Fonte: The New York Times

Florence Pugh cresceu cercada de vigaristas; ela não acredita em conto de fadas. Mas houveram momentos na vida dela em que ela se sentiu como um personagem de um livro. Isso aconteceu uma vez quando ela tinha 9 ou 10 anos de idade e estava trabalhando no jardim com sua mãe em Oxford. Florence tinha uma doença respiratória que a mantinha distante da escola por grandes períodos de tempo. Em casa, quando ela não estava estudando ou tentando fazer piruetas no quintal, ela ajudava sua mãe com refrões pela casa, ou no jardim, mexendo em ervas daninhas e trocando lâmpadas.

Um dia, a mãe de Florence, uma professora de dança, decidiu que elas deveriam ler ‘O Jardim Secreto’, que conta a história de uma garota doente, uma casa solitária e um jardim mágico. Por muito tempo depois disto, Florence sentiu que a sua vida também poderia ser mágica. Parecia quase como se ela tivesse entrado nas páginas dos livros ou talvez saído delas.

Durante os dois últimos anos, como uma atriz que agora mora em Londres, Florence, de 24 anos, tem tido o sentimento de conto de fadas novamente e de novo e de novo. “É estranho o que está acontecendo,” ela diz cuidadosamente, ao tomar chá em uma manhã úmida em Greenwich Village. E ainda estava, na verdade, tudo acontecendo.

Na primavera de 2018, por exemplo, Florence, que nunca tinha aparecido em um filme produzido pelos EUA, ouviu boatos de que “os reis e rainhas de Hollywood estavam se juntando para fazer um filme.” Esse filme era o novo remake de Greta Gerwig de ‘Adoráveis Mulheres’, que contava com suas co-estrelas de ‘Lady Bird’, Saoirse Ronan e Timothée Chalamet, Meryl Streep e três jovens atrizes de elite que seriam escolhidas.

Naquela época, Florence já estava comprometida com um trabalho bem diferente – no filme de terror pagão do ano passado, ‘Midsommar’ – e não se considerou elegível. Mas antes das gravações começarem, ela recebeu um telefonema dizendo que Greta e sua produtora, Amy Pascal, queriam conhecê-la. Logo em seguida, um convite real chegou.

Com três papéis reveladores em 2019 – incluindo ‘Adoráveis Mulheres’, ‘Midsommar’ e ‘Fighting With My Family’, um sucesso em que ela interpretou a garota britânica trabalhadora que se tornou uma estrela do WWE – Florence rapidamente ascendeu do anonimato virtual para seu atual status de uma das atrizes mais aclamadas de sua geração.

Em maio, ela vai interpretar uma super heroína em ‘Viúva Negra’, da Marvel, ao lado de Scarlett Johansson e Rachel Weisz. (Na trama bem guardada desse filme: “Além de grandes explosões, é uma história dolorosa bem pequena e única.”)

A curto prazo, Florence tem demonstrado um alcance impressionante. Assistindo os filmes seguidamente dela de 2019 – uma anti-trilogia de performances tão precisas quanto irreconciliáveis – é uma experiência desorientadora. O rosto aberto e em forma de coração de Florence, com um nariz e um queixo que ela empunha como instrumentos afiados, aparentam ser capazes de modulação infinita, deslizando por um vasto espectro de emoções humanas tão suavemente quanto girando uma roda.

Ari Aster, o escritor e diretor de ‘Midsommar’, em que Florence interpreta uma universitária em luto que renasce em uma viagem com um namorado ruim, me disse que ele ficou impressionado com a versitilidade que ela demonstrou no papel. “Para alguém que não é classicamente treinado, ela tem instintos formidáveis,” ele disse. “Eu acho que ela pode interpretar qualquer coisa.”

Por ela não ser ainda amplamente conhecida, o ato de desaparecimento que Florence alcançou em seus filmes algumas vezes enganou os espectadores, que falham em reconhecer o trabalho de uma única atriz.

“Eu já tive conversas sobre filmes que eu estava com pessoas que não tinham nem ideia,” Florence disse, claramente encantada. “Eu amo isso. Para mim, isso é atuar. É tipo: ‘Ok. Então deu certo.’”

Greta, que atrasou a agenda de gravações de ‘Adoráveis Mulheres’ para que Florence pudesse terminar ‘Midsommar’, me disse que ela precisava de alguém que pudesse incorporar a renovação da personagem que Florence interpreta no filme, Amy March, a irmã March mais nova e historicamente mais odiada das quatro.

Por 150 anos, Amy, que premia sua aparição e é clara sobre sua aspiração em se casar com alguem rico, tem sido retratada como a vilã da sentimental e rebelde Jo March, uma heroína literária de todos os tempos interpretada no filme por Saoirse Ronan.

O roteiro de Greta, como percebido por Pugh, muda essa dinâmica. Nós podemos ver a Amy muito diferente mas não menos admirável que uma heroína, uma que é determinada a capitalizar as cartas que ela precisa lidar.

“Eu encontrei evidências no livro de que Amy era igual à Jo, mas eu nunca a vi sendo explorada desta forma,” Greta disse. “Eu sabia que não havia outra pessoa que conseguiria fazer isto a não ser a Florence. Ela tem ‘estrela de cinema’ escrito nela inteira, mas ela também é uma atriz personagem, que é o melhor tipo de estrela de cinema.”

Florence cresceu sendo a segunda mais nova de quatro irmãos em uma casa “maravilhosamente barulhenta e criativa” que era cheia de artistas. Seu irmão mais velho, Toby Sebastian, apareceu em ‘Game Of Thrones’, como Príncipe Trystane Martell, e sua irmã mais velha, Arabella Gibbins, é uma atriz de teatro, comediante e professora de canto.

“Você precisava gritar para ter a sua voz ouvida,” Florence disse sobre ambiente. Se essas condições não a levaram para a primeira, agora a levam. “Eu sou bem teimosa e cabeça dura,” ela disse, com um meio-sorriso malicioso. Ela acrescentou que mais do que algumas pessoas na indústria a descreveu como sendo “mal-humorada”. Ela escolheu palavras diferentes: “Eu gosto de entrar em uma briga.”

Quando ela descobriu ‘O Jardim Secreto’, Florence já sabia que a única coisa que ela queria fazer era se apresentar. A primeira interpretação que ela se lembra de ter feito foi aos 6 anos, quando ela interpretou a Mary em uma peça da escola. Florence, seguindo sua musa, improvisou um sotaque Yorkshire para o papel. A plateia deu risada (no entanto, talvez não a diretora), e ela percebeu que ela gostava de cativar uma plateia.

Stephen Merchant, o escritor e diretor de ‘Fighting With My Family’, disse que ficou impressionado com a confiança inata de Florence enquanto filmava as cenas de luta do filme. Por causa das restrições de agenda, eles precisaram filmar o climax no terceiro dia de produção, o que significava que uma das primeiras cenas da atriz seria feita ao vivo em frente de 20.000 fãs de WWE.

Stephen estava nervoso de como iria ser, até ele ver a primeira tomada de Florence. “Você pensava que era o Dwayne no palco,” ele disse se referindo ao Dwayne ‘The Rock’ Johnson, o famoso ator e antiga estrela de WWE, um produtor do filme. “Eles tocaram a música tema e ela simplesmente foi andando em direção ao ringue, super tranquila e confiante. Foi deslumbrante.”

Na escola secundária em Oxford, Florence teve dificuldades em focar fora das aulas de artes como escrita criativa e cerâmica, uma fração pequena da sua carga horária. “Eu não acho que eu fui feita para a escola,” ela disse. “Eu só queria me apresentar, fazer músicas e vasos.”

Em seu tempo livre, ela gravava vídeos de si mesma cantando covers de violão no estilo acústico de seus artistas favoritos, incluindo Tracy Chapman e Damien Rice, e postava no YouTube com o nome de Flossie Rose. Nos vídeos, em que ela aparece usando um uniforme escolar – cabelos coloridos, delineado de gatinho nos olhos, pulseiras de miçanga – o olhar no rosto dela é impossivelmente cansado do mundo: parece mais uma veterana em busca da aposentadoria do que uma iniciante em busca da fama.

