ela seria apenas a quinta mulher a receber tal indicação, e com a sua indicação de 2017 por ‘Lady Bird’, ela teria sido a primeira mulher da história a ser indicada duas vezes na mesma categoria. Apenas uma mulher venceu na história da Academia: Kathryn Bigelow por ‘Guerra ao Terror’ em 2010.

(…)

Florence, que interpreta Amy March, disse que a perda da diretora foi “realmente um saco, especialmente porque ela criou um filme que é tão a cara dela e tão único e simplesmente vem dela e é uma história que ela tem desejado fazer por tanto tempo.” Ela acrescentou, “Eu acho que todo mundo está bravo e com razão. Eu não acredito que isto esteja acontecendo novamente, mas eu realmente não sei como resolver isso. Eu não sei qual é a resposta, a não ser falarmos sobre isto.”

Florence aponta que este desprezo na indicação das diretoras apenas serve para fazer o filme de Greta mais relevante. “Eu acho que a coisa mais importante – e eu tenho dito isto há muito tempo, desde que começou o Globo de Ouro – é que a Greta fez um filme sobre mulheres e o relacionamento delas com dinheiro, o relacionamento delas com homens em um mundo dos homens. E isto apenas destaca o assunto. Está completamente sublinhado o quão importante é este filme e como este tema ainda existe hoje. Se nós pensarmos nisto desta forma, é uma benção estranha disfarçada e está apenas destacando a importância dessa história e a importância de homens e mulheres irem assistir ao filme.”

Fonte: Vogue

Não foi apenas mais uma segunda-feira para Florence Pugh. Nas primeiras horas do dia, a atriz recebeu sua primeira indicação ao Oscar por seu papel como Amy March na adaptação de Greta Gerwig de ‘Adoráveis Mulheres’.

A noda do Oscar é a continuação de uma temporada de premiação excelente para Florence; ela também foi indicada ao BAFTA e ao Critics’ Choice Awards por sua performance como a March mais nova. Na segunda-feira a tarde, a Vogue sentou com a atriz de 24 anos de idade para discutir a indicação e, é claro, seus planos de comemoração.

Parabéns! Onde você estava quando ouviu as novidades?
Eu estava na cama. (Risos) Eu não sou muito fã de acordar tão cedo assim.

Quem foi a primeira pessoa que você contou?
Eu liguei para a minha mãe e eu tentei ligar para o meu pai, mas quando eu estava prestes a contar para ele, o telefone dele acabou a bateria.

Você estava linda usando Prada ontem a noite no Critics’ Choice Awards. Você já pensou no vestido para o Oscar?
Temo não ter pensado tão longe quanto em vestidos ainda. Eu acho que eu preciso acelerar essa decisão!

Quais seus sentimentos sobre os recentes sentimentos de apreciação das pessoas para a Amy March?
Eu estou muito empolgada de ver as pessoas enxergando a Amy de uma forma nova. A personagem dela do livro tem sido contaminada por tanto tempo e eu estou tão feliz de ver as pessoas se identificando com a Amy agora.

Você tinha uma irmã March favorita enquanto crescia?
Todo mundo ama a Jo, mas quando a minha avó costumava ler os livros em voz alta para mim, eu realmente amei a Amy como esse personagem meio que ousado.

‘Adoráveis Mulheres’ recebeu indicações por ‘Best Picture’ e ‘Best Adapted Screenplay’, mas a Greta foi excluída da categoria de melhor diretor. Como foi receber essas notícias?
É triste, é claro, mas é incrível ver o quão fundo o nosso filme foi apreciado e reconhecido. Eu sei que a Greta está em êxtase com a atenção que o filme está recebendo.

Você e a Greta discutiram a esnobação?
Não, nós estávamos muito ocupadas comemorando.

Como você vai comemorar sua indicação hoje?
Eu estou prestes a comer massa trufada.

Fonte: Vogue

Florence Pugh é a capa da edição de fevereiro da revista Vogue!! Flo compartilhou sua felicidade através de uma foto postada em seu Instagram com a seguinte legenda:

Quando eu era pequena, eu pensava que as mulheres das revistas eram tão maduras quanto pareciam. Eu me jogava na minha mãe e parecia que eu tinha vencido quando eu encontrava uma amostra gratis de perfume dentro da revista, cremes faciais noturnos ou vouchers para um feriado bem distante.
@voguemagazine era a mais pesada, a maior e a de gente mais adulta. Eu folheava pelas páginas enquanto eu estava em qualquer sala de espera que tinha a revista. As cores, as roupas, as poses, tudo eram coisas que eu ficava encarando e inspecionava tudo super impressionada.
Eu estou completamente chocada em dizer que eu sou a garota da capa da edição de Fevereiro. QUE FRASE PARA SE DIZER!!! Obrigada a todos na @voguemagazine que tiveram um papel nisto.
Agradecimento especial para esses maravilhosos abaixo que me deram um dia incrível de super diversão, que eu tenho certeza que vocês podem ver pelas fotos!
Fotógrafo – @studio_jackson
Editor de Moda – @jordenbickham
Maquiagem – @susiesobol_makeup
Cabelo – @estherlangham

E finalmente, mas não menos importante, o homem principal @sergiokletnoy. #vogue

Além disto, confira a matéria publicada no site da revista e as fotos em nossa galeria clicando nas miniaturas ao final da tradução:

No último abril, a atriz britânica, estava visitando Nova Iorque com suas irmãs quando ela passou em frente a uma loja de tatuagem. Ela não sabia o que queria. Então ela soube.

