Nesta época do ano passado, menos em Hollywood, menos ainda no resto do mundo fora de seu nativo Reino Unido, sabiam o nome de Florence Pugh. Agora, é seguro dizer que ela está não apenas tendo um momento em Hollywood, mas também está acumulando aclamações e e nomeações, incluindo duas para o próximo London Critics Circle Awards.

Só neste ano, Florence estrelou ao lado de Dwayne Johnson, como uma lutadora profissional em ‘Fighting With my Family’ e se juntou a um culto sueco no filme de terror ‘Midsommar’.

Agora, ela faz parte da cobiçada e formidável lista do elenco feminino da regravação do amado clássico, ‘Adoráveis Mulheres’, e tem a oportunidade de trocar farpas com ninguém menos que Meryl Streep.

Nós a veremos em seguida no filme solo da Marvel de ‘Viúva Negra’, ao lado de Scarlett Johansson. Florence certamente chegou e ela ainda está navegando nas recentes mudanças de sua vida e contemplando as que estão por vir.

“Inicialmente, é maravilhoso ouvir que você está em uma ‘lista de observação’, mas aí a pressão começa. É excitante, claro, mas quando você percebe, ‘Pessoas estão te observando!'” Florence diz com uma risada.

“Então é tanto uma benção e também uma maldição, porque você tem que se certificar de que você se mantenha consistente. Eu acho que ter um público te deixa mais rápido, te faz mais esperto, faz você realmente pensar sobre as decisões que você está tomando e espera que eles te perdoem se você tomar uma ruim.”

Sim, de fato realmente parece que houve aproximadamente milhares de adaptações do romance clássico de Louisa May Alcott, ‘Adoráveis Mulheres’, desde que foi para o cinema.

Na interpretação de Greta Gerwig do filme clássico, adaptada do romance de 1868 de Louisa May Alcott, Amy é mais palatável do que era em suas antigas encarnações que renderizava a personagem como cheia de inveja, vaidade e egoísmo.

Mas nessa visão mais feminista da história, Amy é uma pragmática que persegue seu talento como artista e procura uma vida fácil, envolvendo Laurie (Timothée Chalamet) como seu futuro marido.

“Eu acho que esta versão de ‘Adoráveis Mulheres’ é a mais necessária de todas,” disse Florence. “O que é diferente na Amy de suas versões anteriores é que ela toma suas decisões baseadas no fato de que ela sabe que ela é uma boa artista, mas ela sabe que ela não é maravilhosa, então ela decide encontrar alguém que irá dar a ela uma vida estável. É claro que ela nasceu em uma época diferente da minha. Eu tenho sorte de poder fazer algo que eu gosto sem as pressões de ter que casar para ter dinheiro.”

Sem surpresa, o destaque das gravações foi trabalhar com Meryl Streep, que interpreta a irritável tia March. “Todo mundo estava se comportando bem quando ela chegou ao set. Todo mundo estava com a cabeça baixa, trabalhando duro,” ela diz com uma risada.

“A experiência de trabalhar com Meryl foi tão magnífica quanto você consegue imaginar que é. Ela faz tudo tão natural e fácil.”

Florence também se aproximou de suas irmãs March – Saoirse Ronan, Emma Watson e a novata australiana Eliza Scanlen.

“Eu gostei de ser atrevida e eu sou atraída por personagens perversos e deliciosos. Talvez esteja enderaçado para algo em mim que eu gosto de ser,” ela diz. “Eu gosto de ser cabeça dura e insubordinada e dizer coisas com orgulho, todas essas qualidades são tudo que a Amy é. Foi um prazer interpretá-la. Ela era uma criança que eu nunca poderia ser, mas eu fiquei feliz de pude fingir ser ela por três meses.”

Florence Pugh boêmia e talentosa, a jovem atriz inglesa se prepara silenciosamente para conquistar Hollywood.

Rapidamente teremos que aprender a pronunciar o nome de Florence Pugh (pense em “piou”, como o choro de uma garota), que deve aparecer no pôster de um bom número de filmes de grande destaque nos próximos anos. Na bela releitura de ‘Adoráveis ​​Mulheres’ de Greta Gerwig (nos cinemas desta quarta-feira), a atriz de 23 anos dá nobreza e escala dramática ao personagem da pestilenta irmãzinha do romance de Louisa May Alcott, transformada em uma poderosa figura romântica. “Eu não tenho nada a ver com isso, a Amy é tão boa quanto no livro”, assegura Florence, recitando de cabeça o discurso em que a personagem teoriza as engrenagens do jogo matrimonial.

“Os personagens ​​que me intrigam são os que são ousados. Gosto de fazer papéis de mulheres que têm algo a dizer, ao contrário das que servem como álibi em segundo plano. Não me importo se os papéis que escolho são gentis e, além disso, não acho que as pessoas sejam particularmente gentis na vida em geral”

A conversa é uma mistura de sutis ponderações em inglês e extroversão americana, onde nada está meio moldado, nem a quantidade de elogios nem o abraço exuberante como uma saudação. Florence Pugh parece segura de seu pensamento, os quais ela revela generosamente. Com seus poucos um metro e sessenta e dois está imponderada nos saltos enormes, que ela jura serem como chinelos. Divertida e descontraída em seu quarto de hotel do Bristol parisiense, onde descansa por um dia da puxada turnê promocional do filme. “A minha vida oscila entre Londres e Los Angeles”, Florence diz com sua profunda voz – a laringite crônica dá esse toque chique à voz da atriz. “Nos últimos anos, quando tive a sorte de conseguir empregos, tenho me mudado para onde quer que o papel exija. É como fugir com o circo.”

A seriedade de suas respostas às vezes é deixada de lado, como quando perguntamos se ela se sente particularmente européia em Hollywood. Florence pesa suas palavras antes de responder: “Ser inglês certamente dá uma vantagem em Hollywood, porque permite que você se apegue a uma singularidade, a seus valores. Quando você é jovem, você acaba ouvindo quando as pessoas falam para você ser de um ou de outro jeito, mas é importante lembra quem você é e de onde você vem.”