O pai de Florence, um antigo trabalhador de restaurantes se tornou dono e empresário, nunca duvidou das intenções criativas da filha – “Ele é igual a mim: Se você não quer fazer, não faça,” ela diz – mas ela prestou atenção ao conselho de sua mãe e terminou a escola. Naquela época, ela conseguiu seu primeiro papel em um filme, ao lado de Maisie Williams, no drama adolescente inglês ‘The Falling’ (2014) e nunca mais olhou para trás.

A diretora de elenco deste filme, Shaheen Baig, mais tarde escolheu Florence em mais dois filmes: o drama de época ‘Lady Macbeth’ (2017), em que ela estrelou como a recém casada insubordinada com apetites escondidos e ‘Fighting With My Family’.

“É raro você encontrar alguém desta idade que se sente tão confortável em sua própria pele,” Shaheen me disse. “Não há medo ou vaidade; não importa do que você jogue em cima dela.”

Não há nenhum conto de fadas que tenha trazido Florence até este momento, mas aqui está uma história de boa sorte e determinação. Quando Baig e a diretora Carol Morley estavam escolhendo o elenco para ‘The Falling’, elas conversaram com mais de 200 jovens para interpretar as duas protagonistas e as outras personagens no filme fictício adolescente. Ela inicialmente restringiram a busca para Londres, mas depois abrangeram para Oxford (onde uma filmagem estava prevista para acontecer), postando chamadas para audições pela cidade e em campus de escolas.

Muitas das amigas de atuação de Florence, que, como ela, nunca tinham feito uma audição para um filme de verdade antes, ficaram eletrizadas pela perspectiva de aparecer em um filme. Mas Florence, de forma contrária ao seu zelo habitual de se apresentar, ignorou as postagens. Ela aprendeu com a experiência de seu irmão que “eles sempre acabam escolhendo alguém famoso no fim de tudo,” ela disse.

No último dia para envio das audições, foi a sua mãe que interveio. Ela disse para Florence que ela deveria fazer a filmagem – não porque acreditava em milagres ou em finais felizes, mas para ganhar prática para si mesma.

“Você vai querer fazer isto um dia,” ela disse. “Por que não dá uma chance então?”

Confira as fotos do photoshoot exclusivo para o jornal clicando nas miniaturas a seguir:

Fonte: The Hollywood Reporter

Quando Florence Pugh tinha 07 anos de idade, a mãe da atriz disse para ela que ela estava grávida de outro filho. Florence, que era a mais nova de três irmãos até aquele ponto e gozava dos privilégios que vinha com esse status, ficou pálida.

“Eu abri a porta lateral, peguei um graveto e esmaguei ele no chão,” disse Florence, de 24 anos, relembrando o momento de Oxford, Inglaterra, acrescentando: “Eu não sabia lidar com aquela informação.”

É o tipo de reação que você esperaria ver de Amy March, a irmã mais nova de ‘Adoráveis Mulheres’, de Louisa May Alcott, e discutivelmente a maior mimada da literatura de todos os tempos. Florence interpreta Amy na versão mais recente da Greta Gerwig do romance de 250 anos de idade de Alcott sobre as quatro irmãs March, inspirando a personagem com uma nova nuance e vivacidade. “Eu sempre amei crianças atrevidas,” Florence diz. “Em todos os filmes que têm uma pentelha, eu fico tipo ‘Esse papel deve ter sido tão legal de se interpretar.’ Mas foi muito divertido passar pelo livro e perceber que na verdade esta mulher é tão inteligente, e ela é realista. Ela tem um cérebro.”

É manhã de novembro e Florence, segura de si e com olhos cintilantes, está usando propositalmente brincos diferentes, está recarregando as energias durante o café da manhã no Chateau Marmont após uma fase de trabalho exaustiva e emocionante. Amy March é uma das três personagens memoravelmente diferentes que a atriz interpretou em 2019 – ela també incorporou a lutadora Paige em ‘Fighting With My Family’ e a aflita Dani em ‘Midsommar’, cada performance se baseou no atletismo, desafio e inegável charme de Florence. Em 2020, ela irá fazer parte do Universo da Marvel em ‘Viúva Negra’, interpretando uma imagem fraterna para a personagem principal de Scarlett Johansson.

Durante a primeira reunião com a Greta Gerwig e a produtora Amy Pascal na casa desta última, Greta disse para a atriz que esta adaptação seria a para redimir a Amy March, que tem sido desprezada por gerações de leitores por suas interferências de irmãzinha e ciúmes mesquqinhos. “Greta disse: ‘Eu acho que todo mundo odeia a Amy e eles não sabem o por que de odiarem a Amy,” disse Florence. “Eles também não sabem o porque exatamente amam ela. Eu acho que esta é a vez dela de se explicar.’”

Greta tinha visto Florence interpretar a jovem insubordinada em ‘Lady Macbeth’ (2017) e tinha o pressentimento de que esta era a Amy dela, uma atriz que conseguiria dominar a ambição e astúcia da personagem de uma forma nova e compreensiva. Na primeira reunião delas, Greta disse, “Eu fui atingida pela confiança dela, solidez de si própria e sua própria arte. Ela é tão jovem, mas ela também é incrivelmente segura em sua própria pele. Sem mencionar que ela é incrivelmente talentosa.” Greta então teve que convencer a Sony a contratar Florence. O elenco de estrelas de ‘Adoráveis Mulheres’ inclui Saoirse Ronan, Meryl Streep, Timothée Chalamet e Laura Dern, mas o roteiro da Greta trata ‘Adoráveis mulheres’ de várias formas como uma via de mão dupla, com a Jo determinadamente independente de Saoirse Ronan lutando e reconciliando com a Amy de Florence; o sucesso do filme dependeria dessas duas atrizes sendo equiparadas em carisma e força. “Eu pedi para ela fazer uma gravação para que eu provasse para todo mundo no estúdio que ela era quem eu sabia que ela era: uma estrela de cinema consolidada, bem como uma atriz de primeira qualidade,” Greta disse. “A gravação que ela entregou foi essencialmente a performance que ela fez como Amy. Ela tinha entendido completamente.”

Em uma cena-chave com Chalamet, as falas de Florence comunica com o tema central do filme – que como uma mulher na era vitoriana, suas perspectivas para independência econômica são escassas. “Não sente aí e me diga que casamento não é uma proposição econômica, porque é sim,” ela disse. Enquanto filmava nos estúdios em Massachusetts, Florence ocasionalmente precisava demonstrar outros talentos, como quando a Amy caiu em um lago congelado enquando esquiava. Durante um período de dias, Florence mergulhava repetidamente em um tanque posicionado dentro do lago congelado, mantido apenas alguns graus mais quentes do que o ar de Dezembro, para evitar que a evaporação estragasse a cena; quando Greta falou “Corta”, Florence era levada correndo para uma banheira quente fora da cena. “Eu amo ficar suja e eu amo sentir frio,” Florence disse. “Isso apenas ajuda a sua performance, qualquer coisa que seja física. Eu não suporto fingir as coisas. Eu amo ter a oportunidade de fazer as coisas. Ter a oportunidade é tão importante. Quando alguém chega para você e diz ‘Ei, nós podemos te filmar saindo de um tanque de água 15 vezes enquanto você veste roupas molhadas?’ eu fico ‘Sim, eu posso fazer isso. Eu posso fazer isso, porque eu sou capaz e eu sou forte.’”