“Certo, eu quero uma abelha,” ela disse.

“Que tipo de abelha?”, perguntou o tatuador.

“Eu quero com uma vista aérea. Bem matemática. Não parecida com a vida real,” ela respondeu.

O tatuador sorriu. “Para alguém que não sabia o que queria,” ele disse, “você sabia exatamente.”

“Sim,” disse Florence, mais surpresa do que qualquer pessoa. “Isso é estranho.”

Ela me conta essa história em uma tarde em Londres, olhando para a pequena linha desenhada em seu pulso e franzindo um pouco a testa, confusa, por impulso. O conto de sua primeira e única tatuagem parece contar exatamente a forma que Florence opera. Ari Astar, que a dirigiu no filme apavorante do último verão, ‘Midsommar’, sugere que ela é “alguém que realmente precisa confiar em seus próprios instintos,” e que é importante que as outras pessoas confiem nisto também “porque seus instintos são extremamente confiáveis.” Isto dá a ela uma mistura sedutora de confiança e modéstia, de comprometimento sem uma ambição impetuosa.

O símbolo que ela incorporou ao seu corpo é, acabou sendo, uma abelha trabalhadora.

“Eu sei,” ela diz quando eu sugiro que isto é adequado, “e eu não tinha nem ideia.”

Com apenas 24 anos, Florence tem trabalhado como atriz pelos últimos sete anos, evitando rotas previsíveis para a fama e escolhendo papéis intrigantes sem ostentações. Em 2018, ela estrelou na adaptação para televisão de Park Chan-wook de ‘The Little Drummer Girl’ de John Le Carré – uma performance que ela realizou tão completamente que inspirou o próprio Carré a colocar um personagem chamado Florence em seu romance mais recente. No ano passado, ela estrelou em uma comédia de luta, ‘Fighting With My Family’, feito por Stephen Merchant, cocriador de ‘The Office’; em ‘Midsommar’ e, mais notavelmente, na adaptação de ‘Adoráveis Mulheres’ de Greta Gerwig. Este ano ela irá interpretar Yelena, a ajudante atlética de Scarlett Johansson, no filme da Marvel, ‘Viúva Negra’. Tudo isso fez de Florence, meteoricamente de alguma forma, uma artista de Hollywood de amplo alcance, com um poder não convencional – e uma pessoa que aparenta saber exatamente o que quer.

Quando nos conhecemos, Florence tinha acabado de chegar a Londres do Marrocos, após passar meses lutando com Scarlett no set. Nós estamos em um restaurante do Oriente Médio em uma esquina quieta do Borough Market, que é movimentada por açougues, padeiros e fabricantes de alcaçuz, com fornecedores de trufas e guardiões de queijo de alta classe. A avó materna de Florence, a indomável matriarcar Vovó Pat, costumava trazê-la aqui de Oxford quando Florence era criança, e elas costumavam experimentar a comida antes de ir ao cinema.

Hoje ela senta do lado contrário de mim usando uma blusa preta vintage com dois escorpiões aplicados, e mistura vodka com refrigerante durante o almoço. Ao lado dela, está uma jaqueta preta que ela comprou em uma loja de caridade quando ela tinha oito anos de idade e usa desde então. A voz dela é tanto mundana quanto alegre, com uma rouquidão que ela atribui a doenças de infância – ela me conta mais tarde.

“Eu não sabia exatamente o que seria envolvido em um desses filmes,” ela disse da franquia da Marvel. “Obviamente, você precisa ser capaz fisicamente, porque este é o ponto central,” ela acrescenta com ironia, “é por isso que você é um super herói.” Mas o resto, foi dito a ela, que dependia dela. Florence foi direto para o armazém onde o pessoal da acrobacia estava. “Aprender com eles foi a minha parte favorita,” ela disse. Embora ela tivesse dois dublês, ela queria saber fazer tudo – e como diretora de ‘Viúva Negra’, a cineasta australiana Cate Shortland, conta que Florence fez a maioria das acrobacias: “Ela é assustadora pra caramba. Ela é feita de aço. Ela com certeza não vai desistir. Ela tem uma quantidade saudácel de raiva para uma pessoa, com as injustiças que ela ver à volta dela.”

Mais do que tudo, foi o “bom soco” do filme que surpreendeu Florence. Com Shortland – aparentemente selecionou entre 70 candidatos à direção – no comando e influenciada em grande parte pela própria Scarlett, ‘Viúva Negra’ é apenas o segundo filme do universo da Marvel (após ‘Capitã Marvel’ com Brie Larson) a focar em mulheres. Ademais, detalhes do filme não podem ser relevados até o filme ser lançado em maio, Florence diz que a história “lida com algumas coisas bem difíceis. É cru, doloroso, emotivo e engraçado e não é de forma alguma… Feminino. É sobre mulheres quebradas recolhendo seus pedaços.” Shortland acrescenta que ela, juntamente com Florence, Scarlett e Rachel Weisz, que também estrela no filme – “queriam fazer algo íntimo dentro do universo da Marvel. Nós criamos relacionamentos femininos com carne e sangue. Elas não precisavam interpretar de leve.”