O discurso não é exatamente o de uma jovem iniciante que acaba de entrar nos holofotes. Florence apareceu em radares críticos em 2016, quando protagonizou ‘Lady Macbeth’, uma jovem esposa da Inglaterra vitoriana, sufocada por um casamento sem amor, Florence Pugh fez sua estreia aos 17 anos. Críticas evasivas, mas persistentes à “indústria” retornam espontaneamente à sua boca. “Aos 19 anos, fui contratada em uma série de TV e não estava tínhamos exatamente um contrato, embora esse tipo de trabalho seja considerado seguro e dentro dos padrões da indústria em Hollywood. Eu acreditei que tinha me desencantado com a atuação e fiquei sufocada com o que a indústria exigia de mim. ‘Lady Macbeth’ surgiu em um momento em que senti a necessidade de ser ousada e poderosa: o papel era complicado, mas benéfico, um verdadeiro presente para a minha autoconfiança.”

Este ano, ela estrelou nas telas do ensolarado filme de terror ‘Midsommar’, auge da estranheza do verão. Com seu rosto redondo, rodeado pela coroade flores de um ritual pagão, pelo sorriso friável ou invertido de um emoji de mau humor, todas as emoções foram impressionadas com uma clareza cativante. Ela dá risadas triunfantes quando se menciona sua mania de eliminar seus parceiros masculinos em seus filmes (por envenenamento ou auto-queimando vivos). “Eu estava com medo deste papel, medo de não saber interpretar alguém que acabou de perder toda a sua família. Acho que fiquei parecendo estar constantemente à beira de um colapso nervoso. Como seria este luto? O que isto causa para uma pessoa? Eu nunca testemunhei este tipo de luto e não sou uma atriz que consegue chorar do nada. Para chegar lá, passei três meses imaginando a pior tortura mental que você pode imaginar. Foi um período cansativo, mas o filme ficou maravilhoso.”

Florence nasceu em Oxford, mas cresceu em Andaluzia, a menos de uma hora de Gibraltar à beira-mar, “um lugar maravilhoso para uma criança”. “A única coisa que eu gostava na escola era escrever histórias, teatro, artes visuais e esportes. Fico muito chateada com o fato da escola não apoiar às crianças que gostam e querem investir nas artes.” Ela não deixa de mencionar cada um de seus irmãos em suas frases – duas irmãs e um irmão – onde o “nós” sempre flutua com ampla felicidade. “Na minha maravilhosa e barulhenta família boêmia, éramos constantemente incentivados a exercitar nossos talentos. Eu sempre gostei de fazer show, imaginar meu futuro como atriz nunca pareceu assustador”. Uma de suas irmãs também é atriz, e seu irmão mais velho é músico e participou de ‘Game of Thrones’ como um atraente príncipe do sul. Todos eles parecem ser criativos, amáveis ​​e talentosos e a atriz é grata por eles. Além do cinema, Florence diz que gosta de caminhar com a avó, “uma moleca intrépida que adora o ar livre” e considera que a felicidade é qualquer coisa que dê para comer. “Meus destinos de férias são voltados especificamente para a culinária… Grega, italiana, espanhola… Eu amo cozinhar e comer.” Como inspiração, ela cita atrizes de calibre como Natalie Portman e Penelope Cruz, bem como afirma ser apaixonada por filmes de grandes shows, “visualmente sensacionais, como Grease, Moulin Rouge”. Florence quase parece se desculpar por nunca ter realmente feito teatro. “O plano inicial era estudar teatro e depois contratar um agente. Mas acabei fazendo um teste no final do ensino médio, consegui o emprego e me vi conhecendo um monte de pessoas estranhas e maravilhosas que me abriram as portas da indústria”.

Seu itinerário em Hollywood lembrou o de Jennifer Lawrence, que havia entrado na mesma idade em produções independentes, antes de ser lançada na rampa de grandes franquias da indústria. Em 2020, Florence Pugh estará no elenco do novo filme da Marvel, ‘Viúva Negra’, ao lado de Scarlett Johansson, continuando silenciosamente sua ascensão aos picos de um sistema já apaixonado por ela.

Fonte: Movies Prism

‘Adoráveis Mulhers’ tem sido adaptamente praticamente a mesma quantidade de vezes quanto ‘Orgulho e Preconceito’, mas a mais recente adaptação de Greta Gerwig traz algo novo. Quando o filme começa, no dia 25 de dezembro, os espectadores verão cada uma das irmãs March por uma nova perspectiva, bem como a natureza da narrativa delas por si só. A família March – incluindo Saoirse Ronan, Eliza Scanlen, Florence Pugh e Laura Dern – conversou com a Movies Prims sobre as formas que o roteiro da Greta mudou a perspectiva delas do clássico de Louisa May Alcott.

Meninas, eu estou completamente apaixonada com ‘Adoráveis Mulheres’. Eu sou apaixonada desde criança, mas eu senti que a versão da Greta Gerwig realmente abriu novas portas e explorou pré conceitos que eu nunca tinha percebido antes. Então, há algo na versão dela que mudou a persepctiva de vocês sobre ‘Adoráveis Mulheres’?
Flo: Sim, com certeza. Mesmo já estando no livro, eu nunca tinha visto a Amy desta forma antes. Eu nunca a entendi desta forma antes. Foi dada à ela a oportunidade de, eu suponho, ser querida – o que não acontece.

Agora, se vocês precisarem fazer uma situação de dança das cadeiras, em que todo mundo interpreta um personagem diferente em ‘Adoráveis Mulheres’, quem você interpretaria? E você pode ser um homem também.
F: Eu quero ser o John Brooke! Eu simplesmente amo a forma que ele é um pouco como o Laurie. Ele é completamente apaixonada com aquela família também.

Laura, você pode interpretar qualquer pessoa. Mas quem você interpretaria mais perfeitamente?
Florence: Hannah.
Laura: Hannah! Eu amei ela. Mas eu acho que ninguém consegue interpretar a Hannah como a Jayne Houdyshell. Ela foi incrível.

Durante o Podcast ‘Awards Chatter’, com Scott Feinberg, Florence Pugh concedeu uma entrevista de pouco mais de uma hora para o programa.

No decorrer da entrevista, Florence foi perguntada sobre parte da sua infância na Espanha e a atriz disse que foi por motivos de saúde:

“Eu passei grande parte da minha infância doente. Eu tinha um problema na minha respiração, a minha traquéia era levemente desabilitada, então quando eu era criança estar em um clima úmido não era conveniente, porque a temporada fria era praticamente o ano todo, ao invés de dois meses no verão. E eu acho que uma das sugestões foi: “Bom, se vocês puderem ir para um clima seco, você irá conseguir respirar melhor por mais tempo.”

Ainda, Flo diz que sua voz rouca definitivamente tem a ver com o seu problema respiratório.

A atriz britânica conta que sua primeira audição da vida foi para ‘The Falling’ e diz que conseguiu o papel “na cagada” e porque “estava no lugar certo e na hora certa“, tanto que enviou a sua audição faltando 20 minutos para acabar o prazo fatal.