Florence ganhou muita experiência com desconforto enquanto filmava ‘Midsommar’, o filme de terror de Ari Aster, situado em um culto pagão na Suécia. O filme começa com a personagem de Florence, Dani, sofrendo com uma grande perda e reagindo quase que com uma tristeza animalesca. Florence, que acha difícil chorar do nada ou até mesmo na frente de qualquer pessoa, estava ansiosa em filmar a cena, que estava marcada para a última semana de gravações. “Quando eu li ‘Midsommar’, o ponto central da Dani é que ela está sofrendo com esta tremenda quantidade de luto e ansiedade e eu nunca cheguei perto de qualquer luto como este na minha vida,” Florence diz. “Então, quando eu estava lendo, por mais excitante que o roteiro fosse, eu estava bem consciente de que eu teria que estar sentindo dor, como ela estava. A única forma que eu consegui me colocar lá, para alcançar aquele chão e aquele vazio, foi simplesmente imaginar cada uma das pessoas da minha vida em um caixão. Eu tenho certeza que muitas pessoas conseguem fazer de outro jeito, mas eu precisei me colocar nesta situação. Eu acho que eu não vou fazer isso de novo em breve. Eu defintivamente saí do trabalho me sentindo um pouco triste.” Após a intensidade de gravar todos os dias, incluindo as cenas que ela vestia um vestido imenso de flores no verão quente do estúdio na Hungria, Florence disse que ela se recuperava durante a noite com metade de uma barra de chocolate Lindt e uma bloody mary.

O pai de Florence é dono de restaurantes e a mãe dela é dançarina e ela tem atuado em peças desde que tinha 6 ou 7 anos. Seu irmão mais velho, Toby Sebastian, apareceu em Game Of Thrones e sua irmã mais velha, Arabella Gibbins, é atriz de teatros. Quando criança, Florence tinha problemas com sua via aérea e asma e seus pais mudaram para a Espanha por três anos na esperança de que o tempo mais quente ajudaria – ela atribui sua voz rouca e diferente à esta condição. Antes disso, ela disse que a mãe dela deu uma aula para ela sobre profissionalismo quando Florence confessou que ela ainda não tinha decorado suas falas para a peça. “Ela sentou comigo e ficou tipo ‘Eu sei que você tem apenas 7 anos de idade e eu sei que essa é sua primeira peça, mas quando você faz uma peça, você está se comprometendo. Quando você sobe no palco, você sabe as suas falas. E você está essencialmente se entregando para uma performance. Então, não seja desleixada.’ Não foi severo ou cruel de forma alguma. Ela estava só dizendo que, como artista, se você está falando que vai fazer este papel, você está fazendo as pessoas confiarem em você e você precisa levar a sério. Eu carrego isso comigo durante toda a minha vida.”

Florence teve seu início na indústria aos 17 anos no drama adolescente ‘The Falling’ e rapidamente emergiu como protagonista em ‘Lady Macbeth’ e na minissérie britânica ‘The Little Drummer Girl’, na qual ela interpreta uma atriz que é sugada em uma carreira de espiã.

Em ‘Viúva Negra’, que irá estrear no dia 01 de Maio, ela irá conhecer seu maior público até então, como parte da máquina da Marvel. Mas Florence descreve o filme, dirigido por Cate Shortland, como distinto em relação aos filmes de quadrinhos que já existem. “Todos nós sabíamos que nós estávamos fazendo algo bem especial e único e algo que ainda não tinha sido feito nos filmes da Marvel antes,” Florence diz. “Essencialmente, é sobre essas duas garotas consertando a si mesmas. Essas garotas passaram por uma enorme quantidade de dor é sobre elas se juntarem e tentar consertarem uma a outra. Se você pensar em todos esses filmes e se você pensar em todos esses super-heróis, quando você vê dor e quando você ver o que é preciso para ser aquilo?”

Já que a produção de ‘Viúva Negra’ acabou em outubro, Florence diz que ela tem estado em um status deliberado. “Eu estou tirando um tempo,” ela diz. “Eu estou ciente de que eu estou sem parar por quatro anos. Eu vivo dizendo que eu preciso descansar por um segundo já fazem dois anos, mas eu sou tão ruim, porque eu vou ouvir que tem alguma coisa por aí e eu fico tipo “Ai meu Deus. Eu preciso fazer ‘Midsommar’. e eles ficam, ‘Mas Florence, você disse que queria tirar um tempo.’ Então isso é culpa minha. Mas eu vou tentar descansar por um tempo.”

Fonte: Junkee

A jovem atriz nascida em Oxford, definitivamente mais legal que você, ganhou mais atenção como a sedutora e cruel personagem principal em Lady Macbeth, de 2017. No início do ano passado, ela alcançou um status de meme mundial com seu papel no filme de terror de Ari Aster, ‘Midsommar’.

Mas me deixe ser claro: seu status de meme é bem merecido, considerando que ela passa a maioria do filme chorando ou se lamentando (é um tipo de humor). Quando eu falo sobre ela ser uma chorona excelente em nossa entrevista, ela parece lisonjeada:

“Eu acho difícil fazer qualquer coisa pela metade. Eu amo sentir tudo.”

No entando, não se engane em pensar que isso significa que ela não é uma das melhores, mais interessantes e excitantes jovens atrizes da nossa época, porque ela é. A Florence nos faz sentir tudo.

Um vídeo de Florence na nova adaptação de ‘Adoráveis Mulheres’ de Greta Gerwig, o clássico literário das quatro irmãs March (Meg, Jo, Beth e Amy) recentemente ficou rodando no Twitter.

No vídeo, a personagem de Florence como Amy, está de pé na neve, chorando como uma criança mimada. Quando o namoradinho da internet, Timothée Chalamet (que também está presente!) coloca a cabeça para fora da janela para perguntar o que está acontecendo, ela se apresenta falando sobre seus amáveis pés pequenos e de repente começa a se lamentar quando mostra sua mão sangrando, que foi batida por uma cana por seu professor da escola.

A atuação é fora do padrão, o nível emocional da cena é meio que absurdo, mas tudo da forma mais deliciosamente saborosa. Contas no twitter compartilharam o vídeo com as legendas “meryl streep foi para casa e chorou após testemunhar o alcance dessa atuação” e “o talento dela”.

A garota tem gama em espadas e seus personagens sempre são mulheres fortes e determinadas, independente de ser uma lutadora do WWE em ‘Fighting With My Family’, de 2019, ou uma atriz aspirante que é sugada em um mundo de espionagem na minissérie de 2018, ‘The Little Drummer Girl’.

“Eu realmente gosto de interpretar mulheres fascinantes e interessantes,” ela me diz. “Elas nem sempre precisam ser simpáticas. Eu gosto de mulheres que têm algo a dizer, que representam algo.”

Com ‘Adoráveis Mulheres’, Florence alcançou o quase imposível: os fãs devotos do livro de Louisa May Alcott gostam da Amy March agora?

Florence sempre gostou de personagens atrevidos.

“Durante toda a minha vida eu apreciei personagens levemente atrevidos ou danados em livros e filmes,” Florence me diz. “Eu acho que é um pedaço de nós que todos nós podemos aprecisar, porque eu acho que há uma criança birrenta interior em todos nós.”

A personagem de Florence, Amy March, não é uma personagem muito querida. Eu não digo isso entre o livro/filme, ninguém gosta dela. Quero dizer, em geral.

A irmã March mais nova, Amy, é egoísta e malcriada. Ela é nervosa e reacionária – queima o manuscrito da sua irmã Jo por vingança, vai para a Europa com sua tia rica, Tia March, e acaba com o garoto que ninguém quer que ela fique (a maioria dessas queixas são porque a Amy é uma frustração para sua irmã Jo, que geralmente é elevada à personagem mais amada das irmãs March por seus leitores há décadas).

Isso não assustou Florence: “Eu acho divertido e é um prazer fazer as pessoas relacionáveis, mesmo quando elas não são necessariamente pessoas legais.”

Ela interpreta Amy como uma mimada petulante. Com uma risada enorme e contagiante e um sorriso atrevido, ela pula por aí feliz em roubar a atenção (e a cena, e o meu coração) das irmãs dela. Cheia de energia ilimitada e trabalhando em um nível de 110%, Florence é uma diversão absoluta e se destaca em dar vida à Amy.

A apreciação de Florence pela personagem atrevida é obviamente hereditário. Ela cresceu com a sua avó lendo o livro para ela, que sempre apreciou a Amy. Quando a sua avó assistiu ‘Adoráveis Mulheres’ na première de Paris, ela disse para Florence “Ah, eu amava sempre que ela fazia algo ruim!”

Apesar de momentos memoráveis de maldade e vaidade, há muito mais da Amy March do que seu status no coração dos leitores como “Senhorita Vou Roubar Seu Homem”.

