Fonte: The Wrap

É um dia chuvoso em Los Angeles e um lounge no andar de cima do Ace Hotel está escuro e aconchegante. Mas o lugar é iluminado quando Florence Pugh entra – não apenas por causa do seu vestido branco de mangas fofas, mas porque a atriz de 23 anos de idade tem uma energia cheia de vida e irreverente que condiz com alguém que teve um ano louco de revelação que a teve estrelando não em um, mas em três filmes aclamados pelas críticas, incluindo um papel principal na adaptação muito esperada do filme de época de Greta Gerwig, ‘Adoráveis Mulheres’.

“Ela é loucamente, estranhamente talentosa e fascinante de assistir e totalmente destemida como atriz,” Greta disse. “Tem algo nela que não pode ser derrubado ou ofuscado e isto é algo incrível em uma jovem mulher. E eu acho que é tão empolgante também estar com alguém quando eles conquistam seus poderes. Ela tem muito poder e ela está apenas começando a compartilhar.”

Florence pode muito bem ser a estrela revelação mais legal deste ano pela virtude de suas performances na celebração e desconstrução de Greta no romance clássico de Louisa May Alcott, 1868, bem como por seu inquietante filme de horror do verão ‘Midsommar’ e do hit de luta do Sundante, ‘Fighting With My Family’. Mas sua ascenção a pegou de surpresa. Há quatro anos, ela era uma adolescente de Oxfordshire, noroeste de Londres, que tem atuado na escola desde que tinha 6 anos, mas não começou a fazer profissionalmente até 2014. Depois ela conseguiu um papel de uma esposa frustrado do século 19 do filme de William Oldroyd, ‘Lady Macbeth’, e de repente o mundo dos filmes a notou. “É verdadeiramente uma transição esquisita, porque você tem sonhado com isto por tanto tempo e você está tão ocupada que não está percebendo que está acontecendo,” ela disse. “De vez em quando, eu paro para cheirar as rosas e me certificar de que eu estou aproveitando tudo.”

“Todo mundo tem seu próprio meio de entrar na indústria e, independente de como você tenha chegado lá, é uma jornada difícil” ela acrescentou. “Também tem a ver com fazer o que você pode quando você tem a oportunidade. E eu acho que ‘Lady Macbeth’ foi a oportunidade para mim.”

Mas não, o que seguiu não foi parte de nenhuma estratégia de mestre. “Nós temos sidos bem seletivos durante os anos para nos certificarmos de que todos os personagens que eu faço sejam de interesse – eles são esquisitos, eles são estranhos, eles têm uma mensagem,” disse Florence, do tipo alegremente sincera que claramente abraça suas próprias peculiaridades. “Eu sempre senti paixão quanto a isto. Eu acho que talvez seja por causa das coisas que eu escolhi, abrem portas diferentes, mas não nenhum grande plano. Apenas acontece.”

Ainda assim, interpretando personagens completamente diferentes em gêneros diferentes e épocas diferentes tem sido uma decisão consciente para a atriz. Depois de ‘Lady Macbeth’ assegurar para ela seu prêmio de Melhor Atriz do ‘British Independent Film Award’, ela estrelou em ‘The Commuter’, de Jaume Collet-Serra, na adaptação de 2018 da BBC de ‘King Lear’, em ‘O Legítimo Rei’ de David Mackenzie e da minissérie de televisão, ‘Little Drummer Girl’. “Eu acho desafiador imaginar a mim mesma voltando para alguma coisa muitas vezes porque no momento, eu não acho isso interessante,” ela disse.

Esta filosofia é certamente verdadeira em seu trabalho do período de 2019, começando com sua interpretação da super-estrela da WWE, Saraya-Jade Bevis (“Paige”) em ‘Fighting With My Family’, dirigido por ‘Stephen Merchant’. “Eu vi mais de 60 jovens atrizes para este papel,” Stephen disse. “A dificuldade – há uma mulher verdadeira em quem você está baseando o personagem, ela tem lutado desde 13 anos, ela tem classe, é sarcástica, é durona, mas também simpática e carismática. Então eu precisava de alguém que podia fazer essas coisas e estivesse disposta a entrar de cabeça em um ringue e também ter as habilidades de atuação e o carisma para carregar o filme. No fim, Florence foi a pessoa que conseguia juntar todas essas coisas. É raro encontrar alguém que é o pacote completo, especialmente quem é tão jovem.”

Mas isto não significa que Florence acreditava que ela tinha o que precisava. “Eu tenho uma regra: todos os filmes que eu fiz me assustaram,” ela disse. “Eu fiquei completamente nervosa sobre como seria e se eu seria a pessoa certa para ele. E isto foi obviamente elevadíssimo quando eu fiz ‘Fighting With My Family’, porque eu estava interpretando a Paige, a excêntrica mais amada da luta. Ela é apenas alguns anos mais velha que eu e tudo isso não foi há tanto tempo atrás e todos os vídeos ainda estão por aí. Todo mundo sabe como ela luta, como ela se movimenta e como ela fala. Isso foi apavorante.”

Depois de passar dois meses aprendendo a lutar, Florence precisou demonstrar sua nova habilidade na frente de 20.000 pessoas – 20.000 fãs de luta – na primeira semana de gravações. Ela queria fazer certo pela Paige, os fãs dela e o legado dela no mundo WWE, então ela sabia que ela precisava ir diretamente pedir conselhos para a lutadora. “Nós não conhecemos quando estávamos gravando – ela estava com o pescoço machucado e não podia pegar um avião e ela também estava do outro lado do mundo,” Florence disse. “Mas nós conversávamos constantemente e eu fiz muitas perguntas para ela. E no dia da luta, eu mandei uma mensagem para ela e falei tipo “Ei, amor. Então, eu estou prestes a fazer a coisa que você fez há muitos anos atrás e eu estou naturalmente cagando nas calças. Você poderia por favor me dizer duas coisas que eu preciso manter na minha mente?” e ela me respondeu: “Ande como se você fosse quem manda em tudo, não ligue para ninguém. Você é a pessoa mais importante aí. Arrebenta ela pra caralho.”

Além disto, Dwayne Johnson, em pessoa, um antigo lutador, foi produtor do filme. Florence disse que Dwayne ajudou com o percurso e a ensinou a jogar seu corpo inteiro em um soco. “Eu estava no ringue, olhando para ele e olhando para todos esses assentos em volta,” ela disse sobre ensaiar em uma arena. “Há aqueles momentos mágicos e estranhos na sua vida em que você apenas tenta digerir tudo. Eu lembro de ver todos esses assentos e o Dwayne tentando me ensinar a dar um soco e eu fiquei tipo ‘Meu Deus! Esse é um momento “me belisca” que eu nunca vou esquecer.”

Dwayne, sobre seu papel, espera que tudo aconteça novamente. “Eu tive o prazer de trabalhar com a Florence nas telas e eu tive o prazer de produzi-la fora das telas e eu não consigo dizer coisas boas o suficientes sobre ela,” ele disse. “Florence tem o real fator x que nós falamos na nossa indústria – é difícil quantificar e medir, mas ela tem. Eu amo as peças dela e espero que nós trabalhemos juntos novamente em algum lugar da linha.”

Depois de ‘Fighting With My Family’, Florence foi escolhida para o filme de terror ‘Midsommar’, o filme de Ari Aster após o aclamado pela crítica, ‘Hereditário’. Florence interpretou Dani, uma mulher problemática que, com seu relacionamento desmoronando, viaja para a Suécia com seu namorado e outros amigos para participar de um festival de verão que rapidamente fica sinistro e enervante.

“Eu não gosto de filmes de terror, mas eu assisti ‘Hereditário’ e pensei ‘Eu realmente quero estar no próximo’,” ela disse. “Quando eu li (o roteiro), o meu maior medo foi que eu não deveria fazer porque eu nunca passei por um luto parecido com aquele antes. Eu nunca vi ou senti tanta dor. E eu sabia que isso era o ponto central do roteiro, que esta mulher está em suspensão e ela pode desmoronar a qualquer momento. Eu simplesmente sabia que você não podia fingir isto. Obviamente, o roteiro estava incrível e qualquer atriz iria querer interpretar isto, mas eu não sabia se eu iria conseguir fazer isto. Mas depois eu não conseguiria imaginar não fazendo.”

“Florence é uma atriz notavelmente versátil,” Ari disse. “Eu fiquei espantado em saber que ela não é classicamente treinada. Ela é algo extraordinariamente raro: uma atriz nata. Trabalhar com ela foi ótimo. Tudo que eu precisava fazer era providenciar espaço para ela seguir seus instintos.”

Pelo fato de ela não querer forjar em nenhum momento o luto que a personagem dela tinha que sentir, esses instintos levaram Florence a imaginar os velórios de seus familiares várias vezes durante as gravações de ‘Midsommar’. “Eu conheço muitos atores que provavelmente diriam ‘Isso é muito idiota’,” ela disse. “Mas sinceramente, eu não consigo chorar do nada e uma coisa como este papel realmente precisava que eu estivesse sofrendo. Eu não percebi o quão bruto era até eu assisti-lo um ano depois. E eu lembro que quando eu assisti eu fiquei tipo ‘Ah, é por isso que você está triste. Porque você se colocou nesse estado e depois você não consertou.’”

Apenas quatro dias após ela terminar a produção de ‘Midsommar’, Florence pulou em um contexto muito diferente para intepretar a mimada e birrenta Amy March em ‘Little Women’, onde suas co-estrelas incluem Saoirse Ronan, Timothée Chalamet e Meryl Streep. Quando ela ouviu os boatos pela primeira vez de que a Greta iria fazer o filme, ela sabia que a época não iria dar certo com a sua agenda de gravações de ‘Midsommar’ – mas ela disse que Greta, Ari e a produtora de ‘Little Women’, Amy Pascal, “moveram montanhas” para fazer dar certo. (“Quando você sabe que algo é certo, você apenas faz acontecer,” Greta disse.)