Florence entrou para a indústria por uma ponta bem particular: uma época em que as mulheres podem dar ordens (pelo menos algumas). Seu primeiro papel foi em ‘The Falling’, uma meditação hipnótica em histeria, que se passa em uma escola só para garotas e dirigida por Carol Morley. Seus dois projetos mais recentes – ‘Adoráveis Mulheres’ e ‘Viúva Negra’ – também foram dirigidos por mulheres. Ela tem estado em uma posição para tomar como certa essa força feminina e para seguir em frente sem medo.

Se o biotipo da ingenuidade ensinua algo de uma jovem, mulheres impressionáveis cujas ascenções dependem de papéis em favor de seus superiores (em sua maioria homens), Florence talvez ofereça uma alternativa, um novo tipo de estrela em ascenção que está emergindo em uma época em que diferentes dinâmicas de poderes são possíveis. Olhando para a carreira dela até então, um otimista talvez pense que o antigo modelo talvez tenha uma influência menor. Florence lembra de ler sobre a Jennifer Lawrence receber menos do que seus colegas homens e pensar, “Oi? Não é possível que existe isto.” Mas ela sabe que isto que está acontecendo agora é o resultado de uma conversa mais longa. Conforme ela coloca: “Eles na verdade estão criando motivos para as mulheres falarem nos filmes agora. Quando uma mulher fala, ela vai ter algo para dizer.”

Florence cresceu em uma família de hospedeiros: seu pai possui restaurantes em Oxford; seu avô trabalhou em mercados de frutas e tinha um pub. “Nós éramos uma família que vivia comendo,” Florence diz com uma risada rouca. Sua mãe ensinava dança e Florence se identifica com tudo isso – a boa comida e a companhia exuberante – para se apresentar. “É tudo grande, amoroso e parece um lar,” ela explica. Até hoje, ela acha que fazer comida para alguém é “uma das formas mais simples e mais maravilhosas de se ter um encontro.” Quando nós passeamos, após o almoço, em uma barraca de queijo no mercado, Florence pergunta para a vendedora perguntas tão específicas que ela instantâneamente recebe uma proposta de emprego.

“Eu sempre fui uma pessoa muito barulhenta,” Florence diz. “Tipo, quando eu era mais nova, eu sempre vestia as coisas mais brilhantes. Eu amava pintar meu rosto. E porque eu era tão boa com isso, eu acho que meus pais não se ofendiam.” Quando adolescente, Florence frequentemente trabalhava como babá para uma turma visitante de domingo. Com uma tropa pequena aos seus pés, ela fazia fantasias, servia chá em xícaras de brinquedo e inventava uma peça que inevitavelmente incluía uma protagonista para si mesma. “Eu ficava tipo: ‘Não, esse é o meu papel. Eu vou interpretar a mulher em luto que perdeu o marido.’”

Mas antes disso, entre 3 e 6 anos, ela morou na Espanha com seus pais e irmãos, Arabella e Sebastian, que são 10 e 04 anos mais velho que ela, respectivamente. (Uma irmã mais nova, Rafaela, nasceu quando Florence tinha sete anos.) A mudança de Oxford para a Espanha foi para ajudar com os problemas de saúde de Florence: ela sofria com o que mais tarde foi diagnosticado como traqueomalácia – que é quando parte da sua traquéia entra em falência depois que ela respira – e quando bebê ela passou grande parte do tempo em hospitais. Agora ela tem apenas, como ela diz, “uma tosse bem assustadora,” e qualquer pessoa que a viu chorar em ‘Midsommar’ irá reconhecer a pontuação assustadoramente gutural em sua performance de luto.

Isso também a deixou com uma incomum voz para cantar madura. Quando Florence era adolescente, sua mãe começou a postar vídeos caseiros dela cantando no YouTube – sem perceber completamente, até ela perceber que qualquer pessoa poderia assisti-los. Você ainda consegue encontrar “Flossie Rose” usando um delineador forte, sentada de pernas cruzadas na cama, cantando covers do Oasis e acompanhando com o violão. Até então, ela cantou em algum de seus filmes e música é algo que ela gostaria de se aprofundar.

Cantar e performar virou o negócio da família. Sebastian, que usa o nome artístico de Toby Sebastian, lançou um EP em 2019 e sua carreira de atuação inclui interpretar Trystane Martell na quinta temporada de ‘Game Of Thrones’. Arabella (agora Gibbins) é atriz, cantora e professora de canto. Rafaela, que tem 16 anos e ainda está na escola, também atua. Os irmãos, com quem Florence passou a maior parte do tempo possível, tiveram uma função muito importante de manter uns aos outros sãos. Por exemplo, Florence me diz sobre ir assistir ‘Midsommar’ com sua família. ‘Midsommar’ é parcialmente um filme sobre perder sua família e tentar recriá-la em outro lugar – com resultados desastrosos.

Em uma das cenas de início, os pais e a irmã da personagem de Florence morrem inalando gás – o que não é exatamente divertido para toda a família, mas sua irmã de 16 anos de idade confessou estar desapontada.