“A Amy era uma artista incrível,” Florence me lembra. “Ela tinha muita ambição e realmente queria obter sucesso. Apenas por causa da época e do estado que e as mulheres precisavam se submeter, eu acredito, que ela precisou desistir dos sonhos delas, o que é uma coisa enorme. Eu recebi uma oportunidade maravilhosa de dar à esta personagem algo mais.”

A Florence ama a Amy. O que é provavelmente o motivo de ela interpretar tão bem a personagem controversa. Ela fala sobre ela com uma afeição tão grande, como se a Amy fosse uma pessoa real, o que, eu acredito que de várias formas, ela é.

Apesar de Amy ser uma personagem fictícia de um romance escrito e situado na época da Guerra Civil em Massachusetts, a admiração de Florence pela personagem empresta uma autenticidade que demonstra uma incrível relacionabilidade, mesmo em 2020.

Onde há um atrevimento infantil, com a Amy adulta, Florence trás uma Amy mais calma e mais reservada – cansada do mundo e sábia sobre as duras realidades de ser mulher no mundo.

Em Paris para estudar pintura, ela discute seu amigo de infância Laurie (Timmy Chalamet) sobre casamento como uma posição econômica para as mulheres e o aspecto triste de desistir da pintura, sabendo que ela nunca conseguiria viver disto. É aqui que ela declara que quer ser “ótima ou nada”.

“O que é maravilhoso nessa cena é que eu certamente me senti dessa forma também,” Florence revela. “É claro que você quer ser a melhor. Você quer ser aquela que as pessoas apreciam, você quer que seu trabalho seja apreciado, e se não for, isso magoa.”

Uma fala direto do livro, Florence descreve esta cena como definidora das estacas para a Amy como uma mulher naquela época. Ela não pode simplesmente manter uma vida medíocre com sua arte e ao mesmo tempo se esforçar para obter o melhor resultado possível. Nós simpatizamos com uma mulher que precisa “desistir do seu ofício para sobreviver.”

Amy é uma mulher da época dela, mas também uma mulher desta época. Desistir da arte para um perspectiva mais econômica é algo que muitos artistas lutam contra todos os dias.

Como muitas garotas, Florence cresceu com ‘Adoráveis Mulheres’: “Todo o processo de descobrimento do livro com a minha avó foi um pedaço da minha infância que eu apreciava e amava.”

Eu menciono para Florence as nossas semelhanças na idade (recentemente completados 24 anos) e como muitos dos meus amigos estão tendo uma crise de um quarto de vida conforme vamos percebendo que nós estamos nos distanciando da nossa infância: “Eu entendo completamente isto!” ela exclama. “Eu acho que tudo é carregado por o quão bom era há muito tempo atrás. Eu sempre penso nisso. Eu sempre conto histórias da minha infância.”

Com três irmãos mais velhos, (quatro no total, como as irmãs March) há muitas histórias para contar: “Não tem um dia em que nós não xingamos uns aos outros ou apertamos a bunda um dos outros,” Florence ri pelo telefone. “Minha irmã está no quarto comigo agora e quando eu disse ‘apertar a bunda uns dos outros’ ela apontou para a bunda dela.”

Diferente do livro ou das antigas adaptações de ‘Adoráveis Mulheres’, neste novo filme, a infância e a fase adulta são demonstradas lado a lado. Para mim, isso nos encoraja a refletir sobre como quem você é quando adulto é moldado pela sua infância. Para Florence, é um lembrete de que “as coisas nunca mais serão iguais”.

É um pensamento sóbrio. “Independente do quanto você tente, você nunca vai conseguir recriar a sua infância.”

Isso não nos impede de querer tentar: é isso que leva a irmã de Amy, Jo, a escrever um livro sobre a vida delas. De certa forma, isto é o que leva a qualquer adaptação de ‘Adoráveis Mulheres’ e Florence se divertir tanto com sua personagem.

“Eu acho que o que é tão maravilhoso sobre isso é que você é constantemente levado a um senso de nostalgia, que é o que direciona toda a nossa vida. É sempre um senso de tentar se sentir da forma que você se sentiu uma vez, mas no momento você não tinha ideia de que você estava tão feliz.”

‘Adoráveis Mulheres’ pode ser um carimbo na infância de muitas garotas – mas perceber que você nunca pode voltar a ser criança não é tão assustador nesta nova adaptação de ‘Adoráveis Mulheres’. Se o livro e qualquer outra versão do filme era o que você precisava quando era criança, esse filme é o que você precisa como um jovem adulto.

Pela vez humanizadora de Florence como a “desagradável” Amy, ‘Adoráveis Mulheres’ demonstra o que significa ser uma jovem mulher ambiciosa, mas de uma forma que busca entendimento e reconhecimento. “Nós sempre vamos precisar que esta história seja contada,” Florence decreta.

Fonte: IndieWire

‘Adoráveis Mulheres’ é desenhado nas linhas de batalha em 1868, quando Louisa May Alcott transformou sua própria família e infância em o que se tornaria seu romance assinatura. Alcott substitui Jo é a heroína primária do livro, uma ambiciosa e jovem escritora desesperada para seguir seus trilhos no mundo. A irmã mais velha Meg tem ideias mais tradicionais sobre como ela irá passar sua vida, enquanto a irmã do meio Beth é dedicada a se preocupar com os outros (assim como a mãe angelical delas, Marmee) e a amar a família dela o máximo que ela conseguir por mais tempo que conseguir.

E aí tem a Amy. A bebê dos March por muito tempo foi vista como a briguenta, caçula mimada que bate de frente com uma das possessões mais amadas de Jo (uma viagem para a Europa, treinamento em artes clássicas e primeiro amor Laurie). Enquanto ela tem sido interpretada por muitas atrizes atalentosas ao longo dos anos – incluindo uma performance memorável de Kirsten Dunst na versão de 1994 de Gillian Armstrong e, mais recentemente, por Kathryn Newton na minissérie de 2017 da PBS – ela se manteve bem difícil de se digerir.

Graças à versão reveladora de ‘Adoráveis Mulheres’ de Greta Gerwig, tudo isso mudou. Com mais uma performance ganhadora de Florence Pugh, a estrela de ‘Midsommar’ e ‘Lady Macbeth’ que parece destinada a ganhar o título de “revelação” em cada filme que ela estrela, nós finalmente temos uma digna correção de décadas de animosidade com a Amy.

“Eu lembro que quando eu falei para os meus amigos que eu ia interpretar a Amy, eles ficaram tipo, ‘Ah, essa é a que eu odeio’, o que está tudo bem, porque essa é a única coisa que nós sabíamos sobre ela,” disse Florence em sua recente entrevista para a IndieWire. “Nós não tivemos a oportunidade. Nós nunca a enxergamos com criatividade. Ela nunca precisou discutir e explicar o por quê de ela precisar casar com alguém rico.” A atriz, no entando, ficou intrigada para interpretar alguém que tantas pessoas tem um “amor-barra-ódio.”

Florence disse que Greta tinha grandes ideias para a Amy desde o início. “Quando eu a conheci, ela ficou tipo ‘Eu realmente quero que ela seja mais. Eu quero que ela seja mais do que a irmã mais jovem e bonita que é uma pentelha, queima o livro e consegue o cara,'” Florence disse. “Isso é o que as pessoas realmente sabem sobre ela. É tão fácil gostar e adorar a Jo, porque ela representa tudo que nós queremos ser como pessoa. Nós queremos ter a cabeça firme, nós queremos ser insubordinadas, nós queremos saber o que é certo, nós queremos ganhar nosso próprio dinheiro e nós queremos ser a primeira mulher a fazer isto.”

Quando o livro da Louisa começa, Amy tem apenas 12 anos de idade. Florence tinha 22 quando ela interpretou a personagem, mas ela conseguiu encarnar o espírito da Amy de uma forma que ela informa a adulta que ela se torna durante o curso do filme.