“Sair de ‘Midsommar’ diretamente para ‘Little Women’ foi a minha versão de terapia,” disse Florence. “Eu fui da coisa mais complexa, emocionalmente cansativa e exaustiva que eu já fiz na vida para apenas ser uma criança de 13 anos de idade, irritando a Saoirse a cada dois segundos, flertando com o Timmy a cada dois segundos e brincando e abraçando todo mundo no set. Na verdade foi a forma perfeita de balancear quem era nas duas semanas antes.”

Florence especialmente recebeu interpretar uma personagem que parecia ser bem familiar para ela – como ela é para muitos fãs do romance. “Não houve nada que eu precisei me preparar para,” ela disse. “Eu já falo muito, eu já amo falar para as pessoas o quê é o quê. Interpretar a Amy foi simplesmente uma diversão, porque eu podia me soltar e ser essa mulher bem cabeça-dura. A Amy tem sido uma das mais deliciosas e maravilhosas personagens de se interpretar e eu a amo porque ela foi tão fácil – eu sabia exatamente o que ela era. Eu sabia que ela era deliciosa, saborosa e malcriada, e então ela cresce e vira esta mulher que diz como ela se sente de forma tão articulada. E eu acho que nada sobre isso foi desafiador para mim – tudo sobre interpretá-la foi divertido.”

A diversão continuou com o próximo projeto de Florence, o filme deste verão da Marvel, ‘Viúva Negra’ com Scarlett Johansson – ou tra mudança da sua corrida recente de personagens para as telas. Então o que poderia vir em seguida para a estrela de cinema em ascenção? Antes de ela seguir para a chuva de Los Angeles, Florence admitiu que há um gênero que ela gostaria de interpretar.

“Eu sempre quis fazer um filme de faroeste,” ela disse com um sorriso. “Eu sempre quis ser uma garota suja e corajosa com uma saia de linho e que monta um cavalo e tem este grão no meio dos tentes e suor nos cabelos, com uma arma. Eu sempre quis ficar apenas galopando em um cavalo no deserto.”

“Minha coisa favorita como atriz é quando você não precisa ser toda inventada em uma cena, quando você pode estar suada e nojenta. Eu sempre apreciei rostos reais nas telas e eu fico mais confortável quando eu tenho a permissão de ser nojenta e ter o que um rosto normal tem. Quando criança, eu sempre me inspirei nesses personagens. E eu sempre tinha essa imagem de galopar em um cavalo com uma saia curta e uma arma.”

Fonte: Glamour UK

 

“Como jovem mulher, tudo é tão forçado para ser tão sexual, tão rápido”: A estrela de ‘Adoráveis Mulheres’ fala sobre ficar mais velha

Com 23 anos, a estrela da mais recente capa digital da Glamour, Florence Pugh, já interpretou uma espiã dos anos 70, uma governanta e uma aspirante a lutadora. Agora ela está com seu maior papel marcado para o remake feminista de ‘Adoráveis Mulheres’. Mas ser uma das atrizes jovens mais procuradas de Hollywood não chegou sem sacrifícios, como ela conta para Josh Smith.

Nós estamos a menos de um minuto em nossa ligação do FaceTime e Florence Pugh já está colocando a perna acima da cabeça para mostrar suas calças de ginástica. “Você ama isto, principalmente em uma chamada de vídeo.” ela sugestivamente fala sobre sua flexibilidade. Imediatamente fica claro que Florence não é apenas uma artista nata, mas uma piadista também. “Eu sempre era irritantemente alta,” ela ri, em seu quarto de hotel em Boston.

A abordagem bem móvel de Florence – literalmente – perante a vida está em um grande contraste com as restrições do espartilho de Amy March, a personagem que ela interpreta no mais recente remake de ‘Adoráveis Mulheres’, da diretora de ‘Lady Bird’, Greta Gerwig. Esta versão moderna do conto clássico do século 19 de quatro irmãs já gerou uma nomeação no ‘Critic’s Choice Award’ por ‘Melhor Atriz Coadjuvante’.

Bem parecida com a artista afiada Amy, Florence desenhou seu próprio caminho. Como nós brincamos, ‘são papéis atrás de papéis’, para esta atriz. “Quando eu saí da escola, eu tinha plena consciência de que eu tinha que trabalhar duro logo em seguida – você precisa atacar e eu sabia que as pessoas não iam entender o quanto eu queria aquilo,” Florence compartilha em sua marcável voz grave.

“Eu estava praticamente em uma missão pessoal e eu coloquei minha vida inteira em espera até minha carreira engrenar. Eu era desta forma desde o início, principalmente com relacionamentos. Eu lembro que quando eu tinha 18 anos e eu era bem direta sobre como tudo tinha que ser secundário da minha carreira. Os namorados que eu tinha àquela época – Deus os abençoe – ficavem tipo “mas por quê?” e eu apenas dizia “É assim que tem que ser”. Eu lembro de pensar naquela época que eles não entendiam e isso foi bem malvado da minha parte, mas eu precissava fazer isso para conseguir.”

Eu lembro muito de estar em um trabalho quando eu tinha 12 anos de idade e pensar que todo mundo estava querendo me sequestrar. ‘Porque todo mundo está olhando para mim’, eu pensei. Mas na verdade, eles estavam olhando para mim porque agora eu tinha peitos e um coque! Foi um dos momentos pais esquisitos da puberdade para mim.

No entanto, uma irmã não consegue sempre fazer tudo sozinha, e a gangue de garotas que Florence conheceu no set de ‘Adoráveis Mulheres’, Saoirse Ronan, Emma Watson e Eliza Scanlen – se tornaram sua rede de apoio fora das telas também. Quando eu pergunto para ela o que o filme a ensinou sobre irmandade, Florence responde instantaneamente e de uma forma verdadeira: “Você não consegue fingir isto. É real.”

“Nós realmente éramos uma irmandade muito forte e nós sabíamos que precisava ser desta forma para que fosse real e crível,” ela continua. “Seja nas telas ou fora delas, você nunca vai achar nada parecido com o poder desse sistema de apoio e esta crença que nós temos uma nas outras. Nós estávamos prontas para ir para a guerra umas pelas outras. Se uma de nós tinha algo a dizer, então todas nós tínhamos algo a dizer!”

Florene também achou um braço direito na forma de seu amor fictício e o crush número um da internet, Timothée Chalamet – cuja performance em ‘Adoráveis Mulheres’ o confirma como sendo o Mr Darcy da nossa geração. “Timmy estava tão envolvido com todas as meninas,” Florence diz carinhosamente. “Ele estava tão desesperado para fazer parte da nossa gangue quanto nós estávamos. Ele chegava imediatamente com piadas e com as lutinhas. Tudo sobre esta dinâmica não parecia que nós estávamos recebendo um garoto – foi realmente maravilhoso.”

Enquanto as irmãs March cresceram em uma New England conservadora durante um período decididamente “desperto” para as mulheres, a história do crescimento de Florence ocorreu no campo inglês igualmente segregado. Da mesma forma, uma de quatro irmãos, ela frequentou a escola particular de Oxford, St. Edward (em que os alunos casualmente incluem Emilia Clarke e Laurence Olivier). Em uma dinâmica de rivalidade entre as irmãs March, Florence e seus irmãos, todos participaram da Oxford Deli, de propriedade da família, antes de se aventurarem a atuar. Seu irmão mais velho, Toby Sebastian é conhecido por interpretar Trystane Martell, em ‘Game Of Thrones’.

“Eu passei por um período bem difícil ao ir da infância para me tornar mulher, porque eu nem sabia o que estava acontecendo,” confidencia Florence, refletindo sobre sua adolescência e sua própria graduação em feminilidade.

“Uma das coisas mais chocantes sobre crescer para mim foi perceber que o meu corpo estava se transformando em uma mulher antes de eu estar mentalmente pronta ou preparada para ser uma mulher. De repente você precisa estar em conformidade com as pessoas olhando para você e verificando você. É algo que faz você crescer tão rápido, porque como jovem mulher, tudo é forçado a ser tão sexual tão rápido. Eu me lembro muito que eu estava em uma festa quando eu tinha 12 anos de idade e pensar que todo mundo estava tentando me sequestrar. ‘Porque está todo mundo me olhando’, eu pensei. Mas na verdade, eles estavam olhando para mim só porque agora eu tinha peitos e um coque! Foi um dos momentos mais estranhos da puberdade para mim.”

A próxima vez que Florence teve seu corpo cuidadosamente inspecionado foi no início de sua carreira de atriz – que começou quando ela tinha 17 anos, estrelando ao lado de Maisie Williams em ‘The Falling’. “Eu fiz um trabalho em que ficou bem claro que eu precisava perder peso (pelo time trabalhando na produção) e quando acabou, eu fiquei bem consciente de que eu não queria fazer este tipo de trabalho,” ela diz, mantendo o trabalho em questão em segredo. “Porque eu fui confrontada com isto, eu percebi o que eu queria representar e não queria que isto acontecesse, posso não ter superado meus problemas com meu corpo em uma idade tão precoce. Eu estou feliz com isto, mas muitas mulheres não tem esta sorte.”

Isto deixou Florence bem ciente do atual “body shaming” nas redes sociais – algo que ela rotula como o problema mais premente que as jovens mulheres enfrentam hoje. “Eu sempre vejo as redes sociais como um pouco de piada,” Florence me diz. Afinal de contas, ela faz uma abordagem alegre no Instagram, detalhando tudo de locais de estalo – algo que ela chama como ‘o sentimento mais próximo de um parto’, em um Instagram story – para sua descrença em trabalhar em ‘Viúva Negra’, da Marvel. “Empolgada com o nosso pequeno filme indie que estamos gravando no momento,” Florence comentou quando postou o poster do filme no Instagram.