“Eu não sei porque eles falam que esse filme é assustador,” Rafaela disse. “Não é nem tão assustador.”

“Hum, certo,” disse Florence. “Mais alguma coisa?”

Seis meses após nosso almoço em Londres, Florence e eu nos reencontramos em Los Angeles. Ela me pede para encontrá-la no local que ela acredita ser “o único lugar estranho e encaracolado” da cidade. Laurel Canyon foi – uma placa relembra seus visitantes – onde “o espírito de 1960 comunal e psicodélico uniu-se.” Perto da casa antiga de Jim Morrison, na ampla varanda de madeira da Canyon Country Store, com 100 anos de idade, Florence se senta no sol vestindo calças de cetim preto, sandálias, camiseta preta e com o cabelo preso com um cachecol de seda. Ela fez sete amigos em poucos minutos.

Florence nem sempre teve lembranças boas da cidade. Ela veio pela primeira vez à Los Angeles em 2015 para o papel principal em um episódio piloto chamado ‘Studio City’. Ostensivamente, era um sonho. Ela nunca esteve nos EUA; ela tinha 19 anos. Mas foi “horrível”, ela relembra, com seu peso e um tópico aberto da conversa. “Eu tive meio que uma crise,” ela disse agora. “Quando não foi para frente, foi quando eu percebi o quão aliviada eu estava.”

Logo em seguida, ela foi escolhida para ‘Lady Macbeth’, um filme indie sombrio do século 19 (baseado no romance de Nikolai Leskov de 1865, ‘Lady Macbeth of the Mtsensk Districk – o livro, por sua vez, inspirado por Shakespeare), no qual ela interpreta a entediada, recém aprisionada esposa do filho de uma dona de mina. A personagem de Florence irrita a todos e depois, mais violentamente, resiste às restrições impostas à ela. Esse papel incomum e poderoso, Florence diz, deu a ela o discernimento do tipo de atriz que ela queria ser. “Eu gosto de me sentir bruta. Eu gosto de me sentir nua. Toda vez que uma oportunidade de eu ser perfeita nas telas aparece, eu entro em pânico.”

Foi a vendo em ‘Lady Macbeth’ que fez Cate Shortland, Greta Gerwig e Ari Aster, todos quererem escolhê-la em seus respectivos filmes. Ari esperou por meses até ela terminar de gravar ‘The Little Drummer Girl’ e poder mandar uma filmagem para ele. Dani, a personagem principal e muito bruta em ‘Midsommar’, não foi um papel tão difícil porque ela tinha que “carregar o filme inteiro,” palavras de Ari. Dani também foi “um papel perigoso de se fazer. Ela poderia se tornar desanimada ou ficar com pena de si mesma. Foi maravilhoso vê-la evitar todas as armadilhas, sem abandonar tudo que o personagem exigia.”

A experiência de filmar ‘Lady Macbeth’ também fez Florence prometer a si mesma que nunca voltaria a Los Angeles “até saber quem ela era”. Dois anos depois ela voltou, interpretando a musculosa lutadora com cabelos tingidos de preto, maquiagem gótica e um sotaque do norte em ‘Fighting With My Family’, um filme baseado na história real de uma lutadora britânica. Da perspectiva de Florence, como seu corpo estava naquele filme era irrelevante; a questão girava em torno de ser forte. “E isto,” ela diz agora, “é uma coisa maravilhosa de se notar em si mesma e com todo o trabalho que você está escolhendo fazer.”

Agora, sentada em cima das colinas de Hollywood, ela olha perfeitamente para casa. “Esse é um cantinho bem especial,” ela diz, sorrindo. Ela está ficando com amigos e está lá há semanas para promover ‘Adoráveis Mulheres’. Florence foi atingida pelo “derramamento de amor” por ‘Adoráveis Mulheres’ – “porque é o livro da infância das pessoas, especialmente nos EUA.” Apenas uma semana antes, Meryl Streep – que interpreta Tia March – deu uma festa privada de exibição em uma casa no Mount Olympus Drive. (“Quer dizer, os nomes,” disse Florence.) Mais do que tudo, as pessoas parecem apreciar o fato de Florence ter feito a Amy (como ela mesma diz) “não apenas uma bebê chorona.”

A Amy de Florence é deliciosamente sem desculpas por seus desejos e na versão de Greta, seu interesse próprio se torna meio que uma sensibilidade. (Uma crítica prévia notou que a performance espirituosa de Amy deu “à esta personagem uma chance de lutar para ganhar a nossa simpatia.”) Florence nunca desgostou da Amy quando ela leu o livro. “Eu amo todos os personagens incrivelmente mimados,” ela me diz, “porque eles sempre representam aquela voz nas nossas cabeças. Amy basicamente diz tudo que ela quer dizer. Ela não se importa.” Florence sorri. “Então eu obviomente estava em êxtase por interpretá-la.”

O filme de Greta injeta material original ao roteiro, notavelmente um discurso feito por Amy em seu estúdio de pintura parisiense – uma adição de último minuto que Greta entregou à Florence 10 minutos antes de começarem a filmar. Encarando a câmera, a garota que aspirava ser “um ornamento para a sociedade” explica sua aparente estretégia não feministamente feminista. “Eu sou apenas uma mulher,” ela começa, “e como mulher, eu não tenho como ganhar meu próprio dinheiro.” Suas ambição são venais, em outras palavras; sua época as fez necessárias. “Não sente aí,” ela conclui, “e me diga que casamento não é uma proposição econômica.”