“Nós esquecemos que a Amy está nesse lugar doce de quase aparentar uma adulta, mas sendo uma completa criança e eu acho que todas as mulheres já passaram por essa situação, em que elas tinham provavelmente 12 anos, mas elas aparentavam ter 14, 15, então tudo o que é preciso é que você diga uma coisa e você parece ter 10 anos de novo,” ela diz. “Eu sinto que a Amy fica pulando constantemente entre isto. Ela está nessa posição de não saber lidar com as emoções dela, não saber como canalizá-las, não saber como dizer que ela está chateada.”

Florence começou a filmar ‘Little Women’ após interpretar outra clássica personagem que não sabe exatamente como dar voz às suas emoções no filme de terror de Ari Aster, ‘Midsommar’. E, sim, as personagens são MUITO diferentes, mas Florence as vê em relação uma com a outra.

“Eu fiz ‘Midsommar’ e eu me diverti muito gravando, mas foi obviamente um film e estressante de se gravar,” ela disse. “Foi simplesmente uma daquelas batidas que suga tudo de você. Eu fui direto para ‘Adoráveis Mulheres’, que eu fico feliz por ter feito, porque isso significou que eu poderia apenas ser essa criança por três meses. Eu sempre digo que a Amy foi a minha terapia depois daquele filme. Na verdade eu não tinha pensado exatamente no que eu estava fazendo, quando ‘Midsommar’ saiu e eu assisti pela primeira vez, eu fiquei tipo “Ah, é por isso que eu fiquei triste. É por isso que eu fiquei triste por um ano.”

Enquanto sua estrela está em ascenção, Florence foi forçada a pular de projeto a projeto com pouco tempo entre eles. A agenda foi tão curta entre ‘Midsommar’ e ‘Adoráveis Mulheres’ que ela precisou perder as primeiras semanas de ensaios do filme de Greta, aparecendo fresca da vibe de luto e culto do Ari Aster. Florence disse que uma das partes favoritas de seu trabalho é se conectar com uma nova “família” em cada projeto, e ‘Adoráveis Mulheres’ aparentou ser o tipo de coisa que somente iria dar certo se ela e suas co-protagonistas Saoirse Ronan, Emma Watson e Eliza Scanlen se tornassem uma família.

“Então, eu cheguei atrasada,” ela disse com uma risada. “Eles já tinham feito mais ou menos duas ou três semanas de ensaio. Eu perdi isto e eu fiquei tipo ‘Ai meu Deus, e se elas já são melhores amigas e eu ficar excluída?’ eu apareci, ‘Ei, duas semanas atrasada. Estava só matando o meu namorado em um templo!’ Dois dias depois, nós começamos as filmagens e eu lembro de ser bem normal, todo mundo estava muito feliz e quase pareceu que eu não tinha perdido nem um dia.”

A conexão foi imediata e Florence diz que a produção desenvolveu uma “irmandade natural” entre o grupo. Assim como o estilo de direção de Greta, que requereu que todo mundo soubesse todas as suas falas rapidamente, tudo para elevar o roteiro falante e cheio de camadas.

“Você precisava saber as falas de frente pra trás e de trás pra frente,” ela disse. “Você precisava estar pronta para ter a resposta na ponta da língua. Eu acho que ter esse padrão que fez todas nós chegarmos todos os dias com um jogo nota 10, porque não havia tempo para desperdiçar. Vocês instantâneamente se conectam umas com as outras e vocês estão instantâneamente criando a mesma coisa juntas. Não apenas impulsiona a moral, mas mantém todo mundo na mesma página.”

A Greta mesmo saiu da página – bom, da página da Louisa – algumas vezes durante o curso de elaboração de seu segundo filme. Enquanto Jo se aventura em sua carreira de escritora em Nova Iorque, uma Amy florescente é escolhida para acompanhar a terrível tia das garotas, Tia March (Meryl Streep) em uma viagem à Paris. É lá que ela continua a desenvolver suas próprias aspirações artísticas, agarra-se à possibilidade de se casar com um cavalheiro rico e é reunida com Laurie (Timothée Chalamet), o amigo de longa data da família March que ela já adorava.

Greta passou um tempo significante com a Amy durante essas experiências, um intervalo do romance de Louisa, e o resultado de uma exploração mais profunda da Amy, que Florence incorpora lindamente. Mais importante, ela dà a Amy uma nova voz e perspectiva. Em um certo ponto durante a cena final do filme, uma Amy conflitante luta com a realização de que a sua arte não irá pagar as contas e o melhor caminho de ação para ela é se casar com alguém rico. Não é bobo; é terrivelmente e dolorosamente realista.

“Como mulher, havia um caminho claro de ter uma vida segura e isso era se você tinha os vestidos e a aparência, então adivinhem só? Você deveria tentar casar com um cara rico, porque isso seria a opção mais segura,” Florence disse. “Seus filhos iam ficar bem e você iria ter uma vida boa. Eu acho que Greta apenas deu à Amy uma oportunidade de expressar isto. Você não poderia simplesmente ganhar seu próprio dinheiro e ser pintora. Não era assim que as coisas aconteciam. O que ela está fazendo era a coisa mais realista e mais sábia para uma mulher se fazer naquela época.”

As descobertas de Amy culminam em um discurso que ela faz para Laurie, que é tanto impaciente para fazer com que a Amy seja dele quanto desanimado que ela aparenta pensar que casamento é a única forma de ela correr atrás de uma vida confortável. Graças à Meryl Streep que pressionou Greta a escrever um monólogo tão pontual e eloquente para Florence, que administra tanto com raiva e aceitação duramente conquistada.

“Aparentemente, a Meryl falou para a Greta: ‘O que você precisa colocar nesse filme é que as mulheres não tinham direito à nada. Elas não tinham direito nem aos seus próprios filhos e que se elas tivessem filhos, eles pertenceriam ao marido delas,” Florence disse. “Para que todo mundo percebesse apenas o quão sombrio era e o quão injusto era, o que instantâneamente dà a Amy o direito de querer casar com um cara rico em um nanosegundo.”

Florence disse que a cena original foi escrita como “uma das suas maiores cenas”, mas Greta acrescentou o discurso bem antes de filmarem.

“No dia, a Greta disse, ‘Ei, tem essa coisinha aqui que eu quero que você diga,’ e aí ela me entregou este pedaço de papel escrito a mão que tinha essa coisa que era deste tamanho,” Florence disse. “Eu lembro de todas as tomadas que eu fiz. Chegou a um certo ponto que eu fiquei tipo ‘Não cometa erros, não cometa erros, não cometa erros, não cometa erros.’ É a primeira vez que ela prova que a Amy tem uma cabeça sobre os ombros e ela sabe do que está falando e não, ela não está apenas pensando nessa vida glamurosa em que ela pode vestir grandes vestidos. Ela está ciente do preço que ela pagará se ela não se casar bem. É muito necessário.”

Depois de ‘Adoráveis Mulheres’, Florence gravou o spinoff de ‘Viúva Negra’, de Cate Shortland, ao lado de Scarlett Johansson. À caminho, Florence disse que o filme da MCU é dirigido por muitos dos mesmos elementos que foi o combustível de ‘Adoráveis Mulheres’.

“A Cate foi tão boa em ser tão vigilante em manter esta história crua e dolorosa,” ela disse. “Gira em torno de emoções e é sobre essas garotas quebradas tentando se unir novamente e tentando consertar uma coisa que aconteceu. É sobre consertar si mesmo e como você faz isto. Como uma ideia para um filme da Marvel e como uma jovem mulher, é tipo “Ai meu Deus, isso é incrível”. As jovens mulheres irão ver isto e elas irão assistir a Scarlett em seu elemento e elas vão assistir esse enredo e isso é apenas uma coisa positiva.”

As reações ao primeiro trailer do filme têm sido muito positivas e até mesmo Florence confessa um certo alívio. “Como atriz, quando você faz um filme, as pessoas podem dizer como vai ser, mas até você ver, você não tem ideia se as pessoas estão tentando criar alguma coisa diferente,” ela disse. “Quando eu assisti apenas a luta, a forma que ela é tão corajosa, parece tanto um filme do Bourne, Jason Bourne! Assistir foi muito legal e eu dei tipo um soquinho poderoso. Eu pude assistir a própria viúva negra em ação.”