“Mas eu tenho uma irmã que é sete anos mais nova que eu e isso me faz na verdade consciente das negatividades nas redes sociais. O impacto que isto tem na vida dela em cada estágio do dia é inacreditável,” Florence acrescenta. “A ideia que a vida não para quando a escola acaba, que continua durante a noite e seus problemas continuam também, é horrível. Eu odiaria crescer desta forma. Ver que isto me deixou mais consciente do constante impulso de todo mundo para ter o que quer que tenha em seus celulares, então eu tento não acrescentar a isto o máximo que eu consigo. É muito nojeto às vezes, não é? Todo mundo tem um impacto porque todo mundo está adotando uma personalidade de “faz de conta” no Instagram e é apavorante. O problema é que as redes sociais são baseadas em volta de inseguranças e não funcionaria a não ser que todos sejam inseguros.”

Florence, no entanto, parece refrescantemente segura. Ela não tem tempo para comentários trollando – “você tem que seguir em frente,” – e ela nunca pensa demais em uma resposta durante uma entrevista inteira. Tudo que a Florence diz parece que vêm diretamente de seu instinto e pensamentos duvidosos são anulados com humor depreciativo. “Eu não consigo assistir nada que eu fiz até dois anos depois,” Florence brinca quando eu perguntei sobre suas inseguranças e ela é igualmente casual sobre seu talento. “Eu consigo deixar meu cabelo de várias cores, então eu acho que foi isto que me salvou,” ela replica.

Mas uma rara habilidade de deixar o cabelo de várias cores não vai te garantir um papel no universo da Marvel por si só. E sobre a habilidade dela de chutar na altura do pescoço de alguém, Florence está estrelando ao lado de Scarlett Johansson em ‘Viúva Negra’, como irmã da personagem russa, Yelena.

No enredo de estilo típico da Marvel – além de explorar como a viúva negra se tornou a fodona que ela é – está cercado de mistério e isso é algo que Florence, que eu acredito que conseguiria ter uma convera com uma parede de concreto, teve dificuldades com. “Eu sempre fico apavorada quando eu falo sobre isto,” ela diz aparentando estar em um leve pânico.

“Eu não sou ruim em manter segredos, acontece apenas que você não sabe o que você pode e não pode dizer. Eu posso dizer que o filme é épico em todos os níveis. É bem único e especial estar nesta era de filmes de super-heróis com a Scarlett (Johansson) e todas essas mulheres que têm estado desesperadas para fazer uma história sobre esta personagem por tanto tempo – eu pude ver A Viúva Negra em ação!”

Se há algo para se falar sobre o trailer – que foi lançado na Comic Con do Brasil no início deste mês – espere que a Florence mude de marcha novamente, para um modo total Sporty Spice (Melanie C. das Spice Girls) enquanto ela fica em pé de igualdade com o elenco formidável que inclui Rachel Weisz. “Eu adoro uma façanha,” ela expressa, falando com empolgação. “Eu queria fazer o máximo de acrobacias que eu pudesse, então logo de cara eu aprendi kickboxing e treinamento com facas!”

A garota claramente tem algumas habilidades sérias. E então novamente, você vai precisar delas quando você for enfrentar a rainha original da Marvel Scarlett – cuja quem havia pouco espaço para brincadeiras. “Eu conhecia ela há apenas uma semana quando nós começamos a bater uma na outra,” Florence ri.

Esta experiência, junto com os personagens variados que Florence interpretou nos últimos anos – mais conhecida por interpretar a espiã relutante em ‘Little Drummer Girl’, da BBC, e uma governanta vitoriana em ‘Lady Macbeth’, que deu à ela sua nomeação ao BAFTA de Estrela Revelação – a ensinou a finalmente ter fé em si mesma. “No ano passado, eu percebi que eu estava trabalhando com pessoas tão grandes que estavam genuinamente interessadas no que eu pensava.” Florence me diz, se referindo a estrelar ao lado de Meryl Streep em ‘Adoráveis Mulheres’ e ter uma mentora na forma de Emma Thompson. “No começo, eu estava apenas querendo agradar e foi um momento maravilhoso para perceber que você é bom em algo em que eles precisam de você. Foi aí que eu podia começar a me dar um pouco de valor,” ela conclui.

Ser procurada (Florence encaixou seu ensaio fotográfico para a capa da Glamour em um único dia livre que ela tinha na agenda de filmagens de ‘Viúva Negra’) veio com um preço, no entanto. “Este ano é uma culminação de tudo que eu tenho trabalhado por mais de quatro anos, mas o que vem com isto é o baixo de estar na estrada o tempo todo e você nunca está em um lugar só,” ela diz, como uma pessoa sem endereço fixo.

Pêga firmemente no olho de sua própria tempestade, Florence também teve que aprender a cuidar de si mesma. Uma coisa que ela descobriu enquanto filmava o filme de terror de sucesso deste verão, ‘Midsommar’, em que a Dani de Florence vai a um festival de música sueco apenas para se encontrar sumersa em um culto em que ela não consegue escapar.

“Foi difícil para mim já que eu tive que estar em um nível tão pesado de luto e depressão que eu nunca tinha experienciado antes,” Florence divulga. “Eu não sou uma atriz que consegue chorar imediatamente, então o meu processo para fazer este filme foi imaginando todas as pessoas que eu me importo em caixões, o que não foi muito divertido. Você precisa se certificar que dê tempo para si mesma depois e comer comida boa, sair em longas caminhadas e abraçar a sua avó. Eu lembro que eu me preocupava em gastar dinheiro em massagens semanais para espairecer, mas quando o meu co-protagonista Jack Reynor falou para mim: ‘Flo, você está literalmente em um inferno astral todo santo dia, eu acho que você merece um tempo para relaxar.” eu fiquei tipo “é verdade!”

Além de ser o tipo de garota que você amaria a companhia para tomar shots em bares, Florence também é alguém que você gostaria de compartilhar seus problemas também. “Eu lembro quando eu fiz ‘O Legítimo Rei'”, ela diz, referendi-se ao filme que ela interpretou a rainha do Robert The Bruce, de Chris Pine. “Houve uma noite em que todos os garotos chegaram perto e eles queriam apenas ser mimados. Todos eles tinham barbas enormes e eu colocava máscaras faciais neles. Todo mundo está apenas procurando por aquela família nos sets de filmes, porque você precisa disto – você está fugindo com o circo!”

Se Hollywood é o circo, Florence é certamente a nova líder da geração. Uma mestre despretensiosa, com uma mistura intoxicante de talento e alegria. E enquanto ela assopra beijos para o telefone – pulando para outro dia de turnê promocional para ‘Adoráveis Mulheres’ – eu me encontro completamente obcecado. Mundo: em formação para Florence Pugh.

Fonte: Uproxx

 

Para a Florence Pugh, 2019 tem sido o que as pessoas gostam de chamar de “um ano de revelação”. Começou lá no Sundance quando ela recebeu a aclamação pelo fime de luta baseado em fatos reais, ‘Fighting With My Family’. Depois todos os pedaços se soltaram após o lançamento de ‘Midsommar’, de Ari Aster, um filme que é bem impossível não ficar pensando por meses (talvez anos, quem sabe?) após assisti-lo.

E agora, Florence estrela como Amy, em ‘Little Women’, de Greta Gerwig. Quando eu conversei com a Greta recentemente, ela disse de Amy: “Amy foi o personagem que aparentou para mim quase a ter mais falas do que foram escritas em letras em caixa alta do que eu não podia esperar alguém para dizer.” E, sim, Florence diz essas falas com confiança direta. Greta continua, “Por Deus, essa mulher é fascinante e também é capaz de se manter completamente dentro de seus próprios desejos e querer o que ela quer e nunca se envergonhar disto, o que, para personagens femininos, é particularmente excitante, porque, geralmente, em viagens literárias, você é punida por querer as coisas.”

E no topo disto tudo, o lançamento do primeiro trailer de ‘Viúva Negra’, mostrando que Florence vai encarar Scarlett Johansson em pé de igualdade. Nos quadrinhos, a personagem de Florence, Yelena Belova, vira a nova Viúva Negra. Mas não tão rápido, Florence avisa, porque ela não vê ‘Viúva Negra’ como sendo uma forma de passar o trono.

Antes de falar com a Florence no telefone, eu enviei uma mensagem para a minha namorada, uma jornalista de entretenimento, para perguntar se havia algum assunto que eu deveria abordar com a Florence que eu estava esquecendo. Ela respondeu, de forma séria, mas de uma maneira “você não deve perguntar isso em hipótese alguma”, “Pergunta para ela o motivo dela ser legal”. Mas eu perguntei, de qualquer forma, o que nos levou a um caminho de dicas práticas que são muito legais, na forma de “legal” que o The Fonz explicaria o porque de ser legal comer vegetais, ou qualquer coisa do tipo. De qualquer forma, sim, talvez Florence Pugh seja a nova Fonz.

Como você está?
Eu estou bem, obrigada. Me desculpe por me atrasar.

Eu estou em Nova Iorque e está muito frio lá fora de qualquer forma, então eu não vou sair mesmo.
Então você não está farreando agora?

Eu não estou farreando.
Certo.

Eu mencionei para a minha namorada que eu ia conversar com você e eu falei tipo ‘O que eu devo falar?’ e tudo que ela respondeu em uma mensagem foi ‘Por que ela é tão legal?’ Então isto é tudo que eu tenho.
Esta não é uma pergunta que eu possa responder, porque se eu respondesse eu não ia ser legal.

Certo. Mas se você puder compartilhar esta informação, esta seria uma ótima dica para mim.
Bom, eu pessoalmente não acho que eu seja, mas algumas das coisas que eu faço que fazem eu ser quem eu sou são: sempre tenha uma mala de viagem cheia de chá em pó da Yorkshire, porque você nunca sabe quando vai precisar deles. Sempre tenha um kit de costura com você porque você vai precisar de agulhas mais do que vai precisar de qualquer outra coisa na sua bolsa de mão. E também nunca responda à pergunta “Por quê você é tão legal?”

Agora eu vou entitular essa matéria de “Florence Pugh explica o motivo de ser tão legal.” Porque na verdade há três perguntas. Você não esperaria que uma delas seja uma bolsa de costura, mas é uma boa resposta. Há verdade nisto.
(Risos) Ah, e uma caneta removedora de manchas. Meu Deus. Eu adoro demais canetas removedoras.