Greta me disse que ela pensou muito sobre a Amy recentemente. Amy, ela fala que ela “quer o que quer e ela vai descobrir como conseguir. Essa é a irmã que nós não gostamos. Exceto que agora parece haver um pouco de mudança: nós não odiamos mais essa garota. Talvez nós vemos que ela quer algo. Nós estamos mais confotáveis com garotas ambiciosas, talvez, o que me deixa um pouco esperançosa”, conclui Greta.

Fonte: The New York Times

Florence Pugh cresceu cercada de vigaristas; ela não acredita em conto de fadas. Mas houveram momentos na vida dela em que ela se sentiu como um personagem de um livro. Isso aconteceu uma vez quando ela tinha 9 ou 10 anos de idade e estava trabalhando no jardim com sua mãe em Oxford. Florence tinha uma doença respiratória que a mantinha distante da escola por grandes períodos de tempo. Em casa, quando ela não estava estudando ou tentando fazer piruetas no quintal, ela ajudava sua mãe com refrões pela casa, ou no jardim, mexendo em ervas daninhas e trocando lâmpadas.

Um dia, a mãe de Florence, uma professora de dança, decidiu que elas deveriam ler ‘O Jardim Secreto’, que conta a história de uma garota doente, uma casa solitária e um jardim mágico. Por muito tempo depois disto, Florence sentiu que a sua vida também poderia ser mágica. Parecia quase como se ela tivesse entrado nas páginas dos livros ou talvez saído delas.

Durante os dois últimos anos, como uma atriz que agora mora em Londres, Florence, de 24 anos, tem tido o sentimento de conto de fadas novamente e de novo e de novo. “É estranho o que está acontecendo,” ela diz cuidadosamente, ao tomar chá em uma manhã úmida em Greenwich Village. E ainda estava, na verdade, tudo acontecendo.

Na primavera de 2018, por exemplo, Florence, que nunca tinha aparecido em um filme produzido pelos EUA, ouviu boatos de que “os reis e rainhas de Hollywood estavam se juntando para fazer um filme.” Esse filme era o novo remake de Greta Gerwig de ‘Adoráveis Mulheres’, que contava com suas co-estrelas de ‘Lady Bird’, Saoirse Ronan e Timothée Chalamet, Meryl Streep e três jovens atrizes de elite que seriam escolhidas.

Naquela época, Florence já estava comprometida com um trabalho bem diferente – no filme de terror pagão do ano passado, ‘Midsommar’ – e não se considerou elegível. Mas antes das gravações começarem, ela recebeu um telefonema dizendo que Greta e sua produtora, Amy Pascal, queriam conhecê-la. Logo em seguida, um convite real chegou.

Com três papéis reveladores em 2019 – incluindo ‘Adoráveis Mulheres’, ‘Midsommar’ e ‘Fighting With My Family’, um sucesso em que ela interpretou a garota britânica trabalhadora que se tornou uma estrela do WWE – Florence rapidamente ascendeu do anonimato virtual para seu atual status de uma das atrizes mais aclamadas de sua geração.

Em maio, ela vai interpretar uma super heroína em ‘Viúva Negra’, da Marvel, ao lado de Scarlett Johansson e Rachel Weisz. (Na trama bem guardada desse filme: “Além de grandes explosões, é uma história dolorosa bem pequena e única.”)

A curto prazo, Florence tem demonstrado um alcance impressionante. Assistindo os filmes seguidamente dela de 2019 – uma anti-trilogia de performances tão precisas quanto irreconciliáveis – é uma experiência desorientadora. O rosto aberto e em forma de coração de Florence, com um nariz e um queixo que ela empunha como instrumentos afiados, aparentam ser capazes de modulação infinita, deslizando por um vasto espectro de emoções humanas tão suavemente quanto girando uma roda.

Ari Aster, o escritor e diretor de ‘Midsommar’, em que Florence interpreta uma universitária em luto que renasce em uma viagem com um namorado ruim, me disse que ele ficou impressionado com a versitilidade que ela demonstrou no papel. “Para alguém que não é classicamente treinado, ela tem instintos formidáveis,” ele disse. “Eu acho que ela pode interpretar qualquer coisa.”

Por ela não ser ainda amplamente conhecida, o ato de desaparecimento que Florence alcançou em seus filmes algumas vezes enganou os espectadores, que falham em reconhecer o trabalho de uma única atriz.

“Eu já tive conversas sobre filmes que eu estava com pessoas que não tinham nem ideia,” Florence disse, claramente encantada. “Eu amo isso. Para mim, isso é atuar. É tipo: ‘Ok. Então deu certo.’”

Greta, que atrasou a agenda de gravações de ‘Adoráveis Mulheres’ para que Florence pudesse terminar ‘Midsommar’, me disse que ela precisava de alguém que pudesse incorporar a renovação da personagem que Florence interpreta no filme, Amy March, a irmã March mais nova e historicamente mais odiada das quatro.