Florence disse que a sua família de ‘Viúva Negra’ foi tão maravilhosa quando a de ‘Adoráveis Mulheres’. Ela brincou que ela e seu colega David Harbour tem o tipo de amizade em que ele a vê cutucando o nariz “a maioria das vezes”. Aquele tipo de confissão excêntrica que não deve surpreender os fãs que seguem Florence em suas redes sociais. Em sua conta do Instagram, ela compartilha fotos e vídeos de tudo, desde ela se preparando para eventos até dançando em sua garagem. Ela não é uma pessoa fresca, mas é charmosa.

“Redes sociais são tão estranhas e eu acho que nós esquecemos que compartilhar apenas partes específicas da sua vida é a coisa mais esquisita,” Florence disse. “Este é o motivo número um de tantos adolescentes estarem deprimidos e eu estou completamente ciente disso, adivinhem o por quê? Isso me deixa deprimida. Então, se isso me deixa deprimida, então o que está fazendo com crianças que são simplesmente normais, crianças habituais? Ter uma irmã mais nova que cresceu com isto, eu sou tão cautelosa com o que isto está fazendo com ela e como isso nunca acaba agora quando ela acabar a escola.”

Florence não fica esbanjando palavras como “plataforma” ou “alcance”, mas é claro que ela entende crescente influência e quer elevar isto da melhor forma possível.

“A forma que eu vejo que é, eu preciso ser o mais real e mais pé no chão possível,” ela disse. “Está tudo bem sentir a si mesma algumas vezes. Está tudo bem postar uma foto maravilhosa, porque isso também é a vida. Mas você precisa mostrar os pontos e você precisa mostrar as peculiaridades, e você precisa mostrar a sua cara inchada, porque eu ia me sentir um pouco traidora se eu fosse fingir que isto é o normal. E não é.”

Ela não é rápida em se reconhecer como a garota do momento, independente de quantas pessoas gostariam de rotulá-la com esse apelido. Ela está focada no trabalho e se isso significa que mais pessoas irão ver, claro, a chamem de garota do momento.

“Ser uma ‘garota do momento’ significa diversas coisas para diversas pessoas em diversos momentos da sua vida por diversos filmes que você faça,” ela diz. “A forma que eu descreveria isto na minha cabeça é ‘Ah, uma certa quantidade de pessoas realmente respondeu ao trabalho que você tem feito e elas não sabem como resumir isto, então elas irão te chamar de a garota do momento.; As pessoas estão me vendo e as pessoas estão sentindo coisas com o trabalho que eu estou fazendo e, como atriz, esse é o melhor sentimento de todos. É isso que nós buscamos.”

Florence Pugh foi listada pela W Magazine como uma das melhores performances de 2020. Juntamente com Scarlett Johansson, Chris Evans, Adam Sandler, e outras estrelas, a revista divulgou uma rápida entrevista com Florence e duas fotos de um ensaio fotográfico exclusivo feito pelo fotógrafo Juergen Teller. Confira a tradução e as fotos a seguir:

“Eu sempre quis ser atriz, desde que eu tinha 6 anos. Naquela época, no caminho da escola, eu fingiu que a minha casa tinha pegado fogo e eu conseguia chorar uma lágrima até chegarmos à escola. Eu era uma criança bem dramática.

Você interpreta a Amy March, frequentemente rotulada como a mais malvada das irmãs em ‘Adoráveis Mulheres’.
Sim, ela é A vadia. Mas eu amo a Amy. Ela é tão sapeca e deliciosa. Nos livros, eu sempre me interesso pela criança malcriada, então interpretar a Amy foi uma diversão completa para mim e eu podia ficar comendo em todas as cenas.

Quando você começou a atuar, você tinha um look para audições?
Eu sempre tentava vestir alguma coisa brilhante e colorida. Eu ia vestindo flores enormes ou com um cabelo doido. Então, eles ficavam tipo “Ah, sim – lembra aquela menina do cabelo esquisito.”

Seu papel de sucesso foi em ‘Lady Macbeth’. Houveram muitas cenas de sexo.
Sim! Quando você assiste uma mulher desviar o seu caminho para encontrar sexo e curtir? Ela estava tão acostumada a ser amarrada e mantida trancada. Toda vez que ela está pelada, a plateia diz “Isso – vai, garota”.

Crescendo, você tinha um filme favorito?
Eu amo Romeu e Julieta. Eu já fantasiei casar com o Leonardo DiCaprio umas centenas de vezes. Mas principalmente, eu queria ser um menino. Por muitos muitos anos da minha vida, eu realmente queria fazer xixi em pé.

Confira as fotos clicando nas miniaturas abaixo:

Nesta época do ano passado, menos em Hollywood, menos ainda no resto do mundo fora de seu nativo Reino Unido, sabiam o nome de Florence Pugh. Agora, é seguro dizer que ela está não apenas tendo um momento em Hollywood, mas também está acumulando aclamações e e nomeações, incluindo duas para o próximo London Critics Circle Awards.

Só neste ano, Florence estrelou ao lado de Dwayne Johnson, como uma lutadora profissional em ‘Fighting With my Family’ e se juntou a um culto sueco no filme de terror ‘Midsommar’.

Agora, ela faz parte da cobiçada e formidável lista do elenco feminino da regravação do amado clássico, ‘Adoráveis Mulheres’, e tem a oportunidade de trocar farpas com ninguém menos que Meryl Streep.

Nós a veremos em seguida no filme solo da Marvel de ‘Viúva Negra’, ao lado de Scarlett Johansson. Florence certamente chegou e ela ainda está navegando nas recentes mudanças de sua vida e contemplando as que estão por vir.

“Inicialmente, é maravilhoso ouvir que você está em uma ‘lista de observação’, mas aí a pressão começa. É excitante, claro, mas quando você percebe, ‘Pessoas estão te observando!'” Florence diz com uma risada.

“Então é tanto uma benção e também uma maldição, porque você tem que se certificar de que você se mantenha consistente. Eu acho que ter um público te deixa mais rápido, te faz mais esperto, faz você realmente pensar sobre as decisões que você está tomando e espera que eles te perdoem se você tomar uma ruim.”

Sim, de fato realmente parece que houve aproximadamente milhares de adaptações do romance clássico de Louisa May Alcott, ‘Adoráveis Mulheres’, desde que foi para o cinema.

Na interpretação de Greta Gerwig do filme clássico, adaptada do romance de 1868 de Louisa May Alcott, Amy é mais palatável do que era em suas antigas encarnações que renderizava a personagem como cheia de inveja, vaidade e egoísmo.

Mas nessa visão mais feminista da história, Amy é uma pragmática que persegue seu talento como artista e procura uma vida fácil, envolvendo Laurie (Timothée Chalamet) como seu futuro marido.

“Eu acho que esta versão de ‘Adoráveis Mulheres’ é a mais necessária de todas,” disse Florence. “O que é diferente na Amy de suas versões anteriores é que ela toma suas decisões baseadas no fato de que ela sabe que ela é uma boa artista, mas ela sabe que ela não é maravilhosa, então ela decide encontrar alguém que irá dar a ela uma vida estável. É claro que ela nasceu em uma época diferente da minha. Eu tenho sorte de poder fazer algo que eu gosto sem as pressões de ter que casar para ter dinheiro.”

Sem surpresa, o destaque das gravações foi trabalhar com Meryl Streep, que interpreta a irritável tia March. “Todo mundo estava se comportando bem quando ela chegou ao set. Todo mundo estava com a cabeça baixa, trabalhando duro,” ela diz com uma risada.

“A experiência de trabalhar com Meryl foi tão magnífica quanto você consegue imaginar que é. Ela faz tudo tão natural e fácil.”

Florence também se aproximou de suas irmãs March – Saoirse Ronan, Emma Watson e a novata australiana Eliza Scanlen.

“Eu gostei de ser atrevida e eu sou atraída por personagens perversos e deliciosos. Talvez esteja enderaçado para algo em mim que eu gosto de ser,” ela diz. “Eu gosto de ser cabeça dura e insubordinada e dizer coisas com orgulho, todas essas qualidades são tudo que a Amy é. Foi um prazer interpretá-la. Ela era uma criança que eu nunca poderia ser, mas eu fiquei feliz de pude fingir ser ela por três meses.”