Ah, canetas removedoras de manchas são as melhores.
Sim. Eu fiquei muito popular entre meus amigos por causa dessas canetas.

E se por acaso você derramar algo em si mesmo, não tem como você ser legal com uma mancha enorme em sua blusa.
Exatamente.

Para que você consiga limpar a mancha.
Certo. O quão legal é isto?

Isso é legal.
Eu tenho uma caneta removedora de manchas em cada uma das minhas bolsas de mão.

Em todas as bolsas?
Sim. Eu tenho.

Você não tem que trocá-las de uma bolsa para a outra?
Não, você tem que comprar muitas, eu não sei, 10, e coloca uma em cada cômodo da sua causa, uma na cozinha, e uma em cada bolsa e você vai ficar bem.

É legal, eu quero aprender isto.
Você pode colocar 15 em um carrinho de compras e elas vão chegar para você no dia seguinte e você estará pronto.

Então o pacote familiar é de 15 canetas removedoras? O que é o suficiente…
Se você tiver sorte.

O que é suficiente para cada bolsa e cada cômodo?
E até mesmo para doar algumas para seus amigos quando vocês forem sair.

Talvez o título disto deveria ser Florence pugh nos dando boas dicas para sobreviver…
Sim, eu acho que esta talvez seja a melhor forma que eu consigo responder a sua pergunta.

Eu estava lendo a sua página do Wikipedia e abaixo da parte que diz “primeiros trabalhos,” esta era terminou há apenas 11 meses.
Sim.

A Wikipedia decidiu que 2019 foi uma era completamente nova para você.
Sim, aparentemente. Eu me lembro que no início, a parte mais triste de ser uma atriz iniciante é que você não recebe créditos de nava na sua página do IMDB. E às vezes eu basicamente ia para a minha página do IMDB e ficava encarando a página e esperava que aparecessem magicamente alguns a mais.

Como se alguma coisa fosse simplesmente aparecer enquanto você estivesse encarando?
Sim. Eu lembro de pensar todas as vezes que eu conseguia um emprego, eu ficava tipo, sim, esse vai ser mais um na minha página do IMDB! E isso é muito vergonhoso, porque em algumas audições, eles pediam para levar o seu curriculum de atuações, eu acho. E eu imprimia um com um crédito só e todos ficavam falando “porque você imprimiu isto?” E eu dizia “Porque vocês pediram um curriculum!” então é bom finalmente ter algo escrito lá. É um sentimento legal. E cada coisa que eu vejo naquela página é um trabalho que me orgulha muito.

Então entre as canetas removedoras e essa história, o que eu estou aprendendo é que você é bem prática.
(Risos) Sim.

Também, se eu fosse você, eu faria a mesma coisa porque eu iria seguir as instruções. Porque se é isso que eles querem, é isso que eles querem.
Também! Você está tão desesperado, você sempre fica se perguntando se você não trouxe aquele pedaço de papel, foi esse o motivo de você não conseguir o trabalho?

Eu iria me sentir exatamente assim. “Eu arrasei naquela audição e eu só não consegui o papel porque eles queriam aquele pedaço de papel que eu não trouxe.”
Exatamente. Nós somos basicamente a mesma pessoa.

Não, isto definitivamente não é verdade. Como nós discutimos anteriormente, você é muito mais legal do que eu poderia ser. Mas eu estou escrevendo tudo isto para ter dicas.
Ótimo.

Amy parece ser a personagem mais difícil de ‘Little Women’? Mas eu adoro a sua reação após destruir o livro da Jo. “Bom, eu sabia que isto ia magoá-la, então foi por isto que eu fiz isto.” Isto faz sentido.
Eu sei. Eu acho que isto é uma coisa que sempre me fascinou, especialmente quando eu era criança. Eu me lembro de me desculpar era uma das coisas mais difíceis de fazer. E eu lembro que era difícil porque você não sabia exatamente o motivo pelo qual você estava se deculpando, realisticamente, você ainda faria o que você fez. Você se desculpa porque eles falam para você fazer isto porque se você não o fizer, você vai se encrencar. Eu sempre acho essa cena tão maravilhosa de se ler, porque ela está sendo forçada a falar “desculpa”. E enquanto ela o faz, ela está explicando o porque de ela ter feito isto. Ela não está dizendo que se sente mal por isto. Ela está se explicando o por quê de se sentir tão brava que pensou em queimá-lo. E eu acho que há uma coisa maravilhosamente infantil nela naquele momento, e sim, eu amei fazer isto.

Quando você e a Greta estavam abordando a Amy, o que você queria fazer porque, eu não posso apontar o dedo para isto, mas havia algo tão melhor sobre isto?
Eu acho que eu só queria fazê-la divertida. E eu acho que quando eu li o roteiro da Greta, havia um certo ar dela que eu quase senti como se todas as vezes que ela entrava em um cômodo, ela esperava que todo mundo olhasse para ela. E é assim que eu queria que ela fosse. E é assim que, quando eu vestia aquela fantasia infantil, eu sabia que eu acidentalmente andava completamente diferente. Eu tinha uma postura diferente e tudo era muito choroso e eu simplesmente amava ser esta versão dela. Aconteceu de quando nós voltarmos do Natal e nós estarmos cercado de parentes. Nós acidentalmente nos deparamos com esta forma infantil de ser. Eu acho que ela sendo a mais nova, é tão fácil acontecer isto. Eu simplesmente queria que ela fosse divertida de se assistir, porque aquela irmã mais nova está presente frequentemente nas famílias, a irmã mais nova tem tudo tão mais fácil, porque a paternidade mais dura é feita nos dois primeiros.

Eu estava em casa para a Ação de Graças e minha mãe fez este – eu nem sei o que é exatamente – é tipo este fofo e rosa… É tipo um marshmallow ou algo do tipo. Mas você está 100% correta, porque quando ela perguntou se eu queria a coisa fofa e rosa, eu me peguei choramingando “Mas eu não quero nada rosa e fofo.”
Sim. Exatamente!

Eu não sei porque eu falei isto.
E aqui está você me dizendo que você não queria comer a sobremesa fofa da sua mãe. Meu Deus!

Um doce de marshmallow.
E ela passou dias fazendo ele para você.

Ela passou mesmo e eu acabei comendo e estava bom.
Está vendo? Você afundou de volta sendo a criança.

Eu fiz isto mesmo. Ah e a Amy está mais elaborada.
Sim. Eu acho tão importante mostrar a realidade de como era para as mulheres amarem naquela época. É tão fácil gostar da personalidade da Jo, porque ela representa tudo que as mulheres de hoje e das mulheres desde que foram escritas, queriam ser. Elas queriam provar que todo mundo estava errado. E eu acho que é tão fácil respeitar completamente ela por causa disto. Mas eu acho que algo que a Greta realmente permitiu que a Amy fosse foi realista. E não se casar era na verdade uma coisa muito idiota de se fazer. E encontrar alguém rico era a forma mais segura para você, eu suponho, que sobreviver.

As pessoas ainda estão falando de Midsommar. Little Women está sendo clamado pela crítica. E depois o trailer de ‘Viúva Negra’ é lançado…
Sim, tem sido um ano cheio e ocupado. Eu diria isto.

Ou é uma daquelas coisas em que, para você, ainda há distância entre eles, mas realmente parece que está alcançando a cultura de uma vez só.
Sim, você está completamente certo. Eu acho que ‘Adoráveis Mulheres’ e ‘Viúva Negra’ neste último ano ou algo do tipo, e ‘Midsommar’, definitivamente alcançaram um novo nível. Mas eu acho que tem sido um ano incrível, porque eu tenho trabalhado por três anos e agora todos eles estão saindo e é maravilhoso ver as pessoas gostarem do seu trabalho. Eu acho que obviamente fazer parte do universo da Marvel é uma coisa completamente diferente e eu estou ciente disto. Mas até então, o amor tem sido apenas bom e… {Sirenes altas tocam no fundo)

Opa!
Não, está tudo bem. Não foi para mim, não se preocupe.

Provavelmente eu teria que mudar o título de novo se fosse.
(Risos) Isso é verdade. Mas a parte favorita de gravar aquele filme foi o envolvimento com as acrobacias – eles foram tão abertos sobre o quanto eu queria fazer. E isto para mim, desde quando eu fiz ‘Fighting With My Family’, eu tenho tido enteresse neste mundo. Eu amei participar das coisas físicas no set. Então foi realmente excitante para mim porque os caras da acrobacia estavam simplesmente prontos para me ensinarem qualquer coisa que eu quisesse aprender. E ser tão físico assim, quer dizer, na verdade é muito legal. Você pode aprender como lugar e isso é apenas uma habilidade tão legal de se aprender em um trabalho. E eu pude fazer isto com a Scarlett Johansson, que é uma daquelas coisas bizarras que de repente você acorda em uma cena e fica tipo “Meu Deus! Eu estou tentando estrangular a Scarlett Johansson contra a pia da cozinha”. Isto é bem estranho, mas meio que maravilhoso.

Nos quadrinhos, a sua personagem é a ‘Viúva Negra’. Então, isto é quase que uma passagem de trono? Porque nós sabemos o que acontece com a personagem da Scarlett no último filme.
Não, na verdade eu vou dizer que quando nós estávamos fazendo, não foi nada deste jeito. E eu estou dizendo isso honestamente, certamente não senti que fosse um filme de passagem de trono quando nós estávamos fazendo. E eu acho que a direção, o sentimento e a vibe por trás disto foi genuinamente apenas tentando contar esta história complicada e dolorosa. E fazer justiça, porque muitos fãs tem esperado pelo filme. E também eu acho que muitas pessoas vão gostar da história. A Kate fez um trabalho incrível mostrando essas duas garotas e, eu suponho, que encarar as histórias e as dores delas. As direções foram mais neste sentido. Mas eu estou feliz que as pessoas gostaram do trailer e eu estou ansiosa para assistir.

Agora eu vou comprar meu pacote familha de bastões removedores.
Ótimo, você tem que dar um para sua namorada.

Sim, porque este é um bom conselho.
Diga a ela que eu disse especificamente para ela colocá-los em todas as bolsas de mãos que ela tem.