Sobre o filme ‘Rei Lear’, Florence conta que conheceu Emma Thompson, que se tornou sua mentora e a chamou de “criatura do paraíso”, acrescentando ainda que:

“Eu sempre me inspirei nela como atriz, mas também acho que ela é uma pessoa incrível e ela é tão inteligente. Quando eu trabalhei com ela… Ela é exatamente igual à pessoa pela qual você se apaixonada nas telas, ela é essa mulher enorme, amável, inteligente e maravilhosa, que apenas quer conversar com você e aprender com você, te ensinar… Foi mágico!”

Entrando em poucos assuntos polêmicos, Flo conta como foi sua experiência gravando em Studio City o episódio piloto de uma série da FOX que nunca foi ao ar e como foi humilhada e cobrada para seguir um certo padrão corporal, para emagrecer. A atriz fala ainda que após Lady Macbeth fez um filme “que ela não quer falar sobre”. Qual será o babado?

Por fim, Florence falou de seus fãs em uma resposta a um comentário que INCLUSIVE MENCIONAVA SOBRE OS FÃS BRASILEIROS:

Scott: Eu descobri os seus fãs quando as fotos do painel da FFS e todo mundo começou a me marcar e, de repente eu tinha… ‘Florence Pugh Brasil’ e cada encarnação diferente da sua fanbase me marcando…
Flo: Sim, eles são um amor! Eles são muito acessíveis, os meus amigos checam mais as páginas deles do que a minha porque eles ficam tipo: ‘Agora eu sei onde você está.

Confira o podcast na íntegra:

Fonte: El Nacional

‘Adoráveis Mulheres’, o romance que ao final do século XIX revolucionou os personagens femininos e enfrentou o “guia de condutsa para jovens mulheres”, volta ao cinema com uma nova adaptação, já que, afirma Florence Pugh, uma de suas protagonistas, é uma história “que merece ser contada de novo a cada geração segundo suas necessidades”.

Nesta versão da cineasta Greta Gerwig, Florence divide o set com vários dos atores mais promissores da nova geração de Hollywood: Saoirse Ronan, Emma Watson, Eliza Scanlen e Timothée Chalamet para atualizar uma história sobre mulheres que se atreviam a sonhar e cultivar seus talentos em uma sociedade que pregava que elas fossem exclusivamente boas esposas e mães de família.

“Sou interessada pelas mulheres de diferentes épocas, porque acredito que durante muito tempo elas foram rotuladas como pessoas que mantinham a boca fechada e acreditavam em uma forma de vida muito antiquada”, explica a atriz ao apresentar o filme, uma das estreias de Natal mais esperada.

Florence sabe do que fala, pois sua ascenção à fama ocorreu graças ao seu aclamado papel de uma nobre indomável no filme de época ‘Lady Macbeth’, motivo pelo qual se tornou um dos rostos mais prometedores do cinema e já alcançou algumas metas, como trabalhar com Meryl Streep e Laura Dern nesta adaptação do clássico da literatura ou a participar da poderosa franquia da Marvel.

Até um total de seis ocasiões, sem contar com obras menores, ‘Adoráveis Mulheres’ foi adaptado das páginas escritas por Louisa May Alcott para as telonas e, ainda assim, bem como defende Florence, a história não perde validade nem interesse, já que esta versão conta com duas nomeações ao ‘Globo de Ouro’ e já foi selecionado pelo American Film Institute como um dos melhores filmes de 2019.

Em ‘Adoráveis Mulheres’ há um monólogo da sua personagem que admite com crueza o quão difícil é para uma mulher naquela época ser independente e o quão presa ela está a um homem. É um conto feminista?
Acredito que cada geração merece que se volte a contar esta história da forma em que for necessária. Sempre apreciaremos uma história sobre mulheres que viveram em uma época diferente e a quem foi dito tudo o que tinham que fazer.

E o que este romance tem em particular? Você o conhecia?
A minha avó leu um capítulo para mim e se certificou de que eu não estivesse dormindo (risos). Mas eu acho que retrata uma família de forma totalmente realista e representa maravilhosamente irmãs que são reais e honestas e não importa de que época é: ela parece completamente natural.

Por isso você gosta dos filmes de época? O seu papel em ‘Lady Macbeth; era de uma nobre rebelte e totalmente contra a se ajustar às normas e a depender de um homem…
Na verdade eu não procurei por filmes de época. Acho que os roteiros passaram por mim no momento certo. Mas sim, vou dizer que me interesso por mulheres de diferentes épocas porque sinto que durante munto tempo elas foram rotuladas como pessoas que mantinham a boca fechada e acreditavam em uma forma de vida muito antígua. E ainda que isso possa ser verdade, elas continuam sendo pessoas apaixonadas, cruas e emotivas e acho que sempre gostei de romper esta barreira.

Daí a sua personagem em ‘Adoráveis Mulheres’, que busca causar um eco no mundo da arte em uma época em que se espera que ela se case e tenha filhos o quanto antes. O que a faz especial comparada ao resto das irmãs?
Ela é a mais nova, portanto tem um ar completamente diferente. Ela é orgulhosa, pensa que o mundo está pronto para admirá-la. Ela vive em seu próprio mundo, se preocupa com suas próprias coisas e não tem medo de chorar em frente a suas irmãs em voz alta. E isto é algo que eu acredito que muitos dos irmãos mais novos tem, foram criados de uma forma diferente.

E passando de irmãs a atrizes veteranos, você disse em uma entrevista que deu que, literalmente, tinha medo de trabalhar com Meryl Streep.
Ela não me dava medo, acredito que tenha sido mais… Que eu estava só nervosa (risos). Ela é maravilhosa, tudo que qualquer um gostaria de ser, uma pessoa inteligente e linda. Tivemos muito tempo no set, portanto é incrível poder dizer que aprendi que Meryl também pensa em coisas normais (risos). Ela é uma mulher fascinante.

Falando sobre outros projetos, a transição para superproduções da franquia da Marvel – responsável pelos filmes de maiores bilheterias da história – como foi ‘Viúva Negra’?
Não foi algo tão estranho quanto você pensa. Obviamente, todas as telas verdes e os efeitos especiais foi algo com que você nunca se acostuma porque elas tem um tamanho enorme. Mas na verdade foi uma gravação bastante fluida e acho que é porque todas as outras pessoas já fizeram isso umas 100 vezes.