Florence Pugh boêmia e talentosa, a jovem atriz inglesa se prepara silenciosamente para conquistar Hollywood.

Rapidamente teremos que aprender a pronunciar o nome de Florence Pugh (pense em “piou”, como o choro de uma garota), que deve aparecer no pôster de um bom número de filmes de grande destaque nos próximos anos. Na bela releitura de ‘Adoráveis ​​Mulheres’ de Greta Gerwig (nos cinemas desta quarta-feira), a atriz de 23 anos dá nobreza e escala dramática ao personagem da pestilenta irmãzinha do romance de Louisa May Alcott, transformada em uma poderosa figura romântica. “Eu não tenho nada a ver com isso, a Amy é tão boa quanto no livro”, assegura Florence, recitando de cabeça o discurso em que a personagem teoriza as engrenagens do jogo matrimonial.

“Os personagens ​​que me intrigam são os que são ousados. Gosto de fazer papéis de mulheres que têm algo a dizer, ao contrário das que servem como álibi em segundo plano. Não me importo se os papéis que escolho são gentis e, além disso, não acho que as pessoas sejam particularmente gentis na vida em geral”

A conversa é uma mistura de sutis ponderações em inglês e extroversão americana, onde nada está meio moldado, nem a quantidade de elogios nem o abraço exuberante como uma saudação. Florence Pugh parece segura de seu pensamento, os quais ela revela generosamente. Com seus poucos um metro e sessenta e dois está imponderada nos saltos enormes, que ela jura serem como chinelos. Divertida e descontraída em seu quarto de hotel do Bristol parisiense, onde descansa por um dia da puxada turnê promocional do filme. “A minha vida oscila entre Londres e Los Angeles”, Florence diz com sua profunda voz – a laringite crônica dá esse toque chique à voz da atriz. “Nos últimos anos, quando tive a sorte de conseguir empregos, tenho me mudado para onde quer que o papel exija. É como fugir com o circo.”

A seriedade de suas respostas às vezes é deixada de lado, como quando perguntamos se ela se sente particularmente européia em Hollywood. Florence pesa suas palavras antes de responder: “Ser inglês certamente dá uma vantagem em Hollywood, porque permite que você se apegue a uma singularidade, a seus valores. Quando você é jovem, você acaba ouvindo quando as pessoas falam para você ser de um ou de outro jeito, mas é importante lembra quem você é e de onde você vem.”

O discurso não é exatamente o de uma jovem iniciante que acaba de entrar nos holofotes. Florence apareceu em radares críticos em 2016, quando protagonizou ‘Lady Macbeth’, uma jovem esposa da Inglaterra vitoriana, sufocada por um casamento sem amor, Florence Pugh fez sua estreia aos 17 anos. Críticas evasivas, mas persistentes à “indústria” retornam espontaneamente à sua boca. “Aos 19 anos, fui contratada em uma série de TV e não estava tínhamos exatamente um contrato, embora esse tipo de trabalho seja considerado seguro e dentro dos padrões da indústria em Hollywood. Eu acreditei que tinha me desencantado com a atuação e fiquei sufocada com o que a indústria exigia de mim. ‘Lady Macbeth’ surgiu em um momento em que senti a necessidade de ser ousada e poderosa: o papel era complicado, mas benéfico, um verdadeiro presente para a minha autoconfiança.”

Este ano, ela estrelou nas telas do ensolarado filme de terror ‘Midsommar’, auge da estranheza do verão. Com seu rosto redondo, rodeado pela coroade flores de um ritual pagão, pelo sorriso friável ou invertido de um emoji de mau humor, todas as emoções foram impressionadas com uma clareza cativante. Ela dá risadas triunfantes quando se menciona sua mania de eliminar seus parceiros masculinos em seus filmes (por envenenamento ou auto-queimando vivos). “Eu estava com medo deste papel, medo de não saber interpretar alguém que acabou de perder toda a sua família. Acho que fiquei parecendo estar constantemente à beira de um colapso nervoso. Como seria este luto? O que isto causa para uma pessoa? Eu nunca testemunhei este tipo de luto e não sou uma atriz que consegue chorar do nada. Para chegar lá, passei três meses imaginando a pior tortura mental que você pode imaginar. Foi um período cansativo, mas o filme ficou maravilhoso.”

Florence nasceu em Oxford, mas cresceu em Andaluzia, a menos de uma hora de Gibraltar à beira-mar, “um lugar maravilhoso para uma criança”. “A única coisa que eu gostava na escola era escrever histórias, teatro, artes visuais e esportes. Fico muito chateada com o fato da escola não apoiar às crianças que gostam e querem investir nas artes.” Ela não deixa de mencionar cada um de seus irmãos em suas frases – duas irmãs e um irmão – onde o “nós” sempre flutua com ampla felicidade. “Na minha maravilhosa e barulhenta família boêmia, éramos constantemente incentivados a exercitar nossos talentos. Eu sempre gostei de fazer show, imaginar meu futuro como atriz nunca pareceu assustador”. Uma de suas irmãs também é atriz, e seu irmão mais velho é músico e participou de ‘Game of Thrones’ como um atraente príncipe do sul. Todos eles parecem ser criativos, amáveis ​​e talentosos e a atriz é grata por eles. Além do cinema, Florence diz que gosta de caminhar com a avó, “uma moleca intrépida que adora o ar livre” e considera que a felicidade é qualquer coisa que dê para comer. “Meus destinos de férias são voltados especificamente para a culinária… Grega, italiana, espanhola… Eu amo cozinhar e comer.” Como inspiração, ela cita atrizes de calibre como Natalie Portman e Penelope Cruz, bem como afirma ser apaixonada por filmes de grandes shows, “visualmente sensacionais, como Grease, Moulin Rouge”. Florence quase parece se desculpar por nunca ter realmente feito teatro. “O plano inicial era estudar teatro e depois contratar um agente. Mas acabei fazendo um teste no final do ensino médio, consegui o emprego e me vi conhecendo um monte de pessoas estranhas e maravilhosas que me abriram as portas da indústria”.

Seu itinerário em Hollywood lembrou o de Jennifer Lawrence, que havia entrado na mesma idade em produções independentes, antes de ser lançada na rampa de grandes franquias da indústria. Em 2020, Florence Pugh estará no elenco do novo filme da Marvel, ‘Viúva Negra’, ao lado de Scarlett Johansson, continuando silenciosamente sua ascensão aos picos de um sistema já apaixonado por ela.

Fonte: Movies Prism

‘Adoráveis Mulhers’ tem sido adaptamente praticamente a mesma quantidade de vezes quanto ‘Orgulho e Preconceito’, mas a mais recente adaptação de Greta Gerwig traz algo novo. Quando o filme começa, no dia 25 de dezembro, os espectadores verão cada uma das irmãs March por uma nova perspectiva, bem como a natureza da narrativa delas por si só. A família March – incluindo Saoirse Ronan, Eliza Scanlen, Florence Pugh e Laura Dern – conversou com a Movies Prims sobre as formas que o roteiro da Greta mudou a perspectiva delas do clássico de Louisa May Alcott.

Meninas, eu estou completamente apaixonada com ‘Adoráveis Mulheres’. Eu sou apaixonada desde criança, mas eu senti que a versão da Greta Gerwig realmente abriu novas portas e explorou pré conceitos que eu nunca tinha percebido antes. Então, há algo na versão dela que mudou a persepctiva de vocês sobre ‘Adoráveis Mulheres’?
Flo: Sim, com certeza. Mesmo já estando no livro, eu nunca tinha visto a Amy desta forma antes. Eu nunca a entendi desta forma antes. Foi dada à ela a oportunidade de, eu suponho, ser querida – o que não acontece.

Agora, se vocês precisarem fazer uma situação de dança das cadeiras, em que todo mundo interpreta um personagem diferente em ‘Adoráveis Mulheres’, quem você interpretaria? E você pode ser um homem também.
F: Eu quero ser o John Brooke! Eu simplesmente amo a forma que ele é um pouco como o Laurie. Ele é completamente apaixonada com aquela família também.