E em cada cômodo que nós temos.
E em cada cômodo que vocês têm. Eu dou para ela esta informação!

O elenco de ‘Adoráveis Mulheres’ concedeu uma entrevista para a edição de novembro da revista Total Film. A equipe do Florence Pugh Brasil traduziu os trechos da entrevista em que Greta Gerwig enche Florence de elogios e as partes em que Flo conta como foram as filmagens, confira a tradução a seguir:

“Eu sabia que eu precisava de uma atriz que poderia punçar na mesma classe de peso que a Saoirse,” Greta disse sobre a próxima peça de seu elenco. “Eu me deparei com uma foto dela, eu olhei para ela e disse ‘Esta é a Amy’. É o narizinho empinado dela. É a confiança dela, é a franqueza dela, o total domínio de si mesma dela. Ela não é boba. Ela está totalmente no controle. E é assim que eu via a Amy no livro.” Ela estava olhando para Florence Pugh, de Lady Macbeth e imediatamente marcou uma reunião casual com vinho, um pouco antes da britânica viajar para filmar Midsommark, de Ari Aster.

Greta e Florence estavam basicamente na mesma página em termos da irmã mais nova de Jo, que ama Laurie e, nas palavras de Florence, é “uma garotinha deliciosa, saborosa, danada, atrevida, esperta, criativa e malcriada”, que Greta ofereceu o papel para ela logo de cara. Mas as filmagens coincidiam com a produção de Midsommar… “Obviamente isto acontece o tempo todo, você sempre tem que se despedir de projetos que você não pode fazer e é a coisa mais triste do mundo,” Florence disse à TF em L.A. “Eu não ia acabar aquele ano sem fazer os dois filmes.”

O incansável espírito de Jo pareceu estar canalizado em Florence também, já que ela ligou para os dois diretores e pediu para eles combinarem entre si para fazer as datas darem certo – e eles fizeram. “Eu literalmente filmei a última cena de Midsommar, quando o templo está pegando fogo, e fui direto para um avião para Boston,” relembra Florence, que chegou duas semanas após o resto do elenco (Ronan, Chalamet, Laura Dern, Emma Watson e Eliza Scanlen), que estavam trabalhando em workshops de química e treinando no ritmo acelerado de Greta, fazendo sobreposições, com um roteiro cinético. “Eu fiz eles ensaiarem pra caralho”, relembra Greta.

(…)

“Há um laço entre o elenco inteiro, mas há um laço ainda maior entre as irmãs,” disse Chalamet. “As garotas se conectaram como irmãs e, ainda assim, a energia delas, a qualidade e tonalidade delas são tão diferentes, o que é um testamento para a Greta.”

Enquanto os relacionamentos, localidade e estações aparentavam autênticos, algumas coisas foram forjadas – particularmente uma cena chave onde Amy (Florence) cai em um lago congelado enquanto está esquiando com Laurie e Jo. Apesar do lago estar amargamente gelado, não estava congelado, então o aspecto foi feito com cera, como se fosse gelo e os três atores ficaram tentando deslizar sobre a cera, em patins vintage que tinham pequenas rodas. Não foi tão fácil… “Eles nos deixaram fazer de meia”, admitiu Saoirse com uma gargalhada. “Timmy se saiu muito bem em fingir que estava esquiando no joelho, eu parecia um muppet.” Para Florence, não foi falsa a queda no lago e ter sido salva por Chalamet e Ronan, com várias camadas de anáguas e tudo mais. “Estava congelando,” ela disse, “a quantidade de água que eu estava puxando comigo no tecido da roupa – Timmy e Saoirse estavam literalmente rebocando o peso de uma vaca para fora da água. Foi um dia vigoroso para todos nós!”

Fonte: Variety

 

Beanie Feldstein (“Booksmart”) e Florence Pugh (“Little Women”) sentaram para uma conversa para a ‘Variety Studio: Actors on Actors.’

Florence Pugh, de “Little Women” e Beanie Feldstein de “Booksmart” se conectaram, para dizer no mínimo. A conversa delas acaba com alegres admirações profissionais: “Eu estou no paraíso,” disse Florence. “Eu quem estou no paraíso,” disse Beanie. “Eu acho que nós duas estamos no paraíso!” conclui Florence. As duas estrelas em ascenção discutem trabalhar com as diretoras Greta Gerwig e Olivia Wilde, estabelecer relacionamentos próximos com seus co-protagonistas e como a interpretação de Florence de Amy em ‘Little Women’ fez de Beanie – uma super-fã de ‘Little Women’ – aprender a amar a personagem.

Florence Pugh: O que você achou de trabalhar com a Greta Gerwig?
Beanie Feldstein: Não, o que você achou de trabalhar com a Greta Gerwig? E com a Saoirse?
FP: Eu posso ficar falando sobre a Saoirse Ronan –
BF: Pelo resto da minha vida.
FP: Pelo resto da minha vida, o dia inteiro, todos os dias. Greta Gerwig é mais estranha, a mais borbulhante, a mais inteligente, a explosão mais colorida que eu tive o prazer de conhecer.
BF: Ela é uma alma muito muito especial. Parece como estar trabalhando com alguém que você simultaneamente se sente tão confortável, mas também admira muito. É uma combinação estranha de irmã mais velha, inspiração como mentora, tudo em uma pessoa só. Eu sinto que ela realmente misturou o elenco e a equipe de uma forma tão linda. Eu acho que a Saoirse fez a mesma coisa. Eu me lembro que em ‘Lady Bird’, eu sentia que ela era um membro da equipe o mesmo tanto que ela era do elenco, o que é muito lindo.
FP: Eu amo demais aquele filme. Como foi fazê-lo?
BF: Eu estava tão verde, olhando agora para trás. Eles foram tão legais comigo. Eu sou mais velha que a Saoirse, mas eu parecia ser essa pequena, nova, cerva de olhos arregalados sendo tipo ‘Obrigada por me deixarem vir aqui, pessoal!’.
FP: Sei bem como é.
BF: Mas eu ouvi da Greta que você NÃO estava desse jeito em ‘Little Women’ e que você estava tão confiante – eu quero saber tudo sobre isto.
FP: O que ela falou de mim?
BF: Ela disse apenas que você se jogou na carruagem com a Meryl Streep, tão confiante. Eu fiquei tipo: “Como você fez isso?”
FP: Ah não! A minha mãe vai ficar envergonhada agora porque eu me joguei em uma carruagem ao lado da Meryl Streep.
BF: Que confiança ela te deu.
FP: Eu me lembro que um dia a Greta chegou para mim e falou tipo “Você não está tão interessada com o fato de você estar sentada ao lado da Meryl agora?” Eu fiquei tipo, “Não, eu estou. Eu estou apenas tentando não ser uma psicopata completamente louca.”
BF: Você fez do modo oposto.
FP: Algumas pessoas são realmente boas em ser uma super fangirl. Eu fico muito envergonhada se eu ficar tipo “Eu já vi todos os seus trabalhos”.
BF: Eu não consigo me controlar.
FP: Mas você é assim. Eu me apaixonaria por você.
BF: Nós já estamos apaixonadas. Nós vamos nos casar. Eu vou falar com você sobre ‘Little Women’ por tanto tempo, mas eu acho que o mais incrível é que isso é muito maior do que ‘Lady Bird’. É uma história enorme que todo mundo conhece. Eu cresci com ‘Little Women’. É uma das minhas histórias favoritas do mundo. Eu sempre odiei a Amy.
FP: Pois é.
BF: Então, senhorita, eu assisti este filme e eu fiquei tão impressionada com o seu trabalho. Você ficou pau a pau com a Jo, que é a Saoirse, que eu sei que é muito difícil de ficar pau a pau. Você elevou o personagem para alguém que eu torcia a favor e que eu amei. Eu fiquei do lado dela e me questionando o por quê de eu estar do lado dela. Você pode ver que elas são verdadeiros espelhos uma da outra.
FP: Este é um elogio maravilhoso. A Greta disse logo de cara “A Amy vai ser mais do que ela é nos livros neste filme, porque eu sinto que ela não teve voz ainda.” Ela é facilmente e rapidamente a irmã mais pentelha. É tão fácil ler a Jo como heroína e todo mundo quer ser a Jo. Mas eu também acho que há algo sendo dito para a Amy, para uma garota que sabe, àquele tempo, que a coisa mais esperta a se fazer é se casar ricamente, o que é tão estranho para nós, para as mulheres atualmente, pensar “Sim, vai fundo! Case com aquele cara rico!”
Eu tenho tantas perguntas sobre “Booksmart”. Como foi trabalhar com a Olivia Wilde? Porque eu sou completamente apaixonada por ela. Com a Kaitlyn Dever também.
BF: Eu acho que você e a Olivia iam dar tão certo, porque ela é tão desteminada quanto você em seu trabalho tanto nas telas, quanto fora delas (…)
FP: Quando você leu “Booksmart” pela primeira vez, você se inspirou em algum outra comédia adolescente?
BF: É tão interessante, porque a Kaitlyn e eu falamos muito sobre isto, que a maioria das memórias que nós temos de amizades femininas das nossas infâncias foram da TV. Tipo “Lizzie McGuire” e “As Visões De Raven”.
FP: Eu também.
BF: Os filmes, em geral, tinham protagonistas femininos. Então “Meninas Malvadas”, que eu cresci citando incessantemente é maravilhoso. Olivia exibiu para o elenco e equipe inteiros “Fast Times at Ridgemont High” um dia antes de começarmos as gravações. Mas para nós duas, eu acho que, em comédia, “Bridesmaids” é sempre o meu hino.
FP: Bíblia.
BF: É a minha bíblia. Eu acho que eu já assisti umas 900 vezes. Então você fez “Midsommar” e “Little Women” logo em seguida?
FP: Eu fui para Budapeste para fazer “Midsommar” por três meses e depois eu fui para Boston e comecei a gravar no dia seguinte – bom, fiz meu teste de maquiagem.
BF: Como foi?
FP: Eu basicamente precisei ligar para os dois diretores e pedir para eles me ajudarem a salvar a minha vida. Foi muito dramático. Eu me lembro de me derreter no telefone para a Greta e a Greta ficou tipo “Meu amor, o que aconteceu?” e eu falei “As gravações não vão dar certo!” e ela ficou tipo “Ok, bom, nós podemos tentar e fazer dar certo.” Eu fiquei tipo “Ufa”. Mas eu preciso dizer, Amy foi toda a terapia que eu precisava. Foi perfeito. Foi como se eu pudesse ser esta criança por três meses e eu não tinha que pensar em flores ou ter um surto psicológico em um campo. Eu segui em frente.
BF: Eu gosto da forma que Greta e Olivia capturam o espaço entre as mulheres. Eu acho que é realmente o dom delas. Não são apenas personagens individuais que elas escrevem, mas é a energia e o amor entre elas. Eu acho que isto é tão lindamente personificado em “Little Women”. Como foi dar vida à irmandade neste sentido?
FP: Foi muito parecido com o que você estava falando sobre a Kaitlyn – precisava estar lá. Eu acho que a coisa toda de irmãs, é que vocês estão umas com as outras o tempo todo. Vocês estão se batendo o tempo todo, estão se beijando e estão se amando. E depois vocês se odeiam e entram em uma briga sobre quem vai lavar as roupas ou que alguém não levou o lixo para fora. Mas depois vocês ficam acordadas e faz o dever de casa com elas. A Greta ficou tipo “Eu quero que isso seja uma bagunça o tempo inteiro. Eu quero que a casa seja uma bagunça.” Eu tive a oportunidade de ser melhor amiga das garotas mais legais, Saoirse, Eliza Scanlen e eu estávamos vivendo em uma gaiola e a Emma Watson estava morando no fim da rua e nós fazíamos jantaresm, noites do pijama e tudo isto. O que você viu nas câmeras foi tudo bem real.
BF: Dá pra sentir. Como é estar no filme ‘Viúva Negra’?
FP: Foi a experiência mais bizarra, louca e extravagante. Quer dizer, o fato de eu poder fazer um filme com a Scarlett Johansson foi realmente mágico. E a diretora mais linda e amável, Cate Shortland, fez com que a experiência fosse única e especial. Eu acho que nós fizemos algo bem cru, doloroso e maravilhoso. Eu acho que as pessoas vão ficar realmente surpresas com o resultado de um grande filme de ação tendo tanto coração. Foi especial aprender com a Scarlett. E eu sei que muitas pessoas vão ficar emotivas com ela, porque a personagem teve um final tão horrível.
BF: Eu me sinto sortuda por viver em um tempo em que tem um filme da Florence Pugh novo todos os anos. Eu estou no paraíso agora.