Por 150 anos, Amy, que premia sua aparição e é clara sobre sua aspiração em se casar com alguem rico, tem sido retratada como a vilã da sentimental e rebelde Jo March, uma heroína literária de todos os tempos interpretada no filme por Saoirse Ronan.

O roteiro de Greta, como percebido por Pugh, muda essa dinâmica. Nós podemos ver a Amy muito diferente mas não menos admirável que uma heroína, uma que é determinada a capitalizar as cartas que ela precisa lidar.

“Eu encontrei evidências no livro de que Amy era igual à Jo, mas eu nunca a vi sendo explorada desta forma,” Greta disse. “Eu sabia que não havia outra pessoa que conseguiria fazer isto a não ser a Florence. Ela tem ‘estrela de cinema’ escrito nela inteira, mas ela também é uma atriz personagem, que é o melhor tipo de estrela de cinema.”

Florence cresceu sendo a segunda mais nova de quatro irmãos em uma casa “maravilhosamente barulhenta e criativa” que era cheia de artistas. Seu irmão mais velho, Toby Sebastian, apareceu em ‘Game Of Thrones’, como Príncipe Trystane Martell, e sua irmã mais velha, Arabella Gibbins, é uma atriz de teatro, comediante e professora de canto.

“Você precisava gritar para ter a sua voz ouvida,” Florence disse sobre ambiente. Se essas condições não a levaram para a primeira, agora a levam. “Eu sou bem teimosa e cabeça dura,” ela disse, com um meio-sorriso malicioso. Ela acrescentou que mais do que algumas pessoas na indústria a descreveu como sendo “mal-humorada”. Ela escolheu palavras diferentes: “Eu gosto de entrar em uma briga.”

Quando ela descobriu ‘O Jardim Secreto’, Florence já sabia que a única coisa que ela queria fazer era se apresentar. A primeira interpretação que ela se lembra de ter feito foi aos 6 anos, quando ela interpretou a Mary em uma peça da escola. Florence, seguindo sua musa, improvisou um sotaque Yorkshire para o papel. A plateia deu risada (no entanto, talvez não a diretora), e ela percebeu que ela gostava de cativar uma plateia.

Stephen Merchant, o escritor e diretor de ‘Fighting With My Family’, disse que ficou impressionado com a confiança inata de Florence enquanto filmava as cenas de luta do filme. Por causa das restrições de agenda, eles precisaram filmar o climax no terceiro dia de produção, o que significava que uma das primeiras cenas da atriz seria feita ao vivo em frente de 20.000 fãs de WWE.

Stephen estava nervoso de como iria ser, até ele ver a primeira tomada de Florence. “Você pensava que era o Dwayne no palco,” ele disse se referindo ao Dwayne ‘The Rock’ Johnson, o famoso ator e antiga estrela de WWE, um produtor do filme. “Eles tocaram a música tema e ela simplesmente foi andando em direção ao ringue, super tranquila e confiante. Foi deslumbrante.”

Na escola secundária em Oxford, Florence teve dificuldades em focar fora das aulas de artes como escrita criativa e cerâmica, uma fração pequena da sua carga horária. “Eu não acho que eu fui feita para a escola,” ela disse. “Eu só queria me apresentar, fazer músicas e vasos.”

Em seu tempo livre, ela gravava vídeos de si mesma cantando covers de violão no estilo acústico de seus artistas favoritos, incluindo Tracy Chapman e Damien Rice, e postava no YouTube com o nome de Flossie Rose. Nos vídeos, em que ela aparece usando um uniforme escolar – cabelos coloridos, delineado de gatinho nos olhos, pulseiras de miçanga – o olhar no rosto dela é impossivelmente cansado do mundo: parece mais uma veterana em busca da aposentadoria do que uma iniciante em busca da fama.

O pai de Florence, um antigo trabalhador de restaurantes se tornou dono e empresário, nunca duvidou das intenções criativas da filha – “Ele é igual a mim: Se você não quer fazer, não faça,” ela diz – mas ela prestou atenção ao conselho de sua mãe e terminou a escola. Naquela época, ela conseguiu seu primeiro papel em um filme, ao lado de Maisie Williams, no drama adolescente inglês ‘The Falling’ (2014) e nunca mais olhou para trás.

A diretora de elenco deste filme, Shaheen Baig, mais tarde escolheu Florence em mais dois filmes: o drama de época ‘Lady Macbeth’ (2017), em que ela estrelou como a recém casada insubordinada com apetites escondidos e ‘Fighting With My Family’.

“É raro você encontrar alguém desta idade que se sente tão confortável em sua própria pele,” Shaheen me disse. “Não há medo ou vaidade; não importa do que você jogue em cima dela.”

Não há nenhum conto de fadas que tenha trazido Florence até este momento, mas aqui está uma história de boa sorte e determinação. Quando Baig e a diretora Carol Morley estavam escolhendo o elenco para ‘The Falling’, elas conversaram com mais de 200 jovens para interpretar as duas protagonistas e as outras personagens no filme fictício adolescente. Ela inicialmente restringiram a busca para Londres, mas depois abrangeram para Oxford (onde uma filmagem estava prevista para acontecer), postando chamadas para audições pela cidade e em campus de escolas.