Passou de indie a um gênero muito comercial.
O estúdio foi como o de um filme normal e dava uma sensação bastante tranquilizadora de que não parecia ser tão grande. Na verdade, foi bastante agradável estar ali, ainda que sejam duas formas de trabalho completamente diferentes.

Florence Pugh é humana. Pode até não parecer, mesmo a novata de 23 anos de idade ter estrelado em três sucessos das telonas neste ano sozinha: o drama comédia esportivo ‘Lutando Com A Família’, o filme de terror ‘Midsommar’, e agora, a adaptação de Greta Gerwig de ‘Adoráveis Mulheres’, de Louisa May Alcott, que estreia nos cinemas no Natal.

Mas apesar de ter conseguido papéis tão cobiçados, a jovem estrela ainda fica impressionada, especialmente por Greta Gerwig e, como esperado, por sua co-estrela, Meryl Streep.

“A Greta é a voz que todo mundo tem esperado para ouvir atualmente e todo mundo quer ver o mundo pela perspectiva dela. Ela definitivamente é alguém que ainda me deixa empolgada e nervosa quando está por perto,” Florence revelou para a Daily News no inîcio do mês. “E obviamente, Meryl é a mulher que cada um os atores se inspiraram,majoritariamente, em suas carreiras, então eu preciso dizer que essas duas (me deixaram mais impressionadas).”

‘Adoráveis Mulheres’, de Greta Gerwig, vem 25 anos após a adaptação semelhante de Gillian Armstrong, que conta com Kirsten Dunst como a Amy March mais jovem e Samantha Mathis como a versão mais velha da personagem.

Na adaptação da diretora de ‘Lady Bird’, Florence Pugh estrela como Amy, enquanto Saoirse Ronan é sua irmã mais velha Jo. Emma Watson, de ‘Harry Potter’ interpreta Meg e Eliza Scanlen é Elizabeth, “Beth” March. Timothée Chalamet estrela como o amigo da família, Laurie.

“Eu não sei que eu tenha colocado o meu jeito para mudar alguma coisa (das adaptações antigas)” Florence disse. “Mas eu certamente sabia que eu queria que Amy fosse tão deliciosa quanto ela é irritante.”

“Eu adoro assistir crianças problemáticas nas telas,” ela riu. “Eu acho que elas são muito engraçadas, porque – especialmente no lugar em que a Amy está, ela ainda é uma criança, mas ela também está próximo de se tornar uma mulher. E eu acho que eu sempre achei esta idade particularmente interessante, porque você é frequentemente confundida com uma adulta e tudo que precisa é uma frase idiota e você de repente tem 13 anos de novo.”

No filme de terror do diretor Ari Aster, ‘Midsommar’, Florence passou por uma mudança diferente de vida como Dani, de vinte e poucos anos de idade, que é forçada a lidar com uma tragédia que muda sua vida, enquanto visita um culto em uma comunidade sueca.

Interpretar a Dani foi “obviamente” mais desafiador para Florence do que interpretar a Amy, ela disse. “E eu sabia disso antes de eu começar a filmar,” Florence disse para o The News. “Foi um trabalho grande e carregar o peso de alguém com aquele nível de luto foi algo que eu sempre me senti apreensiva em fazer.”

Apesar de Amy ter sido “um papel incrível de se interpretar”, a britânica diz que o tão amado papel foi “relativamente fácil”.

“Eu acho que foi tão divertido no sentido de interpretá-la mais jovem e mais velha,” Florence explicou. “Então eu meio que mais ou menos me entreti com a Amy. Ela não foi particularmente difícil.”

Florence também explicou que, apesar da matéria da Variety no ano passado ter dito que ela pediu para sua colega Saoirse “bater em seu rosto” enquanto se preparava para as diversas cenas de brigas entre irmãs: “Ai meu Deus, isto está tomando uma proporção enorme e na verdade não é nada demais,” ela disse. “Eu não pedi para ela ficar me batendo várias vezes. Foi apenas naquela cena especificamente.”

Fonte: Associated Press

Até o fim de 2019, nas telonas do globo, a atriz Florence Pugh já terá interpretado uma lutadora famosa em ‘Fighting With My Family’, gritado com seus pulmões após se encontrar em um culto sueco violento em ‘Midsommar’, e andado por New England em um vestido vitoriano com as outras três irmãs March em ‘Little Women’.

Cada performance angariou mais aclamações críticas do que a última e cimentou a Florence de 23 anos como a atriz em ascenção.

“É tão estranho,” Florence disse recentemente ao Associated Press, que a nomeou uma das artistas revelações de 2019. “É um sentimento estranho de que todo mundo está falando sobre tudo, mas é um sentimento maravilhoso.”

Apesar de três grandes filmes lançados em um período de 10 meses em 2019, Florence insiste que não há muita diferença na vida dela. Ela ainda consegue passar despercebida, algo que ela credita, ao meio de risadas, à “tantas cores de cabelo.”

“Ninguém sabe quem eu sou,” ela disse. “Eu não sou reconhecida mesmo. Na verdade, eu já tive conversas com pessoas que falaram sobre um filme que eu participei. E eu fiquei tipo “Ah, sério? Você achou isto? Ótimo.””

No entanto, ela se pega fazendo tomadas duplas quando ela está trabalhando ao lado de atores famosos, como Meryl Streep em ‘Little Women’.

“A Meryl foi tão poderosa quanto você pode imaginar que ela foi… E dividir uma carruagem com ela, vestindo a roupa mais chique da Amy March foi definitivamente um momento ‘me belisca’,” disse Florence.

Outro momento surreal ocorreu quando Florence estava interpretando a lutadora em ‘Fighting With My Family’ e estava prestes a filmar uma grande cena de luta em frente de uma plateia de 20.000 pessoas no Staples Center em Los Angeles.

“E o Dwayne Johnson chegou para fazer o aquecimento comigo,” ela disse. “E eu me lembro de estar no ringue e eles basicamente me dizendo para dar um soco, você realmente precisa dar um passo para trás. E eu lembro de ficar apenas encarando ele e depois encarando todos aqueles assentos a minha volta, e eu lembro de ficar em silêncio e meio que sorrir internamente e me dando conta de que Dwayne ‘The Rock’ Johnson estava me ensinando a dar um soco enquanto eu estava esperando por 20.000 pessoas chegarem e me assistirem a lutar pela primeira vez na vida.”

“Sim, este é um bom beliscão,” ela disse.

Um momento mais sóbrio com uma de suas heroínas foi quando ela estava gravando ‘King Lear’, de 2018, ao lado de Emma Thompson e Emily Watson durante o movimento #MeToo.