Como já sabemos, Florence Pugh tem concedido várias entrevistas e comparecido a diversos eventos para promover seu novo filme ‘Adoráveis Mulheres’, Little Women, que estreia em janeiro de 2020 no Brasil. A edição de novembro da revista Entertainment Weekly conta com uma entrevista exclusiva de Florence. Confira a tradução e o scan da revista a seguir:

Amy não é exatamente a irmã March mais popular. Como você se sentiu inicialmente ao pegar o papel?
Eu nunca desgostei dela, então eu acho muito engraçado que as pessoas ficam tipo ‘Meu Deus! Você está interpretando a pior irmã!’. Há algo bem carinhoso sobre alguém que diz exatamente o que pensa. Eu colocando meus dedinhos ao interpretar tanto a versão mais jovem quanto a mais velha foi tipo ‘Ai meu Deus, o que vai acontecer?’

O relacionamento de Amy com Jo é muito mais focado nesta versão. Como você e Greta abordaram isto?
Eu imagino que as pessoas odeiam (a Amy) porque ela nunca foi tanto o foco. Você nunca entende de verdade o porquê dela e Laurie ficarem juntos; você fica querendo que fosse Jo e Laurie, então isso não faz muito sentido. Conforme um Conto de Fadas, esta não é a forma ideal: deixar a irmã malcriada ficar com o garoto. Mas ao fazer este trabalho, sempre foi muito claro que este elenco era muito unido e Greta realmente queria contar a história destas garotas, não apenas um lado. Foi muito fácil trazer isto à tona (para Amy). Ela merece um pouco do holofote e eu espero que as pessoas a vejam e pensem “Eu entendi. Agora eu entendo ela”.

Você, Saoirse Ronan, Emma Watson e Eliza Scanien realmente parecem ser irmãs. Vocês também ficaram próximas fora dos estúdios?
Nós não estávamos fingindo nenhum daquelas lutas, discussões ou abraços. Nós estávamos vivendo (juntas); quando eu cheguei lá, nós tínhamos que nos situar e nos conhecermos bem rápido. Isto, para mim, foi fácil porque todos nós entendíamos umas as outras e temos o mesmo senso de humor. Nós jantávamos juntas: toda semana nós tentávamos fazer um jantar e tirar uma soneca juntas no fim da tarde. Naquele ponto, já estava ficando frio e confortável, então todas nós estávamos tomando vinho quente e cozinhando Bolonhesa. Foi muito puro.

Você também teve a oportunidade de contracenar muito com Meryl Streep (como Tia March). Você ficou intimidada?
Por incrível que pareça, não. Quer dizer, sim, obviamente. Mas quando você está com alguém que apenas respira e você fica fixado nesta pessoa, você sente uma paz. Não importa o que você faça; eles estão lá e eles farão magnificamente todas as vezes. Não tem nada melhor do que atuar com alguém que é incrível. Faz você se sentir incrível. Esta é a melhor forma de resumir atuar em uma cena com a Meryl Streep. (risos)

Por quê a versão de 2019 de ‘Little Women’ é importante?
Toda geração precisa. Eu não acho que nós vamos parar algum dia de fazer histórias sobre quatro mulheres em um tempo em que diziam para elas que elas não podiam fazer as coisas e, mesmo assim, elas fizeram.

A edição de dezembro da revista Empire traz uma entrevista exclusiva com as atrizes Saoirse Ronan, Emma Watson, Florence Pugh e Eliza Scanlen, que interpretam as irmãs March em ‘Adoráveis Mulheres’ (Little Women), filme que estreará em janeiro de 2020 no Brasil. A entrevista divertidíssima foi realizada por ninguém menos que Greta Gerwig, a roteirista e diretora do filme. Confira os trechos da entrevista em que Florence é entrevistada:

HOUVERAM MUITOS ASPECTOS EMOCIONANTES em fazer ‘Adoráveis Mulheres’ (Little Women) – a chance de dar vida a uma história e a personagens que foram tão próximos a mim, que eles quase pareciam que pertenciam à minha própria autobiografia, o desafio de me alongar em uma tela cinemática grande, construir o mundo dos anos 80, criar um grande ambiente para esta grande história para desdobrar, brincar intelectualmente com a interseção das mulheres, arte e dinheiro, que é sempre o que eu achei que fosse do que o livro verdadeiramente se tratava, para finalmente escrever um final que Louisa May Aleott talvez realmente fosse gostar. Mas tudo isso desapareceu em comparação à emoção final de trabalhar com o elenco genial que concordou em emprestar seus talentos para este projeto.

Como você descreveria ‘Adoráveis Mulheres’ (Little Women) para alguém que acabou de chegar de outro planeta? Presuma que você não tenha que explicar o que são irmãs ou o que uma família é, mas eles não sabem de mais nada.
Há quatro irmãs e cada uma delas são incrivelmente diferentes. Objetivos diferentes, interesses diferentes, jornadas diferentes. Tirando isto, todas elas amam e respeitam o fato de elas terem esta vibrante e alta vida em casa. Elas brigam, elas batem, elas beijam e abraçam. Repita.

O que o seu personagem estaria fazendo se ele estivesse vivo hoje? Quer dizer, tipo, não se eles tivessem 200 anos de idade, mas se eles tivessem nascido nos anos 90, como vocês. (…) O que vocês acham? Quem as irmãs March seriam agora?
Eu imagino que a Amy seria completamente aterrorizante e incrível, da mesma forma que ela é no livro. Ela ainda estudaria artes, talvez atê cerâmica. Eu definitivamente acho que ela estaria no controle e se sentiria imponderada em ganhar seu próprio dinheiro. Ela jogaria o jogo da garrafa e saberia todas as regras e como encontrar brecha nelas. Ela odiaria Banco Imobiliário, porque Jo iria ganhar. Ela amaria e provocaria a Beth por suas péssimas escolhas por sapatos e sempre ligaria para a Meg, independente de onde ela estiver no mundo, para ela explicar demais o lado ‘dela’ de qualquer história, sabendo que a Meg ia acabar concordando.

Inversamente, me conte sobre um momento que você pensou ‘Eu arrasei!’. Ou se você for muito modesta para declarar vitória, conte algo que foi ridiculamente divertido gravar ou ensaiar.
Eu acho que não teve um momento específico que eu me senti “Arrasei!”. No entanto, em qualquer cena que a Amy tinha a chance de ser irritante, atrevida e deliciosamente graciosa eu AMAVA! Me empinar por aí em anáguas enormes por e irritar a Saoirse em uma cena eram definitivamente os melhores dias.

Qual sua maior semelhança com a sua personagem?
A excitação dela pela vida e pela criatividade. A honestidade com os sentimentos dela. A habilidade de Amy de rir apaixonadamente e chorar, tudo dentro dos mesmos 10 minutos. O amor total e completo por suas irmãs.

Qual o seu palavrão favorito de ‘Adoráveis Mulheres’ (Little Women) – bem como “capital!”, “Christopher Columbus!”, “minxes!”) Por favor, use em uma frase moderna de uma forma que assustaria a Tia March.
“Eu vou tomar uma xícara de chá e não vou usar o porta-copo na mesa, porque eu sou muito ‘atrevida’.”