Laura, você pode interpretar qualquer pessoa. Mas quem você interpretaria mais perfeitamente?
Florence: Hannah.
Laura: Hannah! Eu amei ela. Mas eu acho que ninguém consegue interpretar a Hannah como a Jayne Houdyshell. Ela foi incrível.

Durante o Podcast ‘Awards Chatter’, com Scott Feinberg, Florence Pugh concedeu uma entrevista de pouco mais de uma hora para o programa.

No decorrer da entrevista, Florence foi perguntada sobre parte da sua infância na Espanha e a atriz disse que foi por motivos de saúde:

“Eu passei grande parte da minha infância doente. Eu tinha um problema na minha respiração, a minha traquéia era levemente desabilitada, então quando eu era criança estar em um clima úmido não era conveniente, porque a temporada fria era praticamente o ano todo, ao invés de dois meses no verão. E eu acho que uma das sugestões foi: “Bom, se vocês puderem ir para um clima seco, você irá conseguir respirar melhor por mais tempo.”

Ainda, Flo diz que sua voz rouca definitivamente tem a ver com o seu problema respiratório.

A atriz britânica conta que sua primeira audição da vida foi para ‘The Falling’ e diz que conseguiu o papel “na cagada” e porque “estava no lugar certo e na hora certa“, tanto que enviou a sua audição faltando 20 minutos para acabar o prazo fatal.

Sobre o filme ‘Rei Lear’, Florence conta que conheceu Emma Thompson, que se tornou sua mentora e a chamou de “criatura do paraíso”, acrescentando ainda que:

“Eu sempre me inspirei nela como atriz, mas também acho que ela é uma pessoa incrível e ela é tão inteligente. Quando eu trabalhei com ela… Ela é exatamente igual à pessoa pela qual você se apaixonada nas telas, ela é essa mulher enorme, amável, inteligente e maravilhosa, que apenas quer conversar com você e aprender com você, te ensinar… Foi mágico!”

Entrando em poucos assuntos polêmicos, Flo conta como foi sua experiência gravando em Studio City o episódio piloto de uma série da FOX que nunca foi ao ar e como foi humilhada e cobrada para seguir um certo padrão corporal, para emagrecer. A atriz fala ainda que após Lady Macbeth fez um filme “que ela não quer falar sobre”. Qual será o babado?

Por fim, Florence falou de seus fãs em uma resposta a um comentário que INCLUSIVE MENCIONAVA SOBRE OS FÃS BRASILEIROS:

Scott: Eu descobri os seus fãs quando as fotos do painel da FFS e todo mundo começou a me marcar e, de repente eu tinha… ‘Florence Pugh Brasil’ e cada encarnação diferente da sua fanbase me marcando…
Flo: Sim, eles são um amor! Eles são muito acessíveis, os meus amigos checam mais as páginas deles do que a minha porque eles ficam tipo: ‘Agora eu sei onde você está.

Confira o podcast na íntegra:

Fonte: El Nacional

‘Adoráveis Mulheres’, o romance que ao final do século XIX revolucionou os personagens femininos e enfrentou o “guia de condutsa para jovens mulheres”, volta ao cinema com uma nova adaptação, já que, afirma Florence Pugh, uma de suas protagonistas, é uma história “que merece ser contada de novo a cada geração segundo suas necessidades”.

Nesta versão da cineasta Greta Gerwig, Florence divide o set com vários dos atores mais promissores da nova geração de Hollywood: Saoirse Ronan, Emma Watson, Eliza Scanlen e Timothée Chalamet para atualizar uma história sobre mulheres que se atreviam a sonhar e cultivar seus talentos em uma sociedade que pregava que elas fossem exclusivamente boas esposas e mães de família.

“Sou interessada pelas mulheres de diferentes épocas, porque acredito que durante muito tempo elas foram rotuladas como pessoas que mantinham a boca fechada e acreditavam em uma forma de vida muito antiquada”, explica a atriz ao apresentar o filme, uma das estreias de Natal mais esperada.

Florence sabe do que fala, pois sua ascenção à fama ocorreu graças ao seu aclamado papel de uma nobre indomável no filme de época ‘Lady Macbeth’, motivo pelo qual se tornou um dos rostos mais prometedores do cinema e já alcançou algumas metas, como trabalhar com Meryl Streep e Laura Dern nesta adaptação do clássico da literatura ou a participar da poderosa franquia da Marvel.

Até um total de seis ocasiões, sem contar com obras menores, ‘Adoráveis Mulheres’ foi adaptado das páginas escritas por Louisa May Alcott para as telonas e, ainda assim, bem como defende Florence, a história não perde validade nem interesse, já que esta versão conta com duas nomeações ao ‘Globo de Ouro’ e já foi selecionado pelo American Film Institute como um dos melhores filmes de 2019.

Em ‘Adoráveis Mulheres’ há um monólogo da sua personagem que admite com crueza o quão difícil é para uma mulher naquela época ser independente e o quão presa ela está a um homem. É um conto feminista?
Acredito que cada geração merece que se volte a contar esta história da forma em que for necessária. Sempre apreciaremos uma história sobre mulheres que viveram em uma época diferente e a quem foi dito tudo o que tinham que fazer.

E o que este romance tem em particular? Você o conhecia?
A minha avó leu um capítulo para mim e se certificou de que eu não estivesse dormindo (risos). Mas eu acho que retrata uma família de forma totalmente realista e representa maravilhosamente irmãs que são reais e honestas e não importa de que época é: ela parece completamente natural.

Por isso você gosta dos filmes de época? O seu papel em ‘Lady Macbeth; era de uma nobre rebelte e totalmente contra a se ajustar às normas e a depender de um homem…
Na verdade eu não procurei por filmes de época. Acho que os roteiros passaram por mim no momento certo. Mas sim, vou dizer que me interesso por mulheres de diferentes épocas porque sinto que durante munto tempo elas foram rotuladas como pessoas que mantinham a boca fechada e acreditavam em uma forma de vida muito antígua. E ainda que isso possa ser verdade, elas continuam sendo pessoas apaixonadas, cruas e emotivas e acho que sempre gostei de romper esta barreira.

Daí a sua personagem em ‘Adoráveis Mulheres’, que busca causar um eco no mundo da arte em uma época em que se espera que ela se case e tenha filhos o quanto antes. O que a faz especial comparada ao resto das irmãs?
Ela é a mais nova, portanto tem um ar completamente diferente. Ela é orgulhosa, pensa que o mundo está pronto para admirá-la. Ela vive em seu próprio mundo, se preocupa com suas próprias coisas e não tem medo de chorar em frente a suas irmãs em voz alta. E isto é algo que eu acredito que muitos dos irmãos mais novos tem, foram criados de uma forma diferente.

E passando de irmãs a atrizes veteranos, você disse em uma entrevista que deu que, literalmente, tinha medo de trabalhar com Meryl Streep.
Ela não me dava medo, acredito que tenha sido mais… Que eu estava só nervosa (risos). Ela é maravilhosa, tudo que qualquer um gostaria de ser, uma pessoa inteligente e linda. Tivemos muito tempo no set, portanto é incrível poder dizer que aprendi que Meryl também pensa em coisas normais (risos). Ela é uma mulher fascinante.

Falando sobre outros projetos, a transição para superproduções da franquia da Marvel – responsável pelos filmes de maiores bilheterias da história – como foi ‘Viúva Negra’?
Não foi algo tão estranho quanto você pensa. Obviamente, todas as telas verdes e os efeitos especiais foi algo com que você nunca se acostuma porque elas tem um tamanho enorme. Mas na verdade foi uma gravação bastante fluida e acho que é porque todas as outras pessoas já fizeram isso umas 100 vezes.

Passou de indie a um gênero muito comercial.
O estúdio foi como o de um filme normal e dava uma sensação bastante tranquilizadora de que não parecia ser tão grande. Na verdade, foi bastante agradável estar ali, ainda que sejam duas formas de trabalho completamente diferentes.