“Eu lembro que um dia eu cheguei para trabalhar e todo mundo estava falando sobre isto e eu lembro que a Emma Thompson me deu um livro e disse ‘Nós vamos falar sobre isto’,” Florence disse. “E eu tinha basicamente a Emily Watson e a Emma Thompson falando comigo sobre o porque da indústria funcionar e o porque de não funcionar. E eu lembro de pensar que aquele era um momento muito especial para alguém que tinha 21 anos e que iria continuar esta conversa pelo resto da vida.”

O próximo grande filme de Florence será o filme solo da ‘Viúva Negra’, da Marvel, com a Scarlett Johansson, previsto para estrear em maio. Quando o trailer foi lançado em 03 de dezembro, o nome de Florence ficou nos TTs do twitter com comentários tipo “Literalmente, quem está fazendo isto igual à Florence Pugh?” e “Eu não conheço nenhuma atriz melhor nesta geração.”

Nos próximos desejos da sua lista de papéis?

“Eu sempre digo que eu queria fazer um filme de faroeste. Tipo eu ia gostar muito de ser uma corajosa, com dentes acinzentados, meio que mulher cabeluda com uma terra de linho que aperta quando ela sobe no cavalo,” Florence disse. “E eu adoraria interpretar uma traficante também, sim. Então é isso pessoal. Um faroeste e uma traficante. Podem escolher.”

De agora em diante, ela terá uma nova quantidade de jovens atrizes se inspirando nela também. Entre sua performance como a implacável Katherine no drama aclamado de 2016, ‘Lady Macbeth’, sua experiência dolorosa como uma estudante universitária Dani no filme de terror do último verão ‘Midsommar’, e ‘Adoráveis Mulheres’, cujo qual ela contou tanto com Meryl como Tia March quanto com Saoirse Ronan como Jo – Florence definitivamente é um dos assuntos.

Ela ri. “São sempre notícias maravilhosas de se ouvir de que você está sendo falada pelos motivos certos. Mas há pressão quando você percebe isso, sim, as pessoas estão te observando, porque isso significa que você precisa permanecer consistente. Mas eu acho que isso é uma parte do caminho que eu tenho. Eu amo todos os diferentes gêneros de trabalho que eu fiz, eu amei todos os diretores que trabalharam comigo e eu acho que saber que voê tem um público faz você mais esperta, mais rápida, faz você realmente pensar nas decisões que você está tomando – e também faz você esperar que eles te perdoem se você tomar uma decisão ruim.”

Florence nasceu e foi criada praticamente em Oxfordshire, onde seu pai é dono de restaurantes e sua mãe é dançarina e professora de dança. Com seus dois irmãos e muita risada, ela teve uma ecucação feliz. “Por muito tempo eu era a mais nova – minha irmã mais velha é 10 anos mais velha que eu e o meu irmão é quatro anos mais velho que eu, mas eu também tenho uma irmã mais nova, então eu conheço muito bem a dinâmica.”

“Enquanto eu estava crescendo, eu e o meu irmão éramos inseparáveis. Eu fui uma ‘moleca’ por muitos anos – eu tinha uma adoração com qualquer coisa que tinha a ver com meninos e ele e eu lutávamos o tempo todo. Foi isso que eu achei tão maravilhoso no filme ‘Adoráveis Mulheres’, que tudo sobre essas garotas era tão físico – elas sempre estavam se odiando ou amando umas as outras ou brincando umas com os cabelos das outras. E todo mundo estava tendo cinco conversas ao mesmo tempo, que é exatamente o que acontece em uma família grande.” Ela diz que gostou muito de interpretar a mais nova das amadas irmãs March de Louisa May Alcott. “Eu gosto de ser atrevida, eu gosto de ser cabeça dura, então eu me atraio por personagens danados e deliciosos.”

Por outro lado, ela admite que um romance do século 19 a fez pensar muito sobre o que significava ser uma mulher naquela época e o que significa ser hoje. “Amy precisou tomar uma decisão se ela iria tentar fazer uma vida como artista ou se casar, porque ela precisava se casar para manter uma vida estável,” ela diz.

“Eu não vivo em uma época que esta é uma decisão para mim – eu posso ir atrás de ambas as coisas. No entanto, não se preocupem, eu certamente não vou me casar em breve.” Na verdade, ela está aproveitando completamente a vida de uma atriz itinerante. “Eu estou morando em Londres, mas na verdade eu acho que viajar é uma das partes favoritas do meu trabalho atualmente. Eu realmente gosto dessas épocas em que você está em algum lugar novo e você pode simplesmente respirar e focar em si mesma por um segundo.”

“Eu amei ir para a Grécia e eu também amo a Espanha. Minha família morou lá quando eu tinha entre 3 e 6 anos de idade e eu ainda sinto que parece muito como um lar – não tem nada melhor do que andar por aí em uma cidade espanhola, bebendo vinho e comendo presunto.”

Alguma reclamação sobre a vida atualmente? Apenas uma, ela diz. “Meu aniversário. É no dia 03 de janeiro, que é oficialmente o pior dia para se fazer aniversário – ninguém tem dinheiro, todo mundo ainda está de ressaca do Ano Novo, todo mundo acabou de começar suas dietas e todo mundo também começou seu jejum de bebida de janeiro um dia antes.”

“Então quando eu falo para os meus amigos ‘Você quer vir e fazer algo no meu aniversários?’ eles ficam ‘Ahhh… Nós não podemos emendar no Natal?’ e eu fico tipo ‘Não, você não pode! Este é o meu dia!’”

Estremecida, ela declara: “É horrível. Quando eu era criança, minha mãe e meu pai tinham pena de mim, então eles falavam ‘Olha, Florence, se você quiser nós podemos mentir pelo resto da sua vida e fingir que seu aniversário é no verão para você ter seu próprio dia especial. Mas se nós fizermos isso, você vai ter que ficar um ano sem ter nenhum aniversário.’ Então eu mantive do jeito que estava e eu ainda recebo os mesmos presentes de Natal e aniversário, o que é terrível.”

A estrela em ascenção Florence pugh fala sobre seu segundo trabalho em Hollywood e sobre trabalhar com Meryl Streep em ‘Adoráveis Mulheres’

É o dia seguinte após Florence Pugh assistir a exivição de ‘Midsommar’, um filme de Ari Aster, que fez sua estreia assustadora no ano passado com ‘Hereditário’. Florenge – a atriz britânica de 23 anos cuja carreira está acelerando rapidamente após papéis em Lady Macbeth e ‘The Little Drummer Girl’ – é a protagonista. Julgando pelo que ela tuitou, o filme causou um impacto: “Eu estou atualmente sentada. Encarando. Olhos arregalados para a minha comida. Midsommar é uma viagem e tanto.”