Qual é o objetivo das saias de balão? Não, sério mesmo, para que serve o balão? Criar um perímetro definido? Porque mulheres que parecem um sino são sexy? Se você não sabe, por favor invente alguma coisa divertida.
O objetivo das saias de balão é acentuar a metade de baixo do corpo de uma mulher porque faria (eu acho) a sua cintura parecer maior e mais atraente. E é por isso que você tem um espartilho para colocar na barriga e um balão para alargar seus quadris. Para criar uma ilusão super sexy.

O que você aprendeu ao fazer o filme ou das irmãs que vocês interpretaram que você vai levar com você para sua vida verdadeira?
Não dói ser sincera, mas saiba quando parar. Não dói ser ousada, mas saiba que você pode ser fraca também. Está tudo bem aceitar que você quer algo diferente e está tudo bem ser egoísta quando descobrir o que quer.

Florence Pugh primeiro aprendeu que ela amava trabalhos com façanhas e coreografias com lutas enquanto interpretava a lutadora da vida real Paige, no filme desde ano, ‘Fighting With My Family’. Mas é seguro dizer que aparecer como Yelena Belova, a “irmã mais nova” da super heroína de Scarlett Johansson em ‘Viúva Negra’, levou as coisas para um outro nível.

“Essa foi a parte mais legal de fazer isto,” disse Florence. “As façanhas tinham essas duas assassinas que precisavam se mover incrivelmente e precisavam lutar uma com a outra.”

Quando nós nos sentamos para conversar com Florence, ela está no meio de um grande ano. Nós estamos conversando com ela após seu estrelato no filme de terror do Ari Aster com a A24, ‘Midsommar’, mas só em 2019 ela apareceu no supramencionado filme de luta e ainda tem a Greta Gerwig de ‘Little Women’ chegando em dezembro. Ela considera cada experiência uma oportunidade única para interpretar uma pessoa diferente e estranha. Mas entrar para os estúdios da Marvel realmente significa entrar em um novo universo, tendo em vista o quão sofisticada e estabelecida esta franquia multifacetada se tornou.

”Viúva Negra’ é outra grande e maravilhosa coisa que eu consegui alcançar, o que é totalmente louco,” disse Florence. “Eu tive um verão tão incrível com a Scarlett abrindo meus olhos para este universo todo… Nós nos divertimos tanto gravando e pareceu ser muito natural estar abusando dela e a amando, tudo na mesma frase.”

Ela sugere que Yelena e a Natasha Romanoff, de Scarlett, têm um vínculo tão forte quanto sangue, após as duas crescerem na ‘Red Room Academy’ na Rússia. No entanto, isso não significa que elas não irão se estranhar.

“Elas certamente têm um relacionamento de irmãs. Elas dividem as mesmas dores, compartilham as mesmas batalhas; elas irritam uma a outra, elas se amam; elas se movimentam da mesma forma; elas certamente interpretam uma a outra perfeitamente.” disse Florence.

Sobre gravar um filme da Marvel, Florence considera que isto seja um daqueles momentos de “me belisca” da vida, em que ela pode se sentir grata por passar um verão inteiro imergindo si mesma na fisicalidade de como super heróis são feitos. Isso inclui algumas façanhas incríveis e preparação para combate, como nós vimos no vídeo transmitido na San Diego Comic-Con no início do ano, que exibia Natasha e Yelena pegando suas armas uma para a outra e revertendo isto para uma briga em uma cena de luta que não ficaria deslocada em um filme de Jason Bourne.

“A coisa mais legal para mim foi que eles gostam tanto de você quanto você quer,” Florence explica. “Eu sabia que eu amava todas essas coisas desde ‘Fighting With My Family’, então logo que eu cheguei lá eu aprendi com estes incríveis lutadores e lutadoras. Basicamente, é o trabalho deles te ensinar como ser o melhor… Todas essas pessoas únicas que vêm do mundo inteiro que sabem artes marciais ou tem o dom de lutar com facas, e é bizarro e único.”

Ela continua, “Então eu estava no armazém por mais ou menos um mês, tentando aprender tudo que eu precisava e depois eu colocava em prática. É um trabalho muito duro, mas, acima de tudo, eles ficam tão empolgados com você quanto você mesma… E eles ficam lisonjeados se você sequer quer fazer uma estrela, deixar para lá se você quer se envolver com a luta.”

Fonte: Los Angeles Times

Florence Pugh está rapidamente deslizando o dedo em seu iPhone procurando por Pam.

“Espera um pouco, espera um pouco,” ela diz. “Eu vou achar. Cadê a Pam? Ai, isto está me matando.”

Pam não é o nome da amada cadela da atriz, nem de uma de suas três irmãs. Pam é o nome que Florence deu para sua colega de elenco, Saoirse Ronan, no set da adaptação de Greta Gerwig de ‘Little Women’.

Florence concedeu o alter-ego à Saoirse após gravar uma das mais memoráveis cenas do romance clássico de Louisa May Alcott: quando Jo March (Saoirse) revela que ela secretamente cortou suas longas tranças. Suas três irmãs ficam horrorizadas – “Meu Deus, Jo. Por que você fez isso? Sua única beleza!” chora Amy (Florence), a irmã mais nova – mesmo tendo Jo sacrificado seu cabelo para conseguir dinheiro para a recuperação do pai doente.

Entra Pam. Quando ela começou a filmar, Saoirse tinha cabelos loiros e longos que se enrolavam até quase a cintura. Após cortar o cabelo, no entanto, ela foi forçada a usar uma peruca horrorosa: é quase um moicano, mas mais uma trança com uma vibe desleixada de Owen Wilson.

“E foi aí que a Flo surgiu com esta personagem chamada Pam,” relembra Saoirse, 25 anos. “Pam é da Austrália e Pam tem muitas opiniões sobre o que está acontecendo.”

“A Pam faz tricô entre as gravações,” Florence, 23 anos, diz, repentinamente parecendo que ela é de Melbourne ao invés de Oxfordshire. “Saoirse ficava sentada com seus chinelos, tricotando os pés dela entre as gravações com essa roupa ridícula, e foi foda.”

Ela continua a deslizar por suas fotos, freneticamente procurando provas de Pam e parando apenas para dar mordidas em seu croissant de chocolate. Saoirse se senta em frente sua colega de elenco no ‘Chateau Marmont’ e após pedir um pastel para si mesma, rapidamente começa a responder a maioria das perguntas sobre ‘Little Women’.

(…)

Saoirse para quando Florence, finalmente encontrou a foto que ela estava procurando e mostra seu telefone empolgada.

“Ah, você quer só mostrar a Pam,” Saoirse diz, rindo. “Você não está nem aí.”

“Eu estou aí sim,” diz Florence. “Mas você está pronta para a Pam?”

Fica fácil, neste momento, entender o motivo de Greta ter escolhido as duas atrizes em seus respectivos papéis.

(…)

Florence, por outro lado, é essencialmente uma novata em Hollywood – acumulando créditos em uma velocidade rápida e ainda, relativamente, com a guarda baixa. Seu primeiro papel de protagonista, em 2016, foi na adaptação britânica de ‘Lady Macbeth’, que acabou dando à ela sua nomeação ao BAFTA e, pouco tempo depois, ela conseguiu o papel de protagonista no filme produzido por Dwayne Johnson de luta ‘Fighting With My Family’. Ela estava prestes a viajar para gravar o thriller ‘Midsommar’, quando Greta estava organizando ‘Little Women’ e enviou uma gravação para a diretora após a própria diretora pedir.

“Nós queríamos algo que nós pudéssemos mostrar para todo mundo, porque ela é menos conhecida,” disse Greta. “Eu precisava que ela estivesse na mesma categoria de peso que Saoirse – alguém que pode realmente ser igualmente formidável. E ela foi esta pessoa. Eu mudei as gravações por ela, porque eu queria muito que fosse ela.”

Saoirse diz que “cresceu” com a versão de 1994 de ‘Little Women’, mas Florence está mais familiarizada com o livro de Alcott. A avó dela lia para ela todos os finais de semana, criando vozes diferentes para todos os personagens.

“Ela odiava a Amy”, Florence diz. “Ela sempre dizia, ‘Que garota perversa!’ É tão fácil amar a Jo, porque ela representa tudo que nós queremos ser. Ela tem uma voz e ela sai por aí e não está nem aí. Mas lendo o livro quando eu estava mais velha, eu percebi que tudo que a Amy diz é perfeito. Eu amo uma pessoa malcriada em um livro. É a minha coisa favorita de se ver, alguém fazendo estragos. Todos nós queremos ser Jo, mas, realisticamente, eu definitivamente acho que há mais pedaços de mim na Amy.”

O elenco chegou duas semanas antes das filmagens (…)

Florence, no entanto, – ainda no meio das gravações de ‘Midsommar’ – foi a única do elenco que perdeu o período de ensaios. Mas a diretora enviava mensagens de voz de como foi o dia de trabalho, para que ela não ficasse muito por fora, Florence, no fim, achou que a separação do resto do elenco foi útil.

“No início nós ficávamos ‘Ai meu Deus, ela não vai estar aqui,’ e parecia que todos nós precisávamos ficar juntos,” disse Saoirse. “Mas na verdade, você disse tudo quando você chegou lá, Flo – a Amy meio que anda em seu próprio caminho. A Amy e a Jo são bem parecidas, na verdade, neste sentido a Jo fica ‘Eu vou fazer isto’. E a Amy é tipo ‘Vão se foder, eu vou fazer isto sim.’ Elas querem coisas diferentes, mas as duas têm um espírito muito desafiador.”

“As duas tem personalidades insubordinadas,” acrescenta Florence. “Mas eu não acho que elas sejam inimigas ou rivais.”

“Eu acho que uma é tão feminista quanto a outra,” Saoirse continua, “porque as duas sabem o que querem e correm atrás.”

Fora das telas, o jovem elenco desenvolveu uma relação de irmandade também. Após uma semana de divulgação do filme para a imprensa e membros de corporações em Los Angeles, Florence disse que elas enviaram um vídeo para a Scanlen – que não podia estar lá devido a um conflito de trabalho – falando para ela “não ficar triste por não estar lá,” ou medo de estar perdendo tudo. E mesmo Florence dizendo que ela já pediu para Saoirse um guia de estudo para a temporada de premiação, a atriz mais velha diz que ela está orgulhosa de ver Florence navegar entre a agitação da atenção da mídia.

