Fonte: Mirror Online

Cabelo de cabeceira de cama bagunçado, uma complexão sem maquiagem e lençóis alinhados a volta dela precariamente enrolados.

Esse é o momento bem real de quando Florence Pugh descobriu que seus sonhos se tornaram realidade – ela foi indicada para um Oscar aos 24 anos.

Na cama, porque ainda era de noite em Los Angeles na hora, a estrela compartilhou o momento com o mundo, usando a palavra de quatro letras claramente dita, que relevou um pouco do quão pé no chão a atriz é.

É uma atitude bem pé no chão para uma atriz, que é mais conhecida em seu país natal por estrelar em ‘The Little Drummer Girl’ da BBC, mas à beira do estrelato.

Sua avó Patricia Mackin disse que ela é como sempre foi: “Ela é simplesmente a mesma garota que sempre foi, com os pés no chão – a mesma garota normal que nós sempre conhecemos e amamos.”

Seu pai dono de restaurantes, Clonton, disse este fim de semana que ela é bem especial também: “Florence é uma em um bilhão. Você não cruza com Florences com frequência.”

A retratação de Florence de Amy March em ‘Adoráveis Mulheres’ de Greta Gerwig a levou à prestigiosa indicação por melhor atriz coadjuvante, onde disputa ao lado de pesos pesados de Hollywood como Margot Robbie, Scarlett Johansson, Kathy Bates e Laura Dern.

Ela definitivamente é uma pessoa que devemos ficar de olho, não apenas indicada ao Oscar, mas a capa da edição de fevereiro da revista Vogue, estrelando no próximo filme de super heróis da Marvel, ‘Viúva Negra’ e há muito tempo chamada como a próxima Kate Winslet.

Ela foi uma das poucas pupilas que frequentava a St Edward’s School de 30.000 libras por ano, em Oxford, que fez audições para o filme de 2014, mas a única que chamou a atenção da equipe.

A diretora Carol Morley relembrou após tudo: “Todas as pessoas que fariam o teste estavam muito quietas e eu simplesmente disse “Vocês não acreditam que ela é maravilhosa?”

“E todos eles depois falaram ‘Nós ficamos arrepiados; foi tipo uma Kate Winslet jovem entrando na sala’.”

Florence diz: “Eu fiquei tipo, ‘Esta é a alegação mais ridícula. Incrível, obviamente.”

“Ela é o meu ídolo desde que eu reencenei Titanic e me apaixonei com o Leo. E é um privilégio ser chemada de a próxima qualquer coisa, mas eu suponho que ser a próxima você mesma é tudo que você pode fazer. Se eu puder apenas deixar um pouquinho a minha marca, então ótimo.”

Na escola, Florence era a palhaça da turma, com tendência a pegar a divulgação e fazer seus pupilos rirem.

Sua avó Patricia, de 81 anos, que mora em Oxford, diz: “Na escola ela sempre estava fazendo todo mundo da sala dela rir, coisa que ela ainda faz atualmente. Quando ela era mais nova, atuar nunca foi algo que nós necessariamente sabíamos que ela ia acabar fazendo, mas com o passar dos anos ficou claro que ela nasceu para fazer isto.”

“Nossa família é bem próxima. Florence vem para casa com muitas vezes ver a gente e é maravilhoso vê-la com tanta frequência. Não preciso nem dizer que estamos incrivelmente orgulhosos dela e de todos os nossos netos.”

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Florence cresceu em Oxford com seu pai Clinton Pugh, um dono de restaurantes locais, sua mãe Deborah, uma professora de dança, e seus três irmãos, Sebastian, 27, Arabella, 34, e Raffie, 15.

A família se mudou para a Espanha quando ela era pequena porque ela tinha traqueomalácia, uma doença respiratória que é agravada pelo frio e tempo úmido.

A doença deixou sua voz com um tom áspero e profundo em sua voz, notável em seus filmes e às vezes “uma tosse bem assustadora”.

Ela frequentou a Sotogrande International School em Cadiz, mas ficou lá por apenas alguns anos porque o sistema educacional era pobre.

“Eu meio que esqueci como fazer contas ou escrever inglês,” ela relembra.

Eles voltaram para o Reino Unido quando ela tinha seis anos.

Foi depois disso que ela subiu ao palco pela primeira vez como Mary, em uma peça escolar nativa, decidindo sozinha que ia interpretar sua personagem com um sotaque de Yorkshire.

Florence disse: “Eu me lembro de subir ao palco e falar tipo “Oh, minhas varizes!” e todo mundo mijou de rir. Foi a primeira vez que eu oube o poder de estar no palco.”

Todos os quatro irmãos de Florence foram para o caminho da arte, de uma forma ou outra.

Seu irmão Sebastian é um ator e música, interpretando Trystane Martell em ‘Game Of Thrones’, enquanto sua irmã mais velha Arabella é professora de canto e atriz.

Florence brincou anteriormente: “Nós somos tipo os Von Trapps, mas não tão bonitos ou tão perfeitos.”

As peças escolares continuaram quando ela foi para a St Edward. Florence disse: “Eu realmente era uma dessas crianças irritantes que estava em todas as performances, fazendo cada dança, cantando em todos os shows de talentos,” ela disse anteriormente.

“Era óbvio que era isso que eu iria fazer – não de uma forma convencida, mas porque o que mais eu poderia fazer? Eu não era academicamente brilhante para ir para uma universidade. Eu sempre fui flexível – meu truque escolar costumava acontecer quando o professor saía da sala, eu subia na mesa, fazia com que a sala inteira contasse até três e pulava nas carteiras.”

Depois do filme ‘The Falling’ com Maisie Williams de ‘Game Of Thrones’, ela estrelou no filme artístico Lady Macbeth, ganhando aclamações dos críticos e muita atenção por tirar a roupa no filme.

Mas cenas de nudez não são um problema para a jovem estrela, até então feitas com gosto.

“Os EUA tem bastante medo de bundas e mamilos,” ela diz. “Meus pais foram muito tranquilos e se certificaram de que nós assistíssemos muitos filmes europeus enquanto nós crescíamos, então nudez nunca foi um problema para mim, contanto que feito de uma forma bonita.”

“Eu não acho que eu vá ser um símbolo internacional de sexo. Quer dizer, eu sei que eu não ver ser um símbolo internacional de sexo.”

Mesmo ela ainda sendo relativamente jovem, Florence tem uma atitude moderna #MeToo e é determinada a não ser pressionada por Hollywood.

“Já me disseram para emagrecer antes – já aconteceu, mas depende de você ouvir ou dizer não. Eu não estou ouvindo.”

“Quando você sai por aí com uma cara de neném, carne nova que está ansiosa em agradar, eles vão transformar você no que eles precisarem fazer você vender, essencialmente. Você precisa saber exatamente o que você está representando quando você vai a reuniões para se alguém disser ‘É bem legal você não fazer suas sobrancelhas’, você não dar a mínima, tipo, ficar morrendo e se lamentando.”

“Não, eu não quero cortar o meu cabelo. Não, eu não quero depilar o meu buço. Eu tenho um rosto e nascem pêlos dele. Por favor me deixem em paz.”