“É um dos filmes mais difíceis de falar sobre e eu ainda fico parecendo uma idiota quando eu tento,” ela ri. “É um filme tão grande – a cor, o som, a qualidade, o conteúdo. Mas não tem como resumi-lo e eu não sei se assistir ajudou.”

Deixe-me tentar. O set primário é uma comunidade sueca, o filme tem uma vibe de ‘O Homem de Palha’ – só que com mais linho branco e arenques salgados. Florence interpreta uma estudante americana, Dani, que um tempo após uma tragédia familiar, se junta com seu namorado Christian (Jack Reynor) para um lugar aparentemente cheio de celebração do solstício de verão. Alerta de spoiler: isso muda. Ou, como o diretor de ‘Corra!’, Jordan Peele, disse: “Este é um dos filmes com imagens mais atrozmente perturbadores que eu já vi.”

Florence, que não é amante de terror, ainda está cambaleando. “Eu sentei com o Ari por 10 minutos depois e eu não sabia o que dizer, depois eu sentei encarando a minha comida por uma hora e eu não sabia o que dizer. É uma experiência tão onipotente.” Ela respira fundo. “É intenso.”

Ela admite que estava “apreensiva” com a experiência de sua personagem ser tão diferente das experiências próprias. “Eu nunca testemunhei ou passei por um trauma como o que ela passou. Então, a maioria do meu esforço foi tentando entender o luto e a dor.”

Hospedada em um hotel em Nova Iorque, o tempo de Florence é precioso atualmente. Ela está no meio das filmagens de ‘Viúva Negra’, um filme solo da Marvel que conta com o protagonismo da heroína de Scarlett Johansson, Natasha Romanoff. Há uma personagem que ela interpreta como se fosse uma adversária-aliada, Yelena Belova, dos quadrinhos, mas nada foi oficialmente anunciado. “Eu não posso falar sobre isto,” ela disse de uma forma tão charmosa que você se sente mal por ter perguntado.

De fato, é a única coisa que Florene não fala. Ela é sem filtro do jeito certo. Atuar foi parte do seu crescimento em Oxford. Enquanto seu pai possui uma rede de restaurantes, sua mãe é dançarina e professora de dança e todos seus irmãos atuam – seu irmão mais velho, Toby Sebastian, interpretou Trystane Martell em ‘Game Of Thrones’.

“A nossa casa era definitivamente um lugar barulhento,” ela admite. “Todo mundo é muito teatral.” Seu primeiro papel surgiu quando ela tinha 17 anos, ainda no sexto ano, no mistério escolar de Carol Morley, ‘The Falling’. Foi inevitável qeu ela e seus irmãos atuassem? “Eu acho que todos nós amávamos atenção, mas não foi algo que nós fomos forçados a fazer.”

Um ano após ‘The Falling’, Florence foi para Los Angeles para o piloto de uma série de televisão e foi estimulada a perder peso. “Eu tinha ouvido todos os boatos deste lado de Hollywood,” ela disse. “Eu não achei que isso iria acontecer. Eu estava em um cenário em que eu tinha 18 anos de idade e eu tinha que fazer todas essas coisas. Eu sabia que não era uma coisa que eu queria fazer parte.”

Duas semanas depois ela conseguiu uma audição para interpretar uma noiva do século 19, ‘Lady Macbeth’, – um papel que requeria uma grande quantidade de nudez, mas que permitiu que Florence se sentisse “confiante em seu próprio corpo”. E Hollywood? “Eu sabia que eu não queria exatamente voltar até eu saber o que era, o que eu era. É muito fácil quando você está por aí para ser balanceada e aparentar do jeito que eles querem que você aparenta. Até você ter a confiança de dizer não, é difícil.”

Agora ela está de volta em seus próprios termos, entre rumores que ela irá assumir o manto da Marvel em um reinício de ‘Viúva Negra’ (faz sentido; ela mostrou alguns movimentos recentemente, lutando com The Rock no conto de luta ‘Fighting With My Family’). Ela também irá estrelar na sequência de Lady Bird de Greta Gerwig, uma adaptação cheia de estrelas de ‘Adoráveis Mulheres’ de Louisa May Alcott, ao lado de Emma Watson, Saoirse Ronan e Meryl Streep, que será lançado na Noite de Natal. Ela ficou com medo de entrar em um elenco tão ilustre?

“Eu e o meu agente sempre percebemos que quando eu estou com medo de um projeto, eu meio que preciso fazê-lo,” ela disse. “A maioria das coisas que eu fiz, eu fiquei completamente apavorada de fazer. Conhecer pessoas grandes é obviamente apavorante – eles são seus ídolos. Então, sim, eu fiquei com medo de conhecer a Meryl Streep, mas eu não estava tremendo na base. Eu fiquei ansiosa para trabalhar com ela. Eu estava ansiosa para conversar. É excitante, sabe? Não é medo.”

Ela também foi colocada debaixo das asas de mentoras poderosas. Levando em consideração o filme de 2018 que ela fez, ‘O Legítimo Rei’, “Emma Thompson (que interpretou a Goneril da Cordelia de Florence) me educou muito,” ela disse. Foi justo no momento em que “a indústria estava desmoronando” com as alegações que vieram à tona de abusos sexuais do Harvey Weinstein e liderou o movimento #MeToo e Time’s Up. Após quase dois anos, ela já viu a indústria se recompor? “Ela cresceu,” ela acredita. “Inspirou-se em conversas nas quais eu acho que não existiam antes. Também inspirou as pessoas a usarem suas vozes. É difícil para as pessoas jovens falarem nos sets. Mas agora, com essas discussões, eu acho que dá confiança para as pessoas saberem que serão ouvidas.”

Apesar disto tudo, Florence parece estar tranquila com sua rápida ascenção. “Fazer um balanço é importante”, ela diz. “O que é tão fácil é sempre olhar para frente e tentar pular para a próxima coisa. Você pode algumas vezes esquecer as coisas que você já fez. Eu sei que eu tive uma boa jornada até então.”