“Quer dizer, eu não penso em você como sendo tipo uma novata ou algo do tipo,” Saoirse diz. “Mas o que é empolgante de ver você fazer isto, Flo, é que eu acho que ninguém viu você deste jeito antes. Ela é tão engraçada neste filme e as pessoas ainda não viram isso.”

“É verdade, elas não viram,” Florence concorda. “Eu acho que as pessoas estão reagindo positivamente porque isto é tão diferente – eles ficam tipo, ‘O quê? Você pode ser uma criança agora?’ Nenhum dos meus filmes foi para o mesmo público.”

“Tem sido muito incrível ter você durante os painéis,” Saoirse diz. “E o que é legal disto é que alguns dos meus amigos me perguntaram: ‘Você acha que ‘Little Women’ vai até o fim?’ e eu digo para eles, ‘Quem sabe? Não dá para saber.’ Nós temos apenas que ficar juntas e ficar ‘Foi ótimo até agora.'”

Fonte: Den Of Geek

Florence Pugh está tendo um enorme 2019 com lançamentos que incluem ‘Fighting With My Family’, ‘Little Women’ e novas produções tão gigantescas quando ‘Viúva Negra’, da Marvel. Mas mesmo no meio da promoção massiva da história da super heroína, o poder de um outro lançamento de 2019 pode ser sentido. Os servos de ‘Midsommar’ é quase sobrenatural na Comic-Con, de todos os lugares, uma mão cheia de ‘Rainhas de Maio’ sentam na plateia aplaudindo.

“Todo mundo gosta de uma mulher levemente louca matando seu namorado em um templo, certo?” Florence ri.

Para um filme que foi lançado há apenas alguns meses, ‘Midsommar’, de Ari Aster e A24, tomou uma marcante vida própria. Há quem diga que há um culto se formando em volta da heroína Dani Ardor e da ‘Rainha de Maio’ que ela se transforma. Interpretada pela promissora Florence Pugh, Dani é tipo uma mistura de sentimentos bravos que, seis meses após uma tragédia, nunca se permitiu a se curar. O que talvez seja o motivo de tantas pessoas se identificarem com ela nos momentos finais do filme, quando ela reinvindica sua coroa de flores. Uma mulher enlutada e traída que tem uma decisão difícil para tomar.

Diante da escolha de deixar um estranho ou seu namorado Christian (Jack Reynor) ser queimado vivo, enquanto costurado em pele de urso, ela escolhe o segundo. Para ser justo, as duas metades do casal foi drogada com tantos psicodélicos que é plausível especular que nenhum deles esteja completamente consciente dos procedimentos. É um ponto que Florence faz quando nós tivemos a chance de falar com ela sobre ‘Midsommar’ no início desta semana.

O quão ciente você está sobre a crescente popularidade da ‘Rainha de Maio’?
Todos se curvem à Rainha de Maio! Sim, por favor! Eu não sabia… Bom, o fato de você ter me perguntado sobre isso deve significar que certamente está crescendo, mas, quer dizer, que ícone incrível para ter de inspiração. Quer dizer, ela tem vestidos bem fantásticos!

Ela parece está se tornando uma heroína folk para términos ruins.
Possivelmente, sim. (Risos) Eu acho que isto é muito empolgante. Eu acho que todo mundo gosta de uma mulher levemente louca matando seu namorado em um templo, certo? É um jeito estranho de terminar um filme e isto certamente cativou a atenção de todos. É muito legal. Eu acho que ela, Dani, merece toda a atenção. Ela têm sofrido por muito tempo. Então é excitante que as pessoas gostam do que vêem.

‘Midsommar’ é um filme sobre muitas coisas além de ser culto e ensolarado. Quais foram suas conversas iniciais com Ari sobre quem é a Dani e o que esta viagem significa para ela?
Então, nós nos mudamos para Budapeste umas duas semanas antes das gravações começarem e na maioria do tempo foi, obviamente, todos nós nos conhecendo e criando estas amizades e química entre nós. Então o resto do tempo foi nós tentando entender quem nós éramos. O tempo de ensaio é principalmente para os diretores entenderem quem são essas pessoas também.

Deve ser tão assustador ter escrito o roteiro e de repente todo mundo chegar para gravar o filme e você não conheceu todo mundo ainda. Estas são as pessoas que você escreveu. Então foi principalmente isto. Jack e eu passamos muito tempo juntos fazendo coisas tipo sessões de terapia em que o Ari era o terapeuta e nos perguntava como nós nos sentíamos em certas situações ou o quê nos fazia sentir. Então, quando nós fomos filmar, eu senti que todos nós já tínhamos um bom julgamento sobre quem nós éramos e o por quê de estarmos lá.

Em termos de viagem, eu não acho que esta seja uma viagem que ela queira ir. Eu acho que ela tem que ir, porque ela não tem ninguém. É quase como se ela tivesse que ir para se sentir normal e sentir como se ela estivesse com alguém e se sentir parte de algo. Eu não acho que nenhum deles realmente sabia no que estavam se metendo. Talvez Josh (interpretado por William Jackson Harper) sabia um pouco, mas eu acho que com ela, ela está apenas seguindo o namorado dela. O fato de que ela vai e que é recebida por uma comunidade tão amorosa que apenas quer ela para endereçar o que ela está sentindo e ser feliz é um grande passo na direção certa para ela.

Para este grande passo, como você entra na cabeça da Dani no fim quando ela está encarando o Christian em uma roupa de urso e ela precisa tomar uma decisão?
Bom, não foi necessariamente sobre entrar em uma cabeça. Eu acho que a coisa que sempre foi entendida, provisória e assustadora é que naquele ponto do filme, ela não está realmente ali; ela já teve sua quebra psicótica. E eu acho que este é o ponto do filme, para mim e para todos, para o Ari, foi o momento que nós não sabíamos se ela iria aparecer ou não. Se ela iria retornar.

Então quando ela essencialmente escolhe o Christian na roupa de urso (para queimar), a forma com que eu estava interpretando e a forma que eu coloquei na minha cabeça foi que parecia como se por um breve segundo ela sabia para quem ela estava olhando, ela sabia que ele tinha causado dor para ela, mas no fim, eu acho que ela se foi. Então aquela decisão toda, a forma que eu li originalmente no roteiro foi que ela não sabia exatamente o que ela estava fazendo.

Em termos de entendê-la naquela última cena, eu realmente queria que ela fosse o mais infantil e criança possível. Então quando ela está olhando para o templo sendo queimado, eu queria que ela quase se sentisse tão empolgada quanto se estivesse olhando para uma noite de fogueira e olhando para fogos de artifício no céu e realmente afastar qualquer forma adulta de ver o mundo. Ela está vendo apenas algo que brilha e está empolgada. Então foi meio daí que eu estava tirando e eu não queria que ela ficasse desconfortável quando nós acabássemos de filmá-la no fim. Eu queria que ela estivesse nova e empolgada e completamente inconsciente do que estava assistindo, o que eu espero ter conseguido transmitir.

Você ouviu diferentes opiniões nos últimos meses sobre o que aconteceu com Christian no fim?
É claro que sim. Este filme pega energia, velocidade e excitação. Tira tudo isto e nós estamos dando para alguém permissão para morrer. Nestas circunstâncias, de ele ser escolhido, não, eu não acho que ele mereça morrer. Sim, porque é um filme e sim, porque nós ficamos empolgados, e sim porque faz ela ser esta mulher que é no fim, obviamente, todo mundo está a favor disto. Mas, no fim, eu não acho que ninguém mereça morrer por ter traído outra pessoa. Sim, esta foi uma decisão muito ruim da parte dele. Mas ele não merece ser queimado em uma roupa de urso em um templo até a morte. Mas no fim nós estamos fazendo um filme do Ari Aster, então isto começa uma conversa. (Risos)

Eu acho que se tivesse qualquer pessoa normal naquela situação, a pessoa não escolheria que o namorado morresse. Eu não acho que ela estava consciente durante esta decisão, eu acho que ela estava olhando para um rosto familiar. Foi como eu interpretei, de qualquer forma.

Mas sim, muitas pessoas me falaram que possuem teorias e que acham que ela fazia parte daquilo tudo o tempo todo e que ela, na verdade, levou o namorado lá para morrer. Isso, em si, é excitante, o fato que as pessoas estão querendo pensar sobre isto que elas estejam querendo mudá-la e querendo ter suas próprias teorias. Fazer um filme que inspire criatividade desta forma é muito legal. Então eu amo os finais alternativos de todo mundo. Um dia desses eu estava pensando o quão legal seria se nós fizéssemos uma versão que ela fizesse parte disto? Ela acabaria o filme com uma simples risada (um canto de culto), porque eu acho que este seria um fim interessante também. Mas eu não sei. Não, ele não merece morrer. (Risos)

Você obviamente está tendo um grande ano entre isto, ‘Fighting With My Family’ e ‘Little Women’. Como você distingue cada experiência em sua cabeça para manter algo singular em cada um dos filmes?
Ah, eu não preciso tentar muito. Cada filme que você faz são dois meses da sua vida que você dedica seu sono, o tempo do seu dia. Eu não consigo confundi-los de forma alguma. Eu sou uma personagem diferente em cada trabalho e eu visto roupas diferentes em cada trabalho e eu incorporo pessoas completamente diferentes. Você está certo, eu tenho ido de formas consecutivas por um longo tempo, mas isso não significa que eu apago as memórias.

Eu acho que cada personagem que eu interpreto realmente significa algo para mim, e eu quero interpretá-la por dois meses e eu tenho que querer ser ela e lutar as batalhas delas e discutir por ela e pensar como ela pensaria. Não há nenhuma lembrança que se sobreponha à outra porque todas elas são tão diferentes e únicas e estranhas. Então eu não tenho problema nenhum neste aspecto. Especialmente não quando eu estou fazendo algo como ‘Midsommar’.