Muitas das amigas de atuação de Florence, que, como ela, nunca tinham feito uma audição para um filme de verdade antes, ficaram eletrizadas pela perspectiva de aparecer em um filme. Mas Florence, de forma contrária ao seu zelo habitual de se apresentar, ignorou as postagens. Ela aprendeu com a experiência de seu irmão que “eles sempre acabam escolhendo alguém famoso no fim de tudo,” ela disse.

No último dia para envio das audições, foi a sua mãe que interveio. Ela disse para Florence que ela deveria fazer a filmagem – não porque acreditava em milagres ou em finais felizes, mas para ganhar prática para si mesma.

“Você vai querer fazer isto um dia,” ela disse. “Por que não dá uma chance então?”

Confira as fotos do photoshoot exclusivo para o jornal clicando nas miniaturas a seguir:

Fonte: The Hollywood Reporter

Quando Florence Pugh tinha 07 anos de idade, a mãe da atriz disse para ela que ela estava grávida de outro filho. Florence, que era a mais nova de três irmãos até aquele ponto e gozava dos privilégios que vinha com esse status, ficou pálida.

“Eu abri a porta lateral, peguei um graveto e esmaguei ele no chão,” disse Florence, de 24 anos, relembrando o momento de Oxford, Inglaterra, acrescentando: “Eu não sabia lidar com aquela informação.”

É o tipo de reação que você esperaria ver de Amy March, a irmã mais nova de ‘Adoráveis Mulheres’, de Louisa May Alcott, e discutivelmente a maior mimada da literatura de todos os tempos. Florence interpreta Amy na versão mais recente da Greta Gerwig do romance de 250 anos de idade de Alcott sobre as quatro irmãs March, inspirando a personagem com uma nova nuance e vivacidade. “Eu sempre amei crianças atrevidas,” Florence diz. “Em todos os filmes que têm uma pentelha, eu fico tipo ‘Esse papel deve ter sido tão legal de se interpretar.’ Mas foi muito divertido passar pelo livro e perceber que na verdade esta mulher é tão inteligente, e ela é realista. Ela tem um cérebro.”

É manhã de novembro e Florence, segura de si e com olhos cintilantes, está usando propositalmente brincos diferentes, está recarregando as energias durante o café da manhã no Chateau Marmont após uma fase de trabalho exaustiva e emocionante. Amy March é uma das três personagens memoravelmente diferentes que a atriz interpretou em 2019 – ela també incorporou a lutadora Paige em ‘Fighting With My Family’ e a aflita Dani em ‘Midsommar’, cada performance se baseou no atletismo, desafio e inegável charme de Florence. Em 2020, ela irá fazer parte do Universo da Marvel em ‘Viúva Negra’, interpretando uma imagem fraterna para a personagem principal de Scarlett Johansson.

Durante a primeira reunião com a Greta Gerwig e a produtora Amy Pascal na casa desta última, Greta disse para a atriz que esta adaptação seria a para redimir a Amy March, que tem sido desprezada por gerações de leitores por suas interferências de irmãzinha e ciúmes mesquqinhos. “Greta disse: ‘Eu acho que todo mundo odeia a Amy e eles não sabem o por que de odiarem a Amy,” disse Florence. “Eles também não sabem o porque exatamente amam ela. Eu acho que esta é a vez dela de se explicar.’”

Greta tinha visto Florence interpretar a jovem insubordinada em ‘Lady Macbeth’ (2017) e tinha o pressentimento de que esta era a Amy dela, uma atriz que conseguiria dominar a ambição e astúcia da personagem de uma forma nova e compreensiva. Na primeira reunião delas, Greta disse, “Eu fui atingida pela confiança dela, solidez de si própria e sua própria arte. Ela é tão jovem, mas ela também é incrivelmente segura em sua própria pele. Sem mencionar que ela é incrivelmente talentosa.” Greta então teve que convencer a Sony a contratar Florence. O elenco de estrelas de ‘Adoráveis Mulheres’ inclui Saoirse Ronan, Meryl Streep, Timothée Chalamet e Laura Dern, mas o roteiro da Greta trata ‘Adoráveis mulheres’ de várias formas como uma via de mão dupla, com a Jo determinadamente independente de Saoirse Ronan lutando e reconciliando com a Amy de Florence; o sucesso do filme dependeria dessas duas atrizes sendo equiparadas em carisma e força. “Eu pedi para ela fazer uma gravação para que eu provasse para todo mundo no estúdio que ela era quem eu sabia que ela era: uma estrela de cinema consolidada, bem como uma atriz de primeira qualidade,” Greta disse. “A gravação que ela entregou foi essencialmente a performance que ela fez como Amy. Ela tinha entendido completamente.”

Em uma cena-chave com Chalamet, as falas de Florence comunica com o tema central do filme – que como uma mulher na era vitoriana, suas perspectivas para independência econômica são escassas. “Não sente aí e me diga que casamento não é uma proposição econômica, porque é sim,” ela disse. Enquanto filmava nos estúdios em Massachusetts, Florence ocasionalmente precisava demonstrar outros talentos, como quando a Amy caiu em um lago congelado enquando esquiava. Durante um período de dias, Florence mergulhava repetidamente em um tanque posicionado dentro do lago congelado, mantido apenas alguns graus mais quentes do que o ar de Dezembro, para evitar que a evaporação estragasse a cena; quando Greta falou “Corta”, Florence era levada correndo para uma banheira quente fora da cena. “Eu amo ficar suja e eu amo sentir frio,” Florence disse. “Isso apenas ajuda a sua performance, qualquer coisa que seja física. Eu não suporto fingir as coisas. Eu amo ter a oportunidade de fazer as coisas. Ter a oportunidade é tão importante. Quando alguém chega para você e diz ‘Ei, nós podemos te filmar saindo de um tanque de água 15 vezes enquanto você veste roupas molhadas?’ eu fico ‘Sim, eu posso fazer isso. Eu posso fazer isso, porque eu sou capaz e eu sou forte.’”

Florence ganhou muita experiência com desconforto enquanto filmava ‘Midsommar’, o filme de terror de Ari Aster, situado em um culto pagão na Suécia. O filme começa com a personagem de Florence, Dani, sofrendo com uma grande perda e reagindo quase que com uma tristeza animalesca. Florence, que acha difícil chorar do nada ou até mesmo na frente de qualquer pessoa, estava ansiosa em filmar a cena, que estava marcada para a última semana de gravações. “Quando eu li ‘Midsommar’, o ponto central da Dani é que ela está sofrendo com esta tremenda quantidade de luto e ansiedade e eu nunca cheguei perto de qualquer luto como este na minha vida,” Florence diz. “Então, quando eu estava lendo, por mais excitante que o roteiro fosse, eu estava bem consciente de que eu teria que estar sentindo dor, como ela estava. A única forma que eu consegui me colocar lá, para alcançar aquele chão e aquele vazio, foi simplesmente imaginar cada uma das pessoas da minha vida em um caixão. Eu tenho certeza que muitas pessoas conseguem fazer de outro jeito, mas eu precisei me colocar nesta situação. Eu acho que eu não vou fazer isso de novo em breve. Eu defintivamente saí do trabalho me sentindo um pouco triste.” Após a intensidade de gravar todos os dias, incluindo as cenas que ela vestia um vestido imenso de flores no verão quente do estúdio na Hungria, Florence disse que ela se recuperava durante a noite com metade de uma barra de chocolate Lindt e uma bloody mary.

O pai de Florence é dono de restaurantes e a mãe dela é dançarina e ela tem atuado em peças desde que tinha 6 ou 7 anos. Seu irmão mais velho, Toby Sebastian, apareceu em Game Of Thrones e sua irmã mais velha, Arabella Gibbins, é atriz de teatros. Quando criança, Florence tinha problemas com sua via aérea e asma e seus pais mudaram para a Espanha por três anos na esperança de que o tempo mais quente ajudaria – ela atribui sua voz rouca e diferente à esta condição. Antes disso, ela disse que a mãe dela deu uma aula para ela sobre profissionalismo quando Florence confessou que ela ainda não tinha decorado suas falas para a peça. “Ela sentou comigo e ficou tipo ‘Eu sei que você tem apenas 7 anos de idade e eu sei que essa é sua primeira peça, mas quando você faz uma peça, você está se comprometendo. Quando você sobe no palco, você sabe as suas falas. E você está essencialmente se entregando para uma performance. Então, não seja desleixada.’ Não foi severo ou cruel de forma alguma. Ela estava só dizendo que, como artista, se você está falando que vai fazer este papel, você está fazendo as pessoas confiarem em você e você precisa levar a sério. Eu carrego isso comigo durante toda a minha vida.”

Florence teve seu início na indústria aos 17 anos no drama adolescente ‘The Falling’ e rapidamente emergiu como protagonista em ‘Lady Macbeth’ e na minissérie britânica ‘The Little Drummer Girl’, na qual ela interpreta uma atriz que é sugada em uma carreira de espiã.

Em ‘Viúva Negra’, que irá estrear no dia 01 de Maio, ela irá conhecer seu maior público até então, como parte da máquina da Marvel. Mas Florence descreve o filme, dirigido por Cate Shortland, como distinto em relação aos filmes de quadrinhos que já existem. “Todos nós sabíamos que nós estávamos fazendo algo bem especial e único e algo que ainda não tinha sido feito nos filmes da Marvel antes,” Florence diz. “Essencialmente, é sobre essas duas garotas consertando a si mesmas. Essas garotas passaram por uma enorme quantidade de dor é sobre elas se juntarem e tentar consertarem uma a outra. Se você pensar em todos esses filmes e se você pensar em todos esses super-heróis, quando você vê dor e quando você ver o que é preciso para ser aquilo?”

Já que a produção de ‘Viúva Negra’ acabou em outubro, Florence diz que ela tem estado em um status deliberado. “Eu estou tirando um tempo,” ela diz. “Eu estou ciente de que eu estou sem parar por quatro anos. Eu vivo dizendo que eu preciso descansar por um segundo já fazem dois anos, mas eu sou tão ruim, porque eu vou ouvir que tem alguma coisa por aí e eu fico tipo “Ai meu Deus. Eu preciso fazer ‘Midsommar’. e eles ficam, ‘Mas Florence, você disse que queria tirar um tempo.’ Então isso é culpa minha. Mas eu vou tentar descansar por um tempo.”