Fonte: Entertainment Standard

A atriz de 23 anos de idade está descrevendo a primeira vez que conheceu Meryl Streep no novo filme das duas, ‘Adoráveis Mulheres’. “Ela já estava no set, meio que já caracterizada e eu cheguei correndo descendo as escada e eu fiquei tipo :”MERYL!”. Florence joga sua cabeça para trás e abre os abraços, quase que mandando seu suco de laranja fresco e transmitindo seu café caindo da mesa. “E eu passei meus braços em volta dela.”

Aparentemente, esse nível de entusiasmo labrador é clássico de Florence, enquanto ela conhece a realeza de Hollywood e três vezes ganhadoras do Oscar ou, bem… Eu. São apenas 9 da manhã, mas ela está explodindo de energia, cheguendo para a nossa entrevista 20 minutos antes sem maquiagem no rosto e seu lindo cabelo loiro ainda molhado do banho. Ela já modelou suas novas botas de cano longo com longas passadas no saguão do hotel (“A Chloe faz as melhores e mais confortáveis botas que eu posso realmente ficar pisando com elas”) antes de parar na escada para me mostrar seu piercing na orelha da Maria Tash, recentemente feito para celebrar seu filme mais recente, ‘Viúva Negra’, no qual ela estrela com Scarlett Johansson (terminaram de gravar ontem). E em dois dias, ela vai estar encaixotando seu apartamento no oeste de Londres e se mudar para a Califórnia por alguns meses.

É bom que Florence tenha essa energia para distribuir porque sua carreira está prestes a ficar estratosférica após o lançamento de ‘Adoráveis Mulheres’, que já dominou toda a internet. A adaptação do romance de 1868 de Louisa May Alcott, dirigida por Greta Gerwig, de ‘Ladybird’, segue as ambições conflitantes das irmãs March enquanto elas se tornam adultas, arremessando em direção à pobreza na era da Guerra Civil de Massachusetts. Além das fãs de Louisa, o filme detém muito deste sucesso até seu elenco de calibre: Saoirse Ronan interpreta a protagonista do romance, Jo. Depois há a Emma Watson como Meg e Eliza Scanlen como Beth, enquanto Meryl interpreta a Tia March e Laura Dern interpreta Marmee. Timothée Chalamet é o galã Laurie. Como Florence diz: “Eles basicamente colocaram todas as sensações da internet em um filme e agora todo mundo está tipo: ‘Meu Deus, eu posso morrer feliz agora’.”

Até mesmo neste elenco estrelar, é a espirituosa retratação de Florence da impertinente irmã mais nova, Amy, que foi o zumbido da temporada de premiação. Greta pediu para Florence enviar em uma gravação para as audições do papel e ela se tornou a sua líder de torcida mais barulhenta. “Eu precisava que a atriz que fosse interpretar a Amy estivesse na mesma classe de peso que a Saoirse – alguém que realmente pode ser igualmente formidável,” Greta disse ao LA Times. “E Florence foi esta pessoa. Eu adiei as gravações por causa dela porque eu queria muito que ela estivesse no filme.”

Até este ponto, Florence tem estado silenciosamente afastada, arrematando papéis principais, em sua maioria produções indies bem recebidas incluindo ‘Fighting With My Family’ (2019) e Lady Macbeth (2016), pelo qual ela ganhou o prêmio de ‘Melhor Atriz’ no ‘British Independent Film Award’, e até em ‘The Little Drummer Girl’ da BBC no ano passado. Mas foi o hit de terror ‘Midsommar’ que realmente elevou o nome de Florence aos holofotes. ‘Adoráveis Mulheres’, por outro lado, será seu primeiro gostinho de fama de sucesso público. Ela está nervosa? “Não com a Amy”, ela responde rapidamente, como se a personagem dela fosse realmente uma das melhores. ‘Ela nunca trouxe peço para os meus ombros e eu genuinamente gostei de interpreta-la em cada segundo dela. Então eu nunca estou nervosa falando sobre ela.”

Como esses rumores da temporada de premiações a faz sentir? “Claro que é empolgante. Eu sempre fico empolgada quando eu ouço alguém falando sobre isso porque eu nunca sei exatamente o que dizer.” Além disto, a preocupação de maior pressão aparenta ser qual de seus amigos ela vai levar para quais premiações em Nova Iorque, Los Angeles e Paris.

O papel foi um presente da Greta. Ao contrário das antigas adaptações de cinema, a Amy de Greta desenvolve além de uma jovem mulher birrenta obcecada em encontrar um marido rico. Em um ponto ela entrega um discurso cortante: “Eu sou apenas uma a mulher. Como mulher, não há nenhuma forma para eu fazer meu próprio dinheiro… Então não se sente aí e me diga que o casamento não é uma proposição econômica, porque é sim”. “Você não vai encontrar isto no livro.” Florence relembra, “Um dia a Greta veio e eu fiquei tipo, ‘Eu sinto que isto precisa ser dito’. Ela escreveu este parágrafo e eu fiquei tipo, ‘Você pode aprender isto?’ Eu tive 10 minutos. Foi o meu primeiro ou segundo dia com o Timmy (Chalamet) e eu estava ofegante.” ela faz uma pausa para continuar. “O que a Greta reforçou foi porque só porque a Amy vai atrás do cara rico, não significa que ela seja menos que alguém. Sim, é decepcionante para nós em 2019 ver alguém se acomodar e se casar por dinheiro. Mas naquela época, Amy na verdade foi esperta. Seria uma história mais triste se ela se casasse e se tornasse uma pétala delicada. Ela não está deixando este homem destruir a vida dela. Ela é forte e furiosa e isso é tão perverso.”

Por dois meses do inverno de Massachusets, o elenco passou suas noites tendo noites do pijama, bebendo vinho tinto e cozinhando refeições uns para os outros e, naturalmente, eles ainda têm um grupo no WhatsApp para manterem contato. “As garotas são maravilhosas,” ela diz em sua voz baixa e esfumaçada, enchendo a minha xícara de café até o topo. E Chalamet? “Ele é muito engraçado, bonito, bobo, alto e esquisito. Quando todos nós nos despedimos, doeu.” O resultado é a química que espuma nas telas. Você vai reconhecer cada pitada das irmãs em discussões calorosas, cada crise de riso, porque parece ser real. “Cada uma das cenas que Saoirse e eu lutamos – isto foi sugestão nossa. Algumas vezes ela ficava tipo ‘Meu Deus eu realmente quero te bater’. E eu ficava tipo “Eu também”. E depois nós tínhamos uma pequena luta e um abraço. Isso foi genuíno.”

Florence não precisou procurar longe por inspiração. Ela é a terceira filha de quatro irmãos bem cabeça-dura (seus irmão e irmã mais velhos são atores também). “Todas as vezes que a Saoirse estava me dando um soco na cara, eu ficava tipo, ‘Ah! Isso parece muito com família'”. Ela cresceu em Oxfordshire (e por três anos na Espanha) onde sua mãe era uma dançarina e seu pai ainda possui vários restaurantes: Kazbah, Cafe Coco, Cafe Tarifa e Rafaela. Minha casa era barulhenta, com música sempre tocando – Bowie, Elvis, Tracy Chapman – e muitos almoços no domingo. Ela descreve seus pais como ‘bem seguros de si mesmos’. Para isto e passar tempo no restaurante do pai dela quando era criança, ela atribui sua confiança inata. “Há um senso massivo de interpretar em restaurantes,” ela explica.

Sua estreia foi quando ela tinha 17 anos e ainda frequentava a escola particular St Edward, em que Florence disse que era uma ‘bosta’ mas que amava arte e atuar, após responder a uma audição folgada para um papel no drama adolescente da BBC, ‘The Falling’. Elencada ao lado de outras seis garotas de 17 anos de idade, isto foi meio que uma introdução para o showbusiness graças à diretora, Carol Morely, que não deixava os adolescentes assistirem a si mesmos nos monitores. “Ela precisava se certificar de que nós não estávamos atuando por vaidade. Ela percebeu que estava nos guiando a este mundo e ela quis que nós nos sentíssemos completamente confortável em nossas próprias peles.”

Florence rapidamente percebeu, no entanto, que isto não era uma indústria padrão. Dois anos depois ela foi escolhida em Studio City, em um piloto da Hollywood TV, co-estrelando Heather Graham e Eric McCormack, que a fez jurar nunca mais trabalhar em LA. “Não até eu saber o que eu estava representando’, ela disse, seriamente. “Eu fui de estar nesta pequena participação em que as mulheres eram ovacionadas por terem a aparência que tinham e não saberem ou se importarem com seus melhores ângulos. De repente tudo que eu era, tudo que fazia a Carol me amar – minha aparência, quem eu era como pessoa – estava sendo destruído.’

Ela estava com o coração partido. Mesmo o piloto nunca indo ao ar, ela voltou para casa com uma lição destruidora “Quando você sai por aí (LA) com um rostinho de bebê, coisa fresca que está ansiosa para agradar, eles vão enfiar você onde eles precisam para fazer você vender, essencialmente. Você precisa saber exatamente o que você está representando quando você vai a reuniões para que se alguém disser ‘É muito legal você não levantar as sobrancelhas,’ que você não está morrendo e choramingando”. Ela se altera. “Não, eu não quero que você corte o meu cabelo. Não, eu não quero que você depile meu buço. Eu tenho um rosto e pêlos nascem nele. Por favor, me deixem em paz.”

Isto diz muito sobre a fricção de Florence que, após algumas dúvidas, ela se jogou novamente no mundo da atuação com o papel da super sexual Katherine em ‘Lady Macbeth’, um papel que realmente veria sua confiança completamente examinada, porque ela precisa estar muito tempo nua. “A Katherine mudou tudo. Eu amei o fato de ela estar pelada o tempo todo. Naquele ponto da minha vida, já tinham feito eu me sentir péssima sobre a minha aparência e aquele filme foi perfeito, não havia espaço para eu me sentir insegura.”

No entanto, recentemente, Florence tem aparecido em manchetes de notícias por motivos diferentes. Ela, supostamente, está namorando o ator Zach Braff, que, aos 44 anos, é 21 anos mais velha que ela, após eles serem fotografados de mãos dados em Nova Iorque no início deste ano. Ela se recusa a comentar, desculpando-se profusamente e cortando rapidamente qualquer ar estranho, murmurando sobre o aipo-rábano da Bocca Di Lupo e da política de estado do Reino Unido, no qual ela se sente politizada pelo Brexit, mas não “é uma expert”.

Seu próximo papel na série da Marvel, ‘Viúva Negra’, ao lado de Johansson e Rachel Weisz, é como Yelena Belova, que é “ousada e grossa e faz o seu trabalho” e está logo no fim da rua de Florence. “Eu sei que iria ser muito fácil me colocar em uma caixa e dizer: ‘Você virou uma mulher barulhendo e mal humorada’. Eu acho que na vida de um ator, bom eu espero que na minha, você tenha a responsabilidade de recusar papéis. Todas as mulheres que eu interpretam dizem algo e eu acho que isso é tão importante. É por isto que eu me apaixono com elas.”

Ela mostra uma fenda em sua armadura quando eu sugiro que sua ascenção para a fama tem sido lenta em comparação ao sucesso repentino de seu amigo Chalamet. “Tudo que eu sei é que eu tenho trabalhado solidamente pelos últimos cinco anos,” ela diz, quieta. “Eu não importo como parece ser, como aparenta. Eu tenho trabalhado duro por muito tempo.”

Cantar e compor músicas é outra aventura que ela quer explorar, bem como teatro: ‘Eu quero fazer isto antes que as pessoas reconheçam quem eu sou’. No momento, ela é parada apenas por super fãs “maravilhosamente esquisitos”. Isto tudo está prestes a mudar, mas agora isto significa que ela pode livremente sair para comer curry – seu prato favorito – colocar seu celular em uma gaveta e escapar para o ‘Lake District’ para uma caminhada no fim de semana com a sua avó. Ela gosta de cozinhar, cerâmica e qualquer coisa que use suas mãos para força-la a “desligar o meu cérebro”, embora ela não estando pronta para tricotar como sua amiga Saoirse, que desenrolava bolas de lã entre as gravações de ‘Adoráveis Mulheres’.

Londres é mais conveniente para Florence do que sua casa, já que seu flat alugado está perto dos aeroporto e dos estúdios Pinewood. ‘Saltar por aí’ teve o seu preço, ela diz, e os primeiros meses de 2020 irão significar recarregar as energias. “Nos primeiros anos eu não descobri um equilíbrio e isto resultou em eu me sentir que não tinha lugar. Em qualquer lugar eu tinha meios amigos, não amigos completos. Por mais que o trabalho seja a minha vida, não é toda a minha vida e eu sei que eu preciso desacelerar de vez em quando.” Nós subimos para a suite acima das luzes brilhantes do Piccadilly Circus. Ao vê-las, ela se anima novamente “Parece o Moulin Rouge!” ela grita. “Vamos reencenar! Eu vou ser Ewan McGregor. Você pode ser o Green Fairly!” Claramente desacelerar não é uma palavra no dicionário da